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Blog do Coluna do Leitor

Os filhos de Caim

Por Coluna do Leitor

Gaby Garbin Mársico

Caim matou seu irmão Abel. É o que conta a Bíblia no seu Gênesis, que todo cristão conhece desde a infância. Estava criada uma descendência de assassinos que se prolongam até nossos dias. Duvidam?

Exemplos temos de sobra desde tempos imemoráveis, desde que Caim, amaldiçoado pelo seu Criador, viveu errante pela terra (está na Bíblia!).

Fiquemos no século XX (20) com dois principais assassinos psicopatas cruéis que mancharam esse século com suas campanhas pelo poder – Josef Stalin e Adolf Hitler.

Em 1917, o comunismo foi implantado a ferro e fogo. Há dois livros recentemente publicados sobre. Um deles é A FOME VERMELHA, da escritora americana Anne Applebaum, que conta a tragédia da Ucrânia, conhecida como o HOLODOMOR, palavra ucraniana HOLOD, fome e MOR, extermínio. Esta tragédia aconteceu em 1932/1933 em que 4 milhões de ucranianos – ou 14% da população – morreram de fome pelas mãos de Josef Stalin, que colocou de joelhos um país para que não se insurgissem contra o “seu” comunismo.

Outro livro é da paulistana Noemi Jaffe, O QUE ELA SUSSURA, que conta a história, também verdadeira, do poeta russo Óssip Mandelstam. Seus versos não agradaram ao ditador Stalin e por isso foi preso e nunca mais foi visto. Sua companheira, Nadejda Mandelstam resolveu decorar os seus poemas e depois destruí-los para evitar que sua obra desaparecesse nas mãos do ditador. (Que gesto magnífico!).

Outro psicopata homicida, com certeza também descendente do amaldiçoado Caim, foi Adolf Hitler que deve ter se alimentado da cartilha de seu colega russo comunista. Este assassino frio destruiu países, povos, vidas humanas de judeus
(6 milhões de mortos), ciganos, homossexuais, além de experiências macabras com mulheres. Criou uma 2ª guerra de proporções mundiais.

O barbarismo com que esses dois seres praticaram contra inocentes, se não fosse tragicamente real, poderia ser obra de ficção literária.

Graças à imprensa livre e seus corajosos jornalistas, à literatura e a historiadores e ao cinema temos a comprovação das atrocidades perpetradas por esses dois líderes.

Este 6 de junho, que anualmente, se comemora o dia D – quando países aliados iniciaram o fim da guerra mundial e a derrocada do regime nazista – deve ser sempre lembrado para não haver esquecimento de quanta maldade o ser humano é capaz.

Em pleno século XXI (21) ainda temos a nossa volta quem mata crianças que, desgraçadamente caíram ou nasceram de pais e mães, padrastos e madrastas, pedófilos, que lhes tiraram a vida. Como Isabela Nardoni, em 2008; Bernardo Boldrin, 2014; Rafael, Miguel, em 2020 e tantas outras crianças que nem temos conhecimento.

Os filhos de Caim, parece que ainda vivem e viverão por muito tempo entre nós, humanos de boa vontade.

 

Em tempo: Meus parabéns ao jornalista Salus Loch, pelas reportagens sobre o nazismo e suas vítimas. Continue!

 

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