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Salmo 72: concede ao rei

Por Dennis Allan

Pela primeira vez na história de Israel, a autoridade do rei passou de pai para filho quando Davi chegou ao fim da sua vida. Foi a primeira transição de poder em uma dinastia que durou mais de 400 anos em Jerusalém. No seu aspecto espiritual essa dinastia continua para sempre em Jesus, que era um descendente de Davi.

O salmo 72 foi composto por Salomão, o filho e sucessor de Davi. Esse cântico apresenta o desejo do novo rei e, ao mesmo tempo, a vontade do próprio Davi ao passar o cetro de autoridade para seu filho. Os sentimentos desse hino refletem as conversas e orações desses dois reis nos registros históricos da transição de poder (exemplos: 2 Samuel 23:1-7; 1 Reis 2:1-4; 3:3-15; 1 Crônicas 28:1-10; 29:10-19; 2 Crônicas 1:7-13).

O Salmo focaliza qualidades e atitudes importantes no governo de um bom líder. Esse rei deve aplicar a justiça com equidade (versos 1 e 2). Ele seria defensor das vítimas de opressão (verso 4 e 14), sensível ao sofrimento dos necessitados (versos 12 e 13). Seu governo daria prosperidade, segurança e paz aos súditos (versos 6, 7, 16 e 17).

A mensagem desse salmo vai muito além dos reinados dos primeiros dois reis descendentes de Jessé (o pai de Davi), pois trata do conceito do reino universal e eterno de outro descendente dessa mesma linhagem. Várias expressões descrevem a extensão do seu governo:

“Domine ele de mar a mare desde o rio até aos confins da terra” (verso 8).

“... nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado” (verso 17).

“Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Sebá lhe ofereçam presentes. E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam” (versos 10 e 11). Essa linguagem nos lembra do Novo Testamento, onde Jesus é identificado como “o senhor dos senhores e o rei dos reis” (Apocalipse 17:14).

A duração do governo desse rei iria muito além da vida de Salomão, pois o salmo trata de um reino eterno. Diferente dos reinos que terminam com a morte do monarca, esse reino seria permanente, comparável ao sol e a lua.

“Ele permanecerá enquanto existir o sole enquanto durar a lua, através das gerações” (verso 5).

“Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua” (verso 7).

“Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol” (verso 17).

Devemos atenção especial ao finalzinho do Salmo 72. A mensagem própria desse hino é seguida por uma doxologia, ou palavra de glória, que marca o fim do segundo dos cinco livros dos Salmos:

“Bendito seja o senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios. Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!” (versos 18 e 19, comparável às mensagens desse tipo no final dos outros livros em Salmos 41:13; 89:52; 106:48 e 150:1-6).

Encontramos, depois da doxologia do livro II, mais uma observação: “Findam as orações de Davi, filho de Jessé” (verso 20). Na sequência dos salmos, ainda há vários escritos por Davi. Salmo 72, de fato, foi atribuído a Salomão, e não a Davi. Então, o que significa esse último verso? Mesmo as palavras sendo escritas por Salomão, representam a oração de Davi no leito de morte, quando olhava com esperança e fé para o cumprimento das promessas divinas na sua descendência.  As orações de Davi terminaram aqui, mas as promessas de Deus permaneceram!

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