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Blog do Gleison Wojciekowski

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Juarez Motta: a sua música entre a bateria e o trompete

Por Gleison Wojciekowski

Tocar um instrumento musical é  algo que requer  bastante trabalho e dedicação, tocar dois então tem esse trabalho duplicado, e o músico desta semana é um dos poucos casos em que um músico constrói sua carreira baseado em dois instrumentos musicais tão dispares com a bateria e o trompete. Esta semana o músico em questão é Juarez Motta.

O escorpiano Juarez Motta, nasceu na cidade de Erechim no dia 19 de novembro de 1955, filho de Antônio Motta (que trabalhava transportando produtos da região com seu terno de mulas), e Maria da Glória Motta, que além de Juarez tiveram outros seis irmãos e duas irmãs. Sua iniciação na música é decorrente de influência de seus irmãos, como Adolfo Motta e Ronildo Motta, que tinham uma dupla que tocava pandeiro e harmônica (gaita de boca) em casamentos ciganos; e principalmente de seu irmão Paulo Motta, que lhe deu suas primeiras lições de bateria.

Logo aos cinco ou seis anos, tempo em que era extremamente difícil se adquirir instrumentos musicais, Juarez constrói uma bateria debaixo de um abacateiro, com as panelas de sua mãe, para poder praticar a sua tão desejada música.

Durante o período que estudou no Colégio Medianeira, em Erechim, participou também do Orfeão da escola, onde conheceria seu amigo, e futuro companheiro de bandas, Rogério Kurek.

O trompete entra na vida de Juarez Motta quando ele passa a fazer parte da Banda Marcial do Colégio Professor Mantovani, onde tem suas primeiras lições, e surpreende a todos com o belo timbre que consegue tirar do instrumento.

Outra influência de Juarez Motta, foram os meios de comunicação como o rádio, onde vai travar contato com a música da Jovem Guarda, e apaixonar-se por artistas como Vanusa, Wanderléa,Odair José, Jerry Adriani, Roberto e Erasmo Carlos e principalmente pelo roqueiro Raul Seixas. Além do rádio, as revistas como Sétimo Céu, também trazem informações dos artistas das capitais para o interior, divulgando bandas como Os Brasas, The Jordans, The Fevers e Os Incríveis.

Posteriormente, Juarez conhece bandas internacionais como The Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Deep Purple, e adquire seus primeiros discos de vinil, mas devido as dificuldade em se comprar o aparelho, durante algum tempo se limita a ouvir seus discos na casa de amigos.

Aos quatorze anos, Juarez é convidado por Luiz Carlos de Quadros, conhecido popularmente como Luizão Gordo, para tocarem juntos, formando um grupo juntamente com Jair Rodrigues (não é o mesmo cantor conhecido do público).

Mas a sua profissionalização na música, viria em seguida, aos dezenove anos quando Ireno Wojciekowski, o convida para integrar seu grupo, Os Atuais, seguindo para Os Mensageiros do Amor, Os Maratonas e posteriormente o Grupo Musical Los Calientes.

No grupo Os Maratonas, a formação era composta por Juarez Motta na bateria e trompete; Ireno Wojciekowski no teclado; Idalécio Tubin na guitarra; Zilmo Sembranel no contrabaixo; Miguel Oliveira no trompete; Valdomiro Soares no trompete. Estes dois últimos, ambos cabos da Brigada Militar, pois nesse período havia uma banda com  excelentes músicos ligada a corporação.

Uma curiosidade deste período, no início da década de 1970, Ireno Wojciekowski gravava Juarez tocando bateria em diversos ritmos em uma fita cassete, para posterior execução em bailes, onde utilizavam a gravação da bateria e Juarez e os outros músicos tocavam sobre esta base pré-gravada, uma espécie de seqüenciador utilizado muito antes de diversos grupos importantes, e inclusive adotado até os dias de hoje.

Com o Grupo Musical Los Calientes, Juarez Motta tem sua primeira experiência em disco, quando gravaram seu primeiro LP em 1985, inclusive, este disco contêm uma composição de Juarez, chamada "Sou Feliz".

