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A ponte sobre o abismo

Por Dennis Allan

A ponte Duge, na província chinesa Guizhou, é considerada a mais alta ponte no mundo, passando 565 metros acima de um abismo profundo. Várias outras maravilhas de engenharia entram nas listas de pontes altas. Ficamos impressionados com essas construções exatamente por causa da sua distância do chão, pois permitem contato entre pessoas separadas por grandes abismos.

Consideremos um outro abismo e a ponte que liga as pessoas dos dois lados dele.

A distância entre Deus e os seres humanos é imensurável, um abismo infinitamente maior do que o vale em Guizhou. Deus está muito acima de nós em dois sentidos:

  1. Ele é o criador, e nós somos suas criaturas. Ezequias, rei de Judá no 8º século antes de Cristo, orou: “Ó senhor dos exércitos, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra” (Isaías 37:16). Essa diferença é o que distingue entre os adoradores e o adorado. Somente Deus, o criador, merece a adoração (Mateus 4:10). Criaturas devem dar honra e glória para o Senhor, mas nenhuma criatura merece adoração (Romanos 1:25).
  1. Ele não tem pecado, mas nós pecamos contra Deus. Deus é perfeitamente santo (Isaías 6:3; Apocalipse 4:8). Ele é incapaz de mentir (Tito 1:2; Hebreus 6:18) ou de cometer outro pecado, porque negaria a sua própria natureza: “...ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13).  Nós, porém, violamos a vontade do senhor, erramos o alvo (o significado da palavra frequentemente traduzida “pecado” na Bíblia) e criamos uma separação entre nós e o Deus santo que nos criou. Todas as pessoas responsáveis por seus próprios atos precisam encarar a realidade do seu próprio pecado (Romanos 3:23). Nós, como os israelitas 2.700 anos atrás, fomos separados de Deus pela nossa desobediência. Isaías, profeta de Deus naquela época, escreveu sobre o pecado de Israel: “Eis que a mão do senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade” (Isaías 59:1-2). Nossos pecados, sejam atos violentos, mentiras, palavras irrefletidas, atos de imoralidade ou desejos indecentes, criam um grande abismo de separação entre nós e Deus.

Jesus, o filho de Deus, compartilha das mesmas distinções. Ele é o criador (João 1:1-3; Colossenses 1:16; Hebreus 1:2). Mesmo assumindo a forma humana e habitando entre nós, Jesus nunca cometeu pecado (1 Pedro 2:21-22; Hebreus 4:15).

Paulo frisou essa diferença entre Deus e nós na epístola aos cristãos em Éfeso. Deus, “o pai da glória” (Efésios 1:17) fez Jesus “...sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Efésios 1:20-23). Jesus ocupa uma posição de soberania, muito superior aos homens.

Na continuação da leitura, Paulo frisa a sublimidade de Jesus quando fala sobre a profundidade do abismo no qual o homem se encontra: “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados” (Efésios 2:1, NVI). Muitas traduções da Bíblia acrescentam palavras nesse versículo que aparecem somente no versículo 5 do mesmo capítulo: “Ele vos deu vida”. Esse acréscimo não contradiz o ensinamento de Paulo, mas pode amenizar o impacto do contraste entre a posição exaltada de Jesus e a condição dos homens no pecado. Quando lemos os primeiros versículos do capítulo 2 sem esse acréscimo, a descrição da circunstância do pecado emite gritos de desespero. Dessa maneira, percebemos melhor o valor da ponte: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2:4-6). Jesus oferece a reconciliação com Deus (Efésios 2:15-16). Ele nos capacita para atravessar o abismo e sentar nos lugares celestiais com ele. Jesus cristo é a nossa ponte sobre o abismo.

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