Blog do A Voz da Diocese

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Construir a paz a partir do coração

Por A Voz da Diocese

 

Dom José Gislon

Bispo Diocesano de Erechim

Estimados diocesanos! O tempo da Quaresma nos interpela a contemplarmos a vida, com os olhos do coração, sem medo de buscarmos a misericórdia do pai, para retomarmos o caminho da paz interior, que conduz à comunhão com Deus, com os irmãos e irmãs.

A Campanha da Fraternidade nos leva a refletir sobre a realidade da violência que tanto mal causa às pessoas, às famílias e à sociedade brasileira. Creio serem indispensáveis a conscientização e a participação de cada pessoa num processo de transformação social, na qual a cultura da paz possa resplandecer sobre as sombras e trevas da cultura da morte, tão arraigada na nossa sociedade. Quando começamos a aceitar a violência desmedida como um fato corriqueiro e normal da realidade social, é sinal de que perdemos o sentido do respeito pela vida, pela paz, e não damos mais valor ao bem comum que traz harmonia a uma sociedade civilizada.

O estado e os dirigentes políticos têm suas responsabilidades na construção e propagação da cultura da paz. Mas não podemos esquecer que a família, primeiro núcleo social em que aprendemos o respeito pelo outro, a socializarmos, com os pais e irmãos, as primeiras regras da boa convivência social, tem um papel fundamental e intransferível na nossa vida pessoal, com reflexos na vida social da comunidade. Levamos para a vida muito do que recebemos de nossos pais em nossas famílias. Partindo do principio de que ninguém nasce violento, podemos perceber o quanto é importante poder nascer e crescer num ambiente marcado pelo amor e pelo respeito mútuo, que acolhe e protege a vida.

O pecado da omissão, que sutilmente alimenta a violência, pode estar presente também na realidade familiar. Quando adotamos a atitude do silêncio ou da indiferença na correção dos filhos, ou não sabemos colocar limites diante de suas atitudes, podemos estar alimentando a idéia de que tudo é permitido. Na vida, precisamos aprender a ter respeito pelas diferenças, bem conscientes de que o princípio da solidariedade é a porta que devemos atravessar para construirmos uma fraternidade humana, onde é possível viver em paz e construir uma sociedade pacificada, a partir da minha paz interior, partilhada e cultivada em família e semeada no mundo com a minha participação na sociedade.

Tende todos um bom domingo.

 

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