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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Mais uma Semana e Sexta-Feira Santas em nossas vidas

    Por Neivo Zago

    O entendimento do que significa 'tempo futuro' depende de cada pessoa. Quem vive a tenra idade, obviamente vê anos pela frente, será mais uma Páscoa, dentre tantas prováveis. Porém quem já está em idade mais avançada ou dobrando o "cabo da Boa Esperança", faz a contagem regressiva. É menos uma Sexta-Feira Santa, com certeza, até porque o porvir não nos pertence. Então por que não viver esse período intensamente? Afinal qual é o significado da Semana Santa? O Pe. Giovani em sua reflexiva homilia (16.04) lembrou com propriedade que "a Semana é Santa porque são santos e santificantes os mistérios nela celebrados".

    Quinta-feira Santa. Instituição da Eucaristia, a cerimônia do lava-pés... E a Sexta-Feira Santa? Para muita gente apenas dias comuns da semana Esta, talvez diferente dos demais, pela recomendação da igreja de fazer jejum e de não comer carnes vermelhas e por tradição o peixe, alimento que deveria ser consumido com mais freqüência, reinará soberano nas mesas. É ainda na Sexta-Feira que algumas pessoas preservam o costume de colher, antes do nascer do sol a macela, chá tão conhecido e eficaz para curar indisposições estomacais.

    A Sexta-Feira Santa saudosa de outrora - dia quando o silêncio era a marca característica em respeito à Paixão e Morte de Jesus Cristo. Mesmo andar de carro se evitava. Desde os albores até o seu fim do dia os sinos não repicavam nas igrejas como de costume. Estes somente retornariam no sábado de aleluia. Em seu lugar nós coroinhas tocávamos as matracas cujos sons e imagens, apesar de décadas passadas, ainda estão bem presentes na memória de uma época de boas recordações e cujas funções extrapolavam as atribuições desses mesmos ajudantes, nas missas atuais.

    E desses anos pretéritos chamava-me atenção que para a comemoração da morte de Jesus às 15 horas acorriam à igreja pessoas desconhecidas e algumas nunca vistas em outras missas.

    A nossa fé de cristão confere que Cristo morreu para nos redimir dos pecados. Ou seja, quitou as nossas dívidas, pura e simplesmente morrendo por nós? Obviamente, não! Ingênuos seríamos se crêssemos assim. Claro que a nossa salvação passa pela Sua morte e ressurreição. O que Ele nos propõe em contrapartida, para alcançarmos a "terra prometida", são alguns sacrifícios, mortificações e que também carreguemos as cruzes, pequenas, médias e grandes durante a nossa peregrinação terrestre. Não é por acaso que cantamos: "Como Jesus, vou carregar a minha cruz pra poder ressuscitar". Ou, ainda como lembrou o Pe. Gireli na Novena (18.04): "quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz e siga-me".

    Assim, pensando o caminho da salvação nem de longe se parece com uma rodovia pavimentada, mas sim é feito de estradas sinuosas, pedregosas. Provas disso são os inúmeros pedidos de oração que são colocados por dezenas e dezenas de participantes todas as quartas-feiras na novena permanente em honra a Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Elas traduzem as inúmeras provações, sofrimentos e cruzes pelas quais muitas pessoas e famílias estão passando. 

    Que esta Páscoa nos ajude a sermos sensíveis e não reconheçamos tardiamente, como o que disse: "este homem era realmente o Filho de Deus", ou seja, que vejamos em vida as qualidades dos nossos semelhantes e não quando eles não estiverem mais conosco. E que o tema "Fraternidade e Políticas Públicas da CF não termine nos seus quarenta dias e seja uma constante até que as áreas básicas das necessidades da população mais carentes sejam contempladas. 

    Infelizmente para muitas pessoas a Semana Santa, incluindo a Sexta-Feira Santa, Sábado e Domingo de Páscoa serão períodos apenas diferenciados pelo feriado no trabalho, pelo consumo exacerbado de doces e chocolates e da gastronomia requintada, sem esquecer de que, como de costume, mais acidentes abreviarão a vida de muitas pessoas.

    Desse jeito a Páscoa não significará "passagem" e sim, passará longe de nós.

    Uma Sexta-Feira, de reflexão, introspecção e rememoração da Paixão do Senhor e uma Feliz Páscoa, no seu verdadeiro significado. São meus desejos a todos: familiares, amigos, você leitor e aos que compartilham este ponto de vista. Lembro em especial hoje a Maria Busetto,e a Neuza. A ex-aluna de inglês e hoje advogada Maíra, sua mãe e cia. Todo o pessoal que se encontra uma vez por mês para comemorar os aniversários, na Linha Mariga. Em nome de todos lembro (no jantar do último sábado), do xará Neivo (Açaí), da Coordenadora do CRAS de Paulo Bento, (Prigol Valmórbida), dos companheiros e amigos de viagens, o casal Alcides e Terezinha Mariga, filhos Sandra e Fabio e familiares. Feliz e Abençoada Páscoa a todos.

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