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Músicos

A musicalidade da família Kluch

Por Gleison Wojciekowski
Foto Arquivo

A musicalidade da família Kluch

A família Kluch chega ao Brasil através de Woiczek (Adalberto) Kluch (falecido em Erechim no dia 10/08/1920) e sua esposa Joanna Z. Barabasow Kluchowa (13/06/1873 - 14/10/1950), vindos de Krasnystav, cidade polonesa próxima a Lublin (apesar do passaporte russo).

Na Polônia Woiczek (Adalberto) Kluch trabalhava transportando a correspondência de Lublin para Krasnystav de carruagem e tocava violino como hobby, mas a música e a cultura tinham grande importância na família.

Do casal Adalberto e Joanna nasceram os seguintes filhos: Francisco (30/03/1899 – 15/06/1974), Estevam (02/09/1903 – 13/06/1954), Antônio (05/03/1905 – 11/05/1976), Maria (08/09/1909 – 27/04/1973), Natália (05/06/1915 – 15/08/1993) e João Casemiro (02/06/1917 – 30/12/1990), estes dois últimos nascidos no Brasil. Na família Kluch a música era cultivada como forma de entretenimento, mas de uma forma totalmente integrada ao dia-dia, dessa maneira todos os filhos aprenderam a cantar e/ou a tocar um instrumento, e o caçula João Casemiro Kluch chegou a tornar-se profissional, animando bailes e festas na região desde a década de 1930.

Francisco (Franciszek) Kluch casado com Maria Constância Kruszerynski (15/01/1910 – 03/ 12 / 1992) foi um dos primeiros professores da região, atuando em localidades como Linha Rondon (Barro, hoje Gaurama), lutou na 2º Guerra Mundial como voluntário pelo exército polonês. Tocava acordeom como hobby.

Estevão Kluch por sua vez tocava violino e seu filho Eulógio Kluch (nascido em 28/10/1928) também foi violinista. Sua filha Secília Kluch (nascida 26/06/1944), casada com Paulino Francisco Czarnowski (25/01/1949 – 17/07/1997) canta desde a infância e até os dias atuais continua cantando em grupos de 3º idade, mas seu filho Silviomar Czarnowski (31/05/1971) foi músico profissional, tocando trompete em grupos como Os Siderais, Águia Dourada, Banda Amor e Saudade (Getúlio Vargas), Por do Sol (Jacutinga). Como compositor Silviomar é o autor da música O Baião do ABC gravado pela banda Céu e Cantos.

Antônio Kluch tocava acordeom apenas como hobby, mas seu filho Teodoro Kluch tornou-se músico profissional, como nome artístico de Brotinho da Sanfona, acompanhava a dupla Canela e Canelinha e se apresentava regularmente na Rádio Erechim. Montou uma dupla com seu irmão Onofre Kluch no violão, e posteriormente morou no Paraná, retornando a Erechim na década de 1970.

Natália Kluch inserida nesse contexto, cantava por hobby, e casou com Ladislau Wojciechovski (28/09/1906 – 27/04/1985) e seu filho caçula Ireno Wojciekowski (20/10/1950) foi músico profissional, tocando em grupos como Os Atuais, Os Mensageiros do Amor, Os Maratonas e foi diretor e fundador do Grupo Musical Los Calientes. Ireno foi também proprietário do primeiro estúdio de gravações e selo fonográfico da região, LC Produções e Gravações.

João Casemiro Kluch casou com Josefa Pawlak com quem teve os filhos Adalberto Kluch, Cláudio Hermes Kluch, Abelardo João Kluch, Ester Carmelia Kluch e Mauro José Kluch e todos tornaram se músicos profissionais,

Apesar de João Casemiro Kluch ter composto diversas músicas, não existe nenhum registro fonográfico de qualquer uma delas, apenas a lembrança de colegas do meio musical que citam canções como Gaúcho de Erechim, composta na década de 1940.

João Casemiro Kluch juntamente com Ignácio Petkovicz, chegaram a planejar uma turnê europeia, onde os acordeonistas tocariam em dueto, porém por questões de logística não se realizou.

Em 10 de abril de 1956 João Casemiro Kluch passa a exercer a função de subprefeito de Áurea, então distrito de Gaurama. Foi professor de 2º Estância 1957 até 1960, atuando em localidades como Áurea, Barão de Cotegipe, Alto Caçador e Gaurama.

João Casemiro Kluch formou um grupo na década de 1970, com seus filhos Cláudio Hermes, Adalberto (Beto) e Ester, porém os dois últimos citados não deram continuidade à profissão.

Cláudio Hermes Kluch nasceu em 9 de novembro de 1945 e aprendeu música com seu pai, e atuou em diversos grupos e estados do Brasil, inclusive morando em São Paulo durante um período. No seu retorno a Erechim no final da década de 1960 formou um grupo que contava com Pedrinho Soares no baixo, Iedo Koller na bateria, Ângelo Bissolotti no acordeom além de Cláudio na guitarra e vocal.

Cláudio participou do grupo Relicário Brass de Concórdia – SC, com quem gravou um disco na década de 1970, chamado Neblina, que contem entre outras músicas uma composição de sua autoria chamada Ritorna Amore.

Porém a carreira de Cláudio foi marcada por certa instabilidade, e nesse período tocou com os mais relevantes grupos musicais como Os Reis do Embalo (São Lourenço do Oeste – SC), Musical Ipanema, Os Montanari, Os Monarcas, Os Cometas e Los Bravos. Faleceu em Foz do Iguaçu de tumor cerebral em 17 de abril de 2002.

Os filhos de João Casemiro Kluch, Mauro José e Abelardo João, formaram a dupla Mauro Phena (nascido em Barão de Cotegipe instrumentista, cantor e compositor, foi proprietário da banda Sabor do Som em Chapecó) e Barrabás (com nome artístico anterior de João da Noite, nascido em Erechim, cantor e compositor), que atuam no gênero sertanejo de origem, e tem uma ampla divulgação nacional, inclusive tendo participado recentemente da coletânea Barretão 60 anos, produzido pela coordenação da Festa de Peão de Barretos (uma das maiores da América Latina), juntamente com a Rádio Sertaneja de Barretos, dividindo o CD com artistas como Leonardo, Eduardo Costa, Rio Negro e Solimões, Edson e Hudson, Jads e Jadson além de outros.

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