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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

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Rádio e Jornal

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Me considero uma pessoa afortunada. Tenho a gratidão em poder contribuir para a humanidade através do jornal e da rádio. Em ambos, sempre procuro tratar de temas que provoquem a reflexão do leitor ou do ouvinte. Porém, a rádio conta com elementos que no jornal são muito mais difíceis.

Rádio

Na rádio, os programas podem incluir músicas. E os meus têm. Boa música, cultura e entretenimento, como sempre digo. As músicas harmonizam. Ajudam a equilibrar os sentimentos. Ambientam a nossa fala e fazem com que a mensagem chegue mais bem sintonizada. Redondinha. Pelo som conseguimos conduzir o ouvinte para dentro de sua memória. Mas no jornal isso é muito mais complicado.

Jornal

As crônicas talvez sejam como as músicas para o leitor. Ao trazer uma situação, uma história, um acontecimento narrado, o conduzimos a se ambientar na experiência. Recursos necessários para acionar o gatilho da empatia. Palavra da moda. Muitos falam, poucos praticam. Como diz o jornalista Felipe Pena, o jornalismo literário é melodia. E já que não é possível cantar, é preciso encantar. Por isso, às vezes é tão difícil escrever, porque se não for para encantar, qual a utilidade?

Bastidores

Todo esse trabalho não deixa de ser um excelente exercício mental para quem o cria. Muitos podem olhar com a lente da vaidade. Mas como diz o Professor Nuno Alexandre, o jornalismo é a única profissão que publica os próprios erros. Semanas atrás, por exemplo, eu estava tão envolvido em ler coisas sobre a guerra e a censura, que o bom senso acabou sendo escrito com “c”. E olha que o revisor destas colunas apontou o erro. Isso também me fez refletir, se no fundo o senso poderia ou não ter algum sentido se permanecesse com “c”, como de fato ocorreu.

Ambiente

Este trabalho todo de tomar o seu tempo, contando histórias, provocando reflexões, de certo que é uma atividade, digamos, trabalhosa. Especialmente quando quem escreve não é dotado dos dons de um David Coimbra, Paulo Santana ou Carpinejar. Seria tão mais fácil se o leitor ouvisse músicas enquanto lê. Talvez isso explique porque a poesia seja, ao mesmo tempo, sutil e densa. Por vezes, musical. Então, caro leitor, digo isso porque, assim como tu, que me lês, também sofro com o que se passa ao redor. Não consigo não enxergar. Da mesma forma, junto de ti, sigo procurando uma saída, uma alternativa, alguma palavra que faça sentido, que conduza no caminho do bem, na paz. E tá difícil…

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