No ano de 1984, no dia 28 de setembro, Juarez contrai matrimônio com Dalva Dirce Kazewski, com quem teria duas filhas, Vanessa Luana Motta e Ana Paula Motta. Com apenas dois meses de casados, enfrentam aquele que talvez seja o momento mais complicado de suas vidas, onde um incêndio destrói sua casa, e todos os bens que possuíam, mas com a ajuda de amigos músicos, tocam diversos eventos para levantar fundos para o jovem casal.

Em 1986, após mais de treze anos de parceria Juarez Motta sai do Grupo Musical Los Calientes, e vai para a Bandinha do Caneco, que para eventos fora dos bailes de chopp, utilizava a alcunha de Musical Apocalispe, da qual faziam parte alem Juarez Motta no trompete; Bruno Moron no saxofone soprano; José Chiodi no saxofone tenor; Joãozinho (atualmente na Banda Passarela) no trombone; Sérgio Moron na bateria; Algenir Flôres no baixo; Jaime Simone na guitarra, Luciano Meneghatti no teclado e a sua futura esposa Neiva Piasson no vocal.

Após cerca de três anos de atividade, Juarez vai para o Musical San Francisco, grupo do qual faziam parte Jorge Garcia no baixo; Sílvio Chiaparini na guitarra; Cláudio Parmegianni no teclado; Darci Demarco no trompete, Milvo no saxofone; Neri no trombone além de Juarez Motta na bateria. Após cerca de três anos, o grupo mudaria de estilo e se chamaria Grupo Europa Show, e Juarez deixaria o grupo.

Após esse momento, passa a integrar o Musical Os Cometas durante cerca de um ano, cuja formação era Juarez Motta na bateria; Jorge Lanfredi no contrabaixo; José Mário na guitarra; Danilo Antunes de Oliveira nos teclados; Aristides Klein no primeiro trompete; Edécio Klein no segundo trompete; Valdir no saxofone; e Adelmo Scheffer no trombone.

Em seguida Juarez entra para a banda Casa das Máquinas (que não é a seminal banda de rock brasileiro da década de 1970), fazem parte os irmãos Sílvio e Enori Chiaparini na guitarra e baixo respectivamente; Ademir Savegnago nos teclados; e os irmãos Elton e Enor Albiero no saxofone e trompete respectivamente, além do próprio Juarez na bateria.

O novo grupo que Juarez passa a fazer parte é o Musical New York, que também fazem parte Zé Nilson na bateria e vocal; Jair no Baixo e vocal; Serginho no teclado e Jimmy (João Carlos) na guitarra e vocal além de Juarez Motta no trompete e percussão.

O próximo grupo que Juarez Motta passa a integrar a partir de 1989 é o Musical Etna, o qual permanece até os dias atuais, e apenas se ausentou do grupo durante um breve período para montar seu próprio grupo, o Musical Bagagem.

Ao longo de todos esses anos no Musical Etna, Juarez gravou dois CD´s, lançados pela gravadora LC Produções e Gravações, e passou por diversas formações diferentes, as quais podemos citar: José Wicteky na guitarra; Dinarte no teclado; Juarez Motta na bateria; Wagner Blusamarello na guitarra; Flademir Fitarelli no baixo, segunda formação: Juarez Motta na bateria; Milton Dalponte no baixo; José Wicteky na guitarra; Jaime Simoni no violão; Dinarte no teclado; Algenir Flôres (Neinho) no baixo e Eliazar Lisowski no vocal. Terceira formação: José Wicteky na guitarra; Jorge Garcia no baixo; Carlos Eduardo Soares Vaz nos teclados; Juarez Motta no trompete; Sérgio Moron na bateria, Eliazar Lisowski no vocal e Algenir Flôres (Neinho) nos teclados.

Atualmente o Etna possui a seguinte formação: José Wicteky na guitarra; Juarez Motta na bateria; Jorge Garcia no baixo; Rogério Oleviecky na guitarra, Marcelo Dalmedico nos teclados; Eliazar Lisowski no vocal; Algenir Flôres (Neinho) nos teclados e baixo;  e Giani Rotta Telles no vocal e bateria.

O Musical Bagagem, que existiu de 2002 a 2004, teve como músicos participantes Juarez Motta na bateria; Algenir Flôres (Neinho)no baixo; Marcelo Dalmedico nos teclados; e Carlinhos na guitarra.

Como projetos para o futuro, Juarez pretende continuar tocando bateria com o grupo Etna e gravar um disco de solos de trompete.

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