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Salmo 128 - Feliz serás

Por Dennis Allan

Quando procuramos estudar os Salmos, até onde for possível, em uma sequência cronológica (nossa abordagem aqui), os Cânticos de Romagem (Salmos 120 a 134) aparecem distribuídos entre os outros Salmos conforme seus autores ou outras informações que possam sugerir datas. A organização dos mesmos hinos nas Escrituras, porém, provavelmente reflete uma sequência temática. Desta forma, dá para imaginar os adoradores de Israel subindo para Jerusalém cantando esses hinos na sequência que foram publicados nesse livro. No último artigo, consideramos o Salmo 127. O mesmo tema da felicidade de um lar abençoado por Deus continua no Salmo 128.

O Salmo inicia com uma afirmação geral de bênção: “Bem-aventurado aquele que teme ao senhor e anda nos seus caminhos!” (verso 1). A tradução da Nova Versão Internacional (NVI) apoia melhor o vínculo entre este Salmo e o anterior, pois a mesma palavra hebraica aparece no último verso do Salmo 127 e no primeiro do Salmo 128. Observemos o paralelismo: “Como é feliz o homem que tem a sua aljava cheia deles! Não será humilhado quando enfrentar seus inimigos no tribunal” (127:5) e “Como é feliz quem teme o senhor, quem anda em seus caminhos” (128:1).

O Salmo 128 continua: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem” (verso 2). Temor para com Deus não se resume a um exercício mental, pois exige uma atitude ativa. O Salmo anterior tratou da responsabilidade de construir e proteger, e este fala da responsabilidade geral de trabalhar para se sustentar. Muitas pessoas hoje consideram o trabalho um peso a ser evitado, ou até uma maldição em consequência do pecado de Adão, mas o ensinamento bíblico é outro. Deus deu para Adão a responsabilidade de trabalhar antes de o pecado entrar no mundo (Gênesis 2:15-17). A maldição referente ao trabalho, quando Adão caiu no pecado, foi a dificuldade e sofrimento que acompanham o trabalho (Gênesis 3:17-19). É importante manter o equilíbrio que as Escrituras ensinam sobre o trabalho. Priorizar a busca dos bens materiais contraria o ensinamento de Jesus (João 6:27; Mateus 6:19-21,24-34; 1 Timóteo 6:7-10), mas ser preguiçoso e recusar trabalhar, também, demonstra desrespeito para com o Senhor (2 Tessalonicenses 3:10; Efésios 4:28; Atos 20:33-35). O servo do senhor vive na confiança da recompensa que Deus dará para todos os fiéis (Mateus 25:21; 2 Timóteo 4:7-8).

Dando continuidade ao tema de família, o Salmo fala da família do homem fiel: “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao senhor!” (versos 3 e 4). O hino anterior disse que filhos são herança de Deus, e este fala da bênção de um servo de Deus em ter uma esposa e filhos. Oliveiras, comuns na região onde moravam os autores da Bíblia, produziam rebentos, novas plantas que cresciam ao redor da árvore. Assim, o homem fiel é abençoado com filhos crescendo ao seu redor.

É lamentável observar atitudes comuns que desprezam o trabalho honesto, desvalorizam o papel da mulher na casa e menosprezam crianças. Quando abandonamos o plano traçado por Deus para nosso bem e a felicidade das nossas famílias, sofremos. Feliz o homem que busca cumprir seu papel e promover a integridade da sua família.

Em linguagem que nos lembra do Salmo 122, este hino encerra com expressões de bênção para o servo fiel: “O senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!” (versos 5 e 6). Para os israelitas, a prosperidade da nação estava ligada inseparavelmente à sua fidelidade religiosa (Provérbios 14:34), representada aqui nas referências a Jerusalém e Sião, o local do templo e destino dos adoradores subindo para as festas. O salmista acrescenta mais um elemento fundamental da vida dos servos quando trata da família e a esperança de ver filhos e netos.

A fidelidade no serviço ao senhor foi apresentada claramente para os israelitas como o caminho que leva à prosperidade em todos os relacionamentos da vida: nos âmbitos familiar, nacional e religioso. No contexto maior do ensinamento bíblico, aprendemos que o mais importante de todos os relacionamentos é a comunhão com o senhor reservada para as pessoas que o amam e obedecem (Mateus 6:33; João 14:23). Busquemos a Deus para ter esse privilégio para toda a eternidade!

 

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