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Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • A tolice de Jonas

    Por Dennis Allan

    A história de Jonas é uma das mais fascinantes encontradas nas escrituras. Apesar de ser uma história que desafia a fé e que muitos tratam como mero mito, o próprio Jesus Cristo tratou os registros sobre Jonas no Antigo Testamento como verdadeiros (Mateus 12:38-41). Além do livro de Jonas, que focaliza um episódio específico do seu trabalho, o registro da história dos reis da época menciona a importância desse profeta durante o reinado de Jeroboão II (2 Reis 14:25). Foi o período mais próspero de Israel depois da divisão do reino 150 anos antes. 

    Mas a ameaça assíria, representada pela cidade de Nínive, crescia cada vez mais. Esse império foi campeão de crueldade. Seus reis se gabavam das maneiras que tratavam as nações subjugadas com amputações, decapitações em massa, práticas de tortura e de queimar as crianças dos povos vencidos. Poucas décadas depois dos eventos relatados no livro de Jonas, a Assíria traria um fim violento ao reino de Israel, destruindo a cidade de Samaria e levando ao cativeiro muitos dos sobreviventes. Jonas e os outros israelitas tinham bons motivos para temer o poder desse império cruel.

    Consideremos o relato de Jonas capítulo 1.

    Quando Deus falou para Jonas que a malícia de Nínive havia subido até ele, essa notícia poderia ter sido uma mensagem de alívio. É a linguagem de vingança divina usada em outros avisos sobre a decisão de Deus de trazer castigo sobre os malfeitores (Gênesis 4:10; 18:20-21). Jonas, como qualquer patriota israelita, teria motivo de comemorar se Deus decidisse julgar a nação que estava tomando controle cada vez mais na sua região. 

    O problema para Jonas foi a graça de Deus. O senhor sabia da grande maldade dos assírios, mas mesmo assim, queria oferecer uma oportunidade para eles se arrependerem. Por isso, seria necessário enviar alguém para pregar, e Deus escolheu o profeta Jonas.

    Jonas tentou fugir de Deus. Era comum para os povos pagãos acreditarem em deuses locais e limitados. Os sírios, por exemplo, acreditavam que alguns deuses eram mais fortes nos montes e outros, nas planícies (1 Reis 20:23). Mas Jonas, profeta do altíssimo, não deveria ter pensado assim. Sua tentativa de fuga, embarcando para longe da terra de Israel, mostrou um pensamento erradíssimo sobre Deus. Ele deveria ter lembrado das palavras de Davi, escritas 200 anos antes: "Para onde me ausentarei do teu espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também" (Salmo 139:7-8). 

    Tentar fugir de Deus foi pura tolice. Mas, quantos de nós ainda achamos possível esconder nossos pensamentos e atos dos olhos de Deus? "E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas" (Hebreus 4:13). Jonas não é o único tolo.

    Não demorou muito para Jonas perceber seu erro. Não conseguiu fugir de Deus. No meio do mar, surgiu uma tempestade terrível que os marinheiros entenderam como castigo divino de alguém que estava a bordo. Jonas sabia que estavam certos, e confessou seu pecado contra Deus. Ele sugeriu que o lançassem no mar para que a tempestade cessasse. Os marinheiros, demonstrando misericórdia para com o profeta que não mostrou a mesma atitude aos ninivitas, tentaram solucionar o problema de outras maneiras. Só concordaram em jogar Jonas na água quando esgotaram todas as opções. O temporal cessou logo em seguida, e esses homens vieram a crer em Deus. 

    A tempestade acabou, mas a história continua. Deus não deixou Jonas se afogar no Mediterrâneo. Ele preparou um grande peixe (a tradução aqui é incerta - poderia ser baleia ou outro animal marinho) que engoliu Jonas vivo. Apesar de se encontrar em uma circunstância desagradável e assustadora, Jonas ainda estava vivo. Deus estava demonstrando misericórdia para o homem que não desejava a salvação dos ninivitas. 

    Jonas mostrou um entendimento errado quando tentou fugir de Deus e quando lutou contra a misericórdia do senhor. Que evitemos cometer os mesmos erros tolos.

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