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Blog de Gilberto Jasper

Geral

Gilberto Jasper

Gilberto Jasper é jornalista formado pela Unisinos e atua na área de consultoria e assessoria de comunicação.

Escreve no Jornal Bom Dia sobre assuntos gerais, geralmente sobre comportamento, política e família.

  • De malas prontas

    Por Gilberto Jasper
    Foto Divulgação

    De malas prontas

    Gilberto Jasper

    Levantamento realizado pelo Instituto Datafolha revela que 62% dos jovens entre 16 e 26 anos querem sair do Brasil. Além disso, o levantamento apontou que 43% dos adultos têm a mesma intenção. Este contingente totaliza cerca de 20 milhões de pessoas. Foram feitas 2.900 entrevistas em 129 municípios de todas as regiões do país no período de 9 a 14 de maio.

    Com base nas manchetes estes números não surpreendem. Há um misto de revolta e inconformismo, depressão e desesperança, diante de notícias que invariavelmente são negativas. Há pouco espaço nos veículos de comunicação para novidades positivas. Alguns dizem que informação negativa “vende mais”. Contesto esta máxima, afinal, sofremos uma overdose de negativismo crônico. É injusto dizer que não gostaríamos de mais conteúdos favoráveis.

    Educação, saúde e segurança, o tripé campeão de citações nas campanhas eleitorais – se prepare, prezado leitor! - são fonte de descontentamento da população. Tento imaginar o pensamento dos jovens que estão na faculdade ou em vias de colar grau. “Qual a perspectiva de conquistar um lugar no mercado de trabalho?”, devem se perguntar. O contingente de pessoas com experiência, mas que estão desempregadas, só cresce. No total, calcula-se que são cerca de 13/14 milhões pessoas sem ocupação.

    Sair à rua tem sido um exercício de sobrevivência até mesmo nas pequenas cidades. Os municípios de base econômica rurais reclamam investimento em tecnologia e inteligência, mais viaturas, aumento do efetivo e mudanças visíveis. A educação precária, somada ao desemprego, produziu um ambiente propício ao incremento da violência e do crime.

    E volta à pesquisa do Datafolha constata-se que a pretensão de deixar o Brasil é mais comum quanto menor for a idade. Os Estados Unidos continua o país mais almejado pelos jovens, com 14%. Em seguida aprecem Portugal (8%), Canadá (3%), França e Espanha (2%). Apesar de Donal Trump e outros quetais, o país do baseball e do basquete continua líder da preferência da gurizada.

    Comento com meus dois filhos adultos jovens – 22 e 24 anos sobre as facilidades que a tecnologia permite para viabilizar intercâmbio e estágios no Exterior. Uma realidade bastante diferente da minha época, nascido em 1960, quando as cartas em papel e os telegramas eram instrumentos de notícias além-mar.

    Hoje, através do computador ou smartphone, é possível reencontrar amigos, antigos colegas de trabalho ou de escola, além de parentes que se desprenderam da pátria verde-amarela para tentar a sorte longe daqui. Poucos retornam, quase sempre movidos pela saudade ou pelo nascimento de netos, sobrinhos. De resto, choro e ranger de dentes em território nacional.

  • A responsabilidade de cada um

    O esfacelamento do governo Temer, comprovado através de recente pesquisa de opinião, se agrava e penaliza os brasileiros extorquidos por impostos abusivos sem contrapartida de serviços

  • Tudo pela democracia

    O recrudescimento da crise a partir da greve dos caminhoneiros constituiu amostra do que acontecerá quando chegar o período eleitoral pós-Copa do Mundo. A proliferação de vídeos, áudios e opiniões reflete um pouco da incoerência que circula pelas redes sociais

  • Sinceridade é tudo

    As onipresentes redes nem sempre sociais permitem reencontrar personagens que foram importantes em nossa vida. Ex-amores, ex-colegas, ex-vizinhos, amigos que se perderam ao longo da trajetória. São figuras que participaram de nossa rotina, mas seguiram outros caminhos, mas permanecem na memória.

  • Educação é futuro

    A educação está no cerne dos principais problemas sociais do país. Infelizmente a falta de sensibilidade de quem decide onde gastar os recursos públicos impede que a situação seja enfrentada com determinação, embora praticamente todo mundo concorde com esta tese.

  • Cuidado com o Whats

    Fake news é o neologismo para definir o que antigamente se denominava fofoca ou boato. Gente especializada em difundir conteúdos falsos povoam o mundo desde o paraíso, onde a serpente - sempre citada como vilã- nunca pôde se defender.

  • O fim das locadoras de vídeo

    A velocidade das mudanças transforma grandes novidade em exemplo de obsoletismo quase “dinossáurico”. Uma das última vítimas deste fenômeno são as locadoras de vídeo. São tão profundas as mutações que é impossível escrever sobre novidades porque ao ser publicada esta crônica o conteúdo estará defasado.

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