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Blog do Igor Dalla Rosa Muller

É triste dizer isso, mas o governo brasileiro não tem personalidade quando o assunto é de interesse

Verdadeira independência

Por Igor Dalla Rosa Muller
Foto Gráfico da Auditoria Cidadã

Comecei a sexta-feira postando as matérias e ouvindo algumas músicas por influência do meu vizinho de ilha, Finardi, que sempre chega muito cedo ao jornal e posta as suas matérias, às vezes, curtindo um som.

Segui o seu exemplo e ouvi algumas músicas também enquanto colocava a minha matéria no site. Para depois mergulhar na construção efetiva da coluna, que já tinha um sopro de ideias sendo gestadas ao longo da semana.

Essa semana que passou parece ser, para mim, uma reprise dos últimos anos, falo especificamente do noticiário político e econômico. Isso porque a mensagem que fica das notícias é que a solução para os problemas do Brasil se resume a reforma da Previdência e combater a corrupção. Com isso, os “investidores do mundo” iriam olhar o país com mais segurança. Só muda o enfoque, mas tudo converge para isso, sistematicamente, dia após dia.  

Não há dúvida que a corrupção é uma doença a ser extirpada da sociedade brasileira e a Previdência um assunto importante, diretamente ligado à qualidade de vida dos brasileiros, e que precisa rever as suas distorções como altos salários. Quanto aos “grandes investidores”, eles vão olhar e investir cada vez mais no país se o Brasil fizer o dever de casa. Ninguém quer perder um bom negócio. Agora, pergunto, alguém quer colocar dinheiro na miséria, em esgoto e alta criminalidade?    

No meu entendimento, a situação do país só vai mudar, por mais óbvio que pareça, com mais investimentos públicos em saúde, educação, infraestrutura, segurança e cultura, isto é, gerando bem-estar aos brasileiros.

Essa é a efetiva independência do Brasil, que nunca ocorreu ao longo de sua história. É proporcionar dignidade aos brasileiros. E não tem como suprimir o protagonismo do governo nesse processo, sem recursos públicos nada vai mudar.   

Aí cito o exemplo do Alto Uruguai em que hoje, apesar das dificuldades, há qualidade de vida para as pessoas. E isso se deve muito às eficientes administrações municipais, que com pouco recursos fazem muito à população.    

No que diz respeito à esfera federal, isso não vem ocorrendo há muitos anos por sucessivos governos e Congressos, que nunca foram a fundo e se comprometeram para transformar a estrutura econômica do país e colocá-la a serviço do Brasil.

Mas isso não é bem assim, questiona alguém. Eu responderia: a realidade mostra que é muito pior.     

Para ilustrar essa situação vou usar os dados da Auditoria Cidadã da Dívida, os números falam por si só. Essa associação sem fins lucrativos há anos estuda o endividamento público e o seu reflexo na sociedade brasileira.

O mapa do orçamento federal de 2018 não deixa dúvidas e mostra claramente porque o Brasil só anda para trás. Entre todas as áreas prioritárias ao desenvolvimento econômico e social (agricultura, transporte, ciência e tecnologia, gestão ambiental, comércio e serviços, indústria, energia, urbanismo, organização agrária, comunicações, direitos da cidadania, cultura, saneamento, desporto e lazer, habitação), não tem nenhuma relevância em termos de orçamento.

Os desdobramentos disso podem ser vistos em qualquer canto do país, da maneira mais cruel, desumana e perversa possível.    

É muito blá-blá-blá e nada do que importa realmente está na pauta do dia. É triste dizer isso, mas o governo brasileiro não tem personalidade quando o assunto é de interesse dos brasileiros. E em poucas vezes no seu horizonte de ação a prioridade é a soberania do país e a preservação do mercado nacional, agricultura, indústria e comércio local. Essa é a visão que nos leva diariamente ao abismo sem fim.

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