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Blog do Igor Dalla Rosa Muller

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O que, afinal, se quer?

Por Igor Dalla Rosa Muller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Minha vó Elisa já dizia que participava de grupos de teatro quando era criança. Erechim, desde a sua origem, tem atividades culturais, porém fragmentadas, funcionando mais por força e obra dos seus apoiadores. Hoje é diferente? É assim que tem que ser?   

A questão cultural envolve muitas facetas, é um assunto muito complexo, que entre outras coisas está ligada a hábitos, costumes, regras, diversão, bem-estar, educação e economia. Mas, também, diz respeito à hegemonia econômica e militar entre os povos, nações e pessoas. O ser humano é essencialmente cultural.

Pensando assim, a cultura poderia estar na linha de frente das prioridades econômicas do município junto com a saúde. Exagero? Ter o hábito de fazer esportes, comer legumes, saladas, cuidar da saúde, jogar baralho é cultural. Alimentar-se é uma necessidade, mas com pratos e talheres tendo churrasco no cardápio é cultural. E o carnaval é uma necessidade ou fenômeno cultural? Estudar é orgânico?

É difícil querer separar a cultura da vida e do cotidiano das pessoas. Por isto, investir recursos públicos em cultura é investir nas pessoas, na saúde, na vida, é criar bem-estar na sociedade e priorizar um cidadão feliz e saudável, que não vai precisar se entupir de remédios para viver.

A cultura é transformadora e uma necessidade das pessoas. Então, por que não investir mais, gradativamente, neste setor, até consolidá-lo como uma parte da engrenagem econômica e social da cidade? E não precisa esvaziar os cofres da prefeitura para que isto aconteça.

Erechim tem muitas iniciativas que podem ser resgatadas ou ampliadas se estruturando em uma economia cultural. A diversidade é fantástica.  Diria que Erechim tem aptidão para quase todo tipo de evento cultural, com algumas manifestações próprias, que vão de escritores a motores. Tá, mas quais? Cadê os exemplos. Um pouco de paciência caro leitor, chego lá.

O último desfile da Festa di Bacco, em 2015, foi um verdadeiro espetáculo, e justamente no ano do centenário do município não será realizado. Por que não aproveitar o embalo, o conhecimento dos organizadores e fazer um desfile ainda maior?  Aqui está o exemplo de como as coisas terminam. Ao invés de estimular se poda, desmotivando e desmobilizando os grupos que se dedicam gratuitamente a atividade.

O festival de teatro amador era outro evento que movimentava a cidade e reunia atores de todo o Rio Grande do Sul e até do país.

A música sempre se fez presente na rotina de Erechim, basta ver a quantidade e variedade de músicos erechinenses profissionais e amadores. A música é uma paixão, assim como as máquinas.

Se reunisse todos os músicos da região daria para compor a programação de um festival com música de orquestra até bandas de rock de diferentes estilos e gêneros.

A feira do livro pode ser redesenhada e ampliada com a presença de escritores locais e nacionais. Só a história de Gladstone Osório Mársico e de seus livros poderia ser um evento à parte, já que é considerado um dos maiores escritores da prosa satírica brasileira.

Aí temos a Frinape, Rally de Erechim, exposições de carros antigos e esportivos, encontro de motos e outras feiras setoriais.

Assim como a tradição na aviação, Erechim é conhecida mundialmente pela formação de pilotos de avião. Aí o leque é muito grande.      

Sem falar em Futsal do Atlântico e o futebol de campo do Ypiranga. Quais são as outras atividades esportivas que podemos sediar?

Turismo rural histórico, das agroindústrias e alimentação. Turismo arquitetônico do traçado da cidade e Art Déco, entre outros estilos. Claro, os prédios que sobraram. Sem falar na reativação da ferrovia e do turismo regional, integrado com programações de festas da região. Quem sabe um carnaval de rua em Erechim? Estes são alguns exemplos.  

O que, afinal, se quer para a cidade? É pela cultura que decidimos ser o que somos. E é pela cultura que vivemos.

 

Mais um dia para Linha turismo

Os passeios turísticos da Linha Turismo Erechim estão sendo muito procurados. O que é muito bom para Erechim e região. Sou da ideia que o turismo tem que ser estimulado e fomentado de todas as formas possíveis.

A boa notícia é que o Departamento de Cultura e Turismo colocou mais um dia de passeio na Linha Turismo. Agora, além das quintas e sextas, os passeios poderão ser realizados também nas quartas-feiras. Para quem quiser participar tem que correr, já que as três rotas turísticas, que percorrem o interior do município vão até 15 de março.

O que me chama atenção é a resposta à demanda. Outras áreas poderiam ter a mesma agilidade. É claro que o grau de complexidade dos setores é diferente, mas alguns fatores contribuíram para o desfecho imediato. Quais foram? Se transportar esta realidade a outras áreas da prefeitura, o que vai faltar para obter os mesmos resultados?

 

Estacionamento rotativo

Se não houver mais nenhum contratempo, Erechim deve ter em 30 dias o serviço de estacionamento rotativo reativado. Ao andar pelas ruas de Erechim dá para ver novas linhas pintadas demarcando os espaços de carros e motos. Estacionar na área central de Erechim é uma tarefa ingrata e desumana, sem contar a frustração, já que nunca tem vaga para deixar o carro. Poderia vir a pé, mas a correria do dia a dia não ajuda muito nestas horas. Quem sabe vir de ônibus? Enfim, isto não vai resolver o problema, que se arrasta durante meses e praticamente jogou o comércio de 2017 na lata do lixo.

 

Agricultura Erechim – menos áreas e propriedades

Dados preliminares do Censo Agropecuário 2017 realizado em Erechim pelo IBGE mostram que houve uma diminuição de estabelecimentos produtivos e de área no município. Em 2006 se utilizava a área de 31.971 hectares, em 2017, houve um redução para 28.173 hectares. Isto é, o total de estabelecimentos produtivos agropecuários sofreu uma queda de 11,80%, diminuindo 126 propriedades. Em 2006 eram 1.127 e, hoje, abaixou para 1.001.

 

Entidades sociais e a Lei Federal 13.019/2014

Para esclarecer mais sobre a Lei Federal 13.019/2014, a Secretaria Municipal de Planejamento, Gestão e OP, promoveu capacitação e palestra no final do mês de janeiro.  

A Lei 13.019/2014 estabelece o regime jurídico das parcerias voluntárias, envolvendo ou não transferências de recursos financeiros, entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, em regime de mútua cooperação.

A lei entrou em vigor em 1º de janeiro de 2017 e foi regulamentada no âmbito da administração pública do município de Erechim pelo decreto municipal 4.503/2017.

A consultora jurídica e coordenadora de Direitos Coletivos e Sociais na Delegações de Prefeituras Municipais (DPM) Ana Maria Janovik, explicou que a partir desse marco regulatório as entidades precisam ter regularidade fiscal. Isto é, não podem entrar em débito com a previdência, FGTS e com o próprio município.

As entidades também devem estar em dia com as prestações de contas dos anos anteriores. Precisam ter um corpo técnico com condições de executar as ações propostas no plano de trabalho, para que a administração municipal possa fiscalizar, avaliar e monitorar esse gasto público.

Ana ressalta que o não cumprimento da lei deve acarretar consequências aos gestores municipais, mas também aos responsáveis pelas entidades, respondendo por improbidade administrativa.

A legislação, segundo ela, ainda pode trazer transparência na aplicação dos recursos públicos repassados para as entidades através das parcerias.

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