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Os imbecis estão à solta

Por Gilberto Jasper

A disputa da final do campeonato mundial de clubes, disputada entre Grêmio e Real Madrid no sábado, trouxe à tona mais uma vez a audência de bom senso de pessoas quando destilam o ódio através das redes sociais. Aos 57 anos, achei que já tivesse lido tudo de mais absurdo que alguém pode escrever nas redes nem tão sociais. Confesso que não sou expert no manuseio destas ferramentas, mas as manifestações extrapolaram qualquer resquício de bom senso. Foi lamentável.
Pessoas sóbrias no dia a dia mostraram a cara, assumiram a porção animal e deixaram esta imagem gravada para sempre no facebook, à mostra de todos. Sei - e certamente o leitor também sabe - de inúmeras amizades que ficaram estremecidas depois da troca de impropérios travada a partir do final do jogo e que se seguiram no domingo e dias subsequentes.
A necessidade de agredir para fundamentar uma opinião é, entre tantos absurdos, o que mais chama a atenção. Ao invés de argumentos lastreados em ideias, se viu acusações, ofensas e baixarias que permearam as postagens do final de semana. A dificuldade em conviver com o contraditório ou para encarar com humor o resultado da partida aflorou com grande intensidade.
Muitas pessoas argumentam que a internet é responsável pela proliferação de idiotas. Discordo. Acho que este contingente sempre existiu, bastava olhar a nossa volta. O que se presencia hoje é a possibilidade destes trogloditas tecnológicos defenderam suas teses imbecis, ou seja: atualmente todo mundo podem dizer o que pensa, por mais inverossímil que seja.
Eventos de alta voltagem emocional comprovam a necessidade de agir com cautela e bom senso. Para não dizer que não falei de flores - como sempre ocorre - foi possível pinçar posicionamentos tipo light, de gozação de alto nível e humor refinado. Apesar de minoritários, estes internautas souberam fazer a necessária limonada num momento de alta tensão onde predominou a estupidez humana.
Assim como no trânsito e em outros ambientes da vida rotineira não se pode esperar por equilíbrio coletivo. A esperança reside no fato de que os raivosos das redes - nem tão sociais - revejam seus escritos, reflitam e façam um mea culpa. Mesmo que não o façam em público, admitir intimamente que houve exagero e falta de bom senso ajuda a evitar a repetição dos equívocos.
A vida não está fácil para ninguém. Temos crise financeira, moral, política e ética. Grassa insegurança, temos falta de solidariedade e problemas em profusão de todo tipo. Então, vamos viver com um mínimo de respeito aos princípios básicos de convivência.
Nesta época do ano, onde os corações se enternecem diante do prenúncio do Natal e da chegada do ano novo, vamos vier com mais solidariedade. Ao menos até o final das festas...

 

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