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Blog do Neivo Zago

Flagrantes da falta de leitura do mundo

Por Neivo Zago

"A leitura do mundo precede a leitura da palavra" (Paulo Freire). Basta observar que tanto a primeira quanto a segunda estão ainda distantes do que se poderia avaliar, como satisfatórias.

Você não precisa ir muito longe. Basta colocar os pés fora de casa, ou talvez nem disso, precisa. É só observar para ver como, muitas vezes, certas "pessoas" deixam de ler com atenção o ambiente que as cerca. "A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura da palavra não prescinde a continuidade da leitura daquele. A palavra que eu digo sai do mundo que estou lendo, mas a palavra que sai do mundo que eu estou lendo vai além dele. O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo" (autor acima citado).

Nesse sentido, se você for um bom leitor da realidade que o cerca, (o mundo), pode constatar em muitos contextos do cotidiano flagrantes da falta de leitura. Exemplos não faltam para ratificar essa carência, até porque abundam por aí afora. Todos nós, indistintamente, em certos momentos pecamos por não sermos bons leitores da realidade circundante.

Os balneários são locais propícios para verificar o comportamento das pessoas e a flagrante falta de leitura, principalmente porque nesses locais há grande concentração de pessoas e gentes. Dentre esses locais, destaco Marcelino Ramos e Piratuba. Em ambos é bastante comum a maioria dos frequentadores ignorar o banho de chuveiro, (apesar de solicitado), antes de entrarem nas piscinas. Da mesma forma se comportam os engraçadinhos querendo aparecer jogando bola dentro da piscina, ou dos abusados (crianças e jovens) pulando na água. Pior, vai além da falta de leitura e sim é uma exploração escancarada dos proprietários do bar e restaurante interno em Piratuba cobrarem R$ 5,00 por uma garrafinha de água mineral.

Por sua vez, é no o trânsito nosso de cada dia que os flagrantes da falta de leitura se escancaram. Começa pelo desrespeito de certos motoristas e de pedestres na faixa de segurança; continua com os condutores ignorantes que desconhecem a simples função do pisca-pisca; pior, perpassa pelos incautos que andam com sinaleiras e faróis queimados (e não são poucos); segue pelos abusados dirigindo sem camisa, como se estivessem em casa, na praia ou na piscina; Também não sabem ler o mundo os que trafegam com os carros rebaixados e se atravessam na sua frente e nos quebra-molas, como se a rua fosse somente deles. Ou, dos que abusam do ruído com as bicicletas motorizadas, motos e carros produzindo barulho acima do permitido. Essas atitudes é que também provocam acidentes de trânsito, além de outros "cochilos". E o que dizer dos donos irresponsáveis que deixam seus gatos e cachorros perambulando por aí e invadindo terrenos alheios?      

Seriam tantas as situações a serem arroladas e comentadas sobre os "flagrantes da falta de leitura do mundo" que iriam muito além de uma página como esta. E, como diz o excerto acima com bastante propriedade: "O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo".

Muitas pessoas procuram achar soluções fora de si; pretendem mudar o mundo, mas esquecem de primeiro, antes de mudá-lo, dar uma volta na sua própria casa. Neste caso não apenas a construção física, mas o seu interior, antes de querer achar a solução fora dele e delas.

P.: A insensibilidade, frieza e indiferença de certas pessoas também são uma forma de falta de leitura do mundo. É impressionante como algumas criaturas não conseguem retribuir certas gentilezas, elogiar, ou agradecer, não apenas no trânsito, mas também quando elas recebem de alguém um favor, uma lembrancinha, um pequeno presente que receberam, mesmo que tenha sido um livro, de cortesia.

Felizmente, nem todas as pessoas agem assim. Uma exceção, dentre outras poucas é a Lisandra (non se pòi tocare - Itália 2017), e a Amélia Zahner, é o meu amigo Volmir Agnoleto. Ele me deixou lisonjeado quando, além do livro "Se não ficou nada, não valeu a caminhada", que lhe autografei, adquiriu mais quatro volumes para dar de presente. Bem, aí é outro assunto. 

P.: Meus parabéns à colega e amiga Marlei Klein por mais um aniversários (ontem). Felicidades a ela e a todos os aniversariantes do dia.

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