Blog do Igor Dalla Rosa Muller

festadibacco.jpg

Batendo cabeça

Por Igor Dalla Rosa Muller
Foto Arquivo BD

Não há dúvida, faltam recursos públicos aos municípios para fazer grandes investimentos em logística, infraestrutura, saneamento, energia, trens e mobilidade urbana. Áreas que movimentam o conjunto da economia e geram emprego, renda e criam novos ciclos econômicos.  

Esse negócio de mandar dinheiro de impostos para Brasília e esperar o retorno um dia vai ter que mudar. Essa relação não dá certo, não funciona. Mais dia menos dia terá que se rever o mecanismo de distribuição de verbas. Do jeito que está não funciona, e mais, só prejudica o crescimento das cidades e do próprio país.    

O que mais angustia é que o Brasil tem muito dinheiro. A arrecadação de tributos é absurda, gigantescas, insaciável, não para. Mas tudo, praticamente, está concentrado num lugar chamado Brasília e gerido por meia dúzia de pessoas. Está tudo errado.

Os municípios têm que se virar sem dinheiro, e tendo em vista o Alto Uruguai, acho que isto acontece. O prefeito tem que quebrar a cabeça para achar soluções, quando às vezes não há. Administrar uma cidade não é coisa simples. Mas, só reclamar não resolve nada.  

Mesmo diante desse cenário hostil, que boicota a realidade e muitos projetos, tem que se achar uma forma de avançar, uma maneira de incentivar a economia e fomentar o comércio local.

E, aí cito como exemplo o desfile da Festa di Bacco, que não será realizado neste ano do centenário de Erechim. Mas o que tem a ver uma coisa com outra? Tudo e nada só depende de como se quer ver.

Os municípios estão à deriva, eles têm que se virar sozinhos. Por outro lado, tem muitas ideias e iniciativas que já podem ser aproveitadas numa cadeia econômica criativa, como o citado desfile. Mas, tem que se estar aberto a novos projetos.

O que hoje é um – “gasto” - diria investimento, amanhã pode ser uma indústria cultural, que além de movimentar a economia regional vai trazer visitantes de fora da cidade.

Mas, para isso, uma hora tem que começar. Como? Apostando, integrando pessoas, aproveitando trabalho, iniciativas e conhecimentos já em uso. Aprender com as cidades que conseguiram implantar projetos assim como Gramado, que tem uma economia paralela o ano inteiro baseada no turismo.

O que nos impede? Nós mesmos! Soa meio chavão de autoajuda, mas é isso aí. E isto serve para a política, economia, cultura, educação e tudo o mais. Enquanto não prevalecer o interesse coletivo a região Alto Uruguai será um monte de pessoas isoladas vivendo no mesmo espaço. Batendo cabeça por gerações e gerações. 

Leia também

Blog dos Colunistas

Publicidade

Horóscopo

Aquário
21/01 até 19/02
A vontade de curtir momentos descontraídos na...

Ver todos os signos

Publicidade