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A função dos ouvidos

Por Dennis Allan

Todos nós já tivemos a experiência de lidar com pessoas que não escutam. Seja uma criança rebelde ou um colega de trabalho teimoso, a experiência nos deixa frustrados.

Quando Deus criou os seres humanos, ele decidiu dar dois ouvidos para cada um. A partir do primeiro dia da existência humana, o senhor tem orientado essas criaturas a utilizar seus ouvidos. Em uma das primeiras conversas que Deus teve com o homem, ele falou de responsabilidade, permissão, proibição e consequência: “Tomou, pois, o senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o senhor Deus lhe deu esta ordem: de toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:15-17).

O tempo passou, e Deus deu outras orientações. Falou para os homens respeitarem a vida humana, evitar o engano de pessoas que inventavam falsos deuses, manter a decência e moralidade etc. Pessoas que ouviam e seguiam essas orientações recebiam o favor de Deus, enquanto pessoas obstinadas e rebeldes sofriam consequências. Assim, o conhecimento não ficou na teoria, mas foi aplicado na prática. Deus deu para as pessoas condições de mostrar a sabedoria.

Salomão, filho de Davi e terceiro rei de Israel, escreveu bastante sobre a importância da sabedoria. Como um pai instruindo seu filho, ele escreveu para o benefício de todos sobre a importância de deixar a sabedoria entrar pelos ouvidos e determinar o nosso procedimento. Neste trecho de Provérbios 4, observamos versículo por versículo como a instrução deve afetar todos os aspectos do nosso ser:

20 Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.

21 Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração.

22 Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo.

23 Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.

24 Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios.

25 Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.

26 Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.

27 Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.

Aprendemos com os ouvidos e os olhos, mas o conhecimento precisa penetrar o coração para ter valor. Uma vez que chega ao coração, a sabedoria deve ser guardada e protegida, pois o que tem no coração vai governar nossas decisões e determinar todos os nossos comportamentos. O que guardamos no coração será aparente no que falamos e nos destinos das nossas caminhadas, pois o coração controla os lábios e os pés.

Mil anos depois de Salomão, apareceu o melhor mestre de todos os tempos. Jesus de Nazaré andou pelo território da Judeia, Galileia e Samaria compartilhando a sabedoria eterna com seus ouvintes. Ensinou sobre como agradar a Deus e como conviver bem com outras pessoas. Seus ensinamentos foram simples e, ao mesmo tempo, profundos. Às vezes, o ouvinte teria de se esforçar para entender o sentido, mas sempre seria necessário um esforço para fazer a aplicação na sua vida. Para frisar esses desafios, Jesus frequentemente encerrava uma lição com as palavras “quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 4:9 e muitas outras passagens nos Evangelhos). Nessas palavras, Jesus resumiu bem o ponto de Salomão. Para adquirir a sabedoria que o senhor nos oferece é necessário ter ouvidos dispostos a ouvir, aceitar e aplicar seus ensinamentos. Vamos usar bem os dois ouvidos que Deus nos deu!

 

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