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Mais uma ministra suspeita, entre tantos canalhas

Por Neivo Zago
Foto Arquivo

Enganamo-nos quando pensamos já ter visto tudo em se tratando de barbaridade no mundo perverso da política partidária, mas sempre somos surpreendidos com novidades. Uma das mais recentes trata-se da escolha da nova ministra do trabalho, ainda não referendada, filha de Roberto Jefferson, um dos tantos apanhados em corrupção, outro canalha, “o homem das sete vidas”.

Na dança das cadeiras dos excessivos e, alguns ineficientes e prescindíveis ministérios que grassam neste país da “Ordem e Progresso” (de verdade, só na propaganda), a bola da vez é a futura ministra do trabalho, xará do Brasil e filha do famoso Roberto Jefferson, o primeiro delator que culminou na operação de investigação, mais longa até então. Este cara de pau, um dos tantos canalhas a quem a jornalista Rosane Oliveira (ZH-04.01.18) intitulou de “o homem de sete vidas” e neste mesmo periódico, na sessão Notícias sobre a Política relata que ele “chorou ao falar sobre a filha. Disse que a nomeação dela significa “um resgate” da família após o envolvimento dele no Mensalão”. Que acinte! E nós temos que ler e ouvir tudo isso e muito mais. E, mesmo ausente da política, mas interferindo nos bastidores, a velha raposa canalha conhecido como José Sarney teve participação decisiva na escolha. A maior prova de que o primeiro critério para indicar alguém a um Ministério pode ser comprovada pelo insosso e vazio Aldo Rebello que passou (bem dito, passou como um joguete), por várias instâncias, mesmo não entendendo coisa alguma dos postos que ocupou. A propósito, fantástico e digno de leitura é o texto de L. F Veríssimo (ZH-08.01.2018). Vale a pena lê-lo, se você não o fez. É o retrato fiel de que inexistem critérios.

Não fôssemos um país onde a lei é sobremaneira leniente esse canalha, dentre outros centenas de outros deveriam ser sumariamente proibidos de ocupar cargos públicos pelo resto de suas vidas devido ao seu passado pregresso, ou seja, o que se convencionou chamar de ficha suja.

O que dizer então dos canalhas envolvidos nos roubos da Petrobrás que perpassou vários anos? Não bastasse o vultoso montante roubado pelas autoridades políticas, construtoras e seus empresários brasileiros agora um acordo bilionário foi fechado com a justiça americana para compensar os milhares de investidores daquele país, que acreditando na seriedade da estatal brasileira, investiram em ações. Se todo esse dinheiro fosse aplicado aqui sanaria boa parte de tantas necessidades. Nem dá para pensar, para não se irritar. Nas conversas de sauna, onde se fala sobre variedades e se resolve quase tudo, a política é prato cheio. Por exemplo, a respeito da ministra em questão o José Piano, ratificado pelo Segheto, bem definiu essa infeliz escolha: “colocaram a raposa para cuidar do galinheiro”. 

Vale recordar que, do rol das irregularidades, bem à moda de canalhas, o presidente RaTemer - para se safar duas vezes de ser investigado pelo Congresso - aberta e descaradamente, comprou com pródigas emendas parlamentares os votos dos congressistas também canalhas. Agindo assim, o chefe-mor e sua gangue referendaram abertamente a compra de votos. Portanto, futuros prefeitos, vereadores, deputados e senadores que costumam praticar tal atitude! Comprem votos (ou continuem comprando, como muitos sempre o fizeram). Vocês, em tese não seriam cassados por isso, pois o chefe-mor deu “belos” exemplos de como se faz para que os interesses individuais estejam em primeiro lugar. Isso, não se chamaria de jurisprudência, em direito? Ou estou equivocado? Essas são algumas razões, que fazem muitas pessoas sentir saudade da “ditadura” e falam no Bolsonaro, como medida de salvação, para acabar com essa horda de canalhas. Obviamente, se depender da justiça, do magistrado Gilmar Mendes, que costuma homiziar seus aficionados, nada ou pouco pode esperar, a não sem lastimar.  

Muito mudaria para melhor, se não houvesse a reeleição. Boa parte das mazelas que ocorrem nesse antro da política partidária poderia ser evitada. E, como medida auxiliar acabar com o nepotismo favoreceria que outras pessoas pudessem ter acesso aos serviços sejam eles de natureza pública ou privada. E o que dizer das dinastias que se perpetuam no poder? Nomes de famílias conhecidos parecem que nasceram para serem políticos como os Sarneys,  Collor de Mello, Garotinhos e companhia limitada.

 Em assim pensando, é no mínimo digno de suspeição acreditar que “cada povo tem os políticos que merece”. Eu não mereço e penso, nem você. Ninguém merece! Impossível que todos nós sejamos tão ingênuos assim a ponto de merecermos tantos canalhas blefando da nossa cara. Eu, ao menos não votei neles e jamais votaria. Não à reeleição desses canalhas, em todas as instâncias! 

 

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