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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Um ministro evangélico?

    Por Neivo Zago

    Se formos retroagir na história veremos exemplos como alguns presidentes eruditos tratavam com o devido zelo "a Flor do Lácio". Em compensação, alguns dos últimos mandatários, como a "presidenta", conhecida por suas pérolas, foi sempre motivo de chacotas. A propósito, a Sema das Comunicações serve para os profissionais, autoridades, enfim todos nós refletirmos sobre as várias possibilidades existentes de nos comunicarmos e nos conectarmos com as pessoas e o mundo.  

    Se uma pessoa comum, ordinária, malversa a língua falando impropriedades nós não damos muita importância atribuindo-lhe o desconto por ela não ter recebido instrução adequada nos bancos escolares. Bem diferente acontece quando outras pessoas ditas instruídas usam os meios de comunicação para se expressarem. Também a esses não nos faltam exemplos de malversação da língua por aí afora tanto aos profissionais que usam a palavra escrita ou falada, tanto quanto as pessoas entrevistadas.

    Muito maior é a repercussão causada quando uma alta autoridade faz declarações melindrosas a exemplo de uma das mais recentes proferidas pelo chefe-mor na nação: "Será que não está na hora de termos um ministro evangélico no STF? Parece no mínimo inopinada essa assertiva. Afinal de contas o "Messias" não veio para ser o presidente de todos os brasileiros sem distinção de raça, posição social e segregação religiosa? Mesmo acreditando na sua sinceridade e, até transparência o nosso presidente precisaria ser mais comedido em algumas das suas declarações. Na mesma senda já ouvimos da Ministra Damaris certas afirmações e impropérios como aquele: "menino veste azul e menina cor-de-rosa" entre outras. Não diferente já ocorreu com o ex-ministro da educação e com o atual também se repetiu.

    Particularmente penso que o problema no supremo não é de questão religiosa, de ter lá católicos, protestantes ou representantes de outras religiões, e, sim de falta de entendimento de alguns dos seus membros, até porque a bandeira dos magistrados é a lei que, aliás, nem entre eles existe consenso na hora de interpretá-las. Esquecem de que as normas podem ser legais, mas não morais.

    Se os ministros realmente quisessem ajudar a melhorar o país eles precisariam começar fazendo uma faxina na sua casa. "Antes de querer mudar o mundo dê uma volta na sua casa". Parece que o STF e tantos outros políticos desconhecem essa verdade. Se eles realmente tivessem uma leitura do mundo teriam que também propor uma reforma nos seus salários e nas suas mordomias. Direitos humanos, justiça, amor a Deus e ao próximo, e demais virtudes, preceitos e leis tanto os evangélicos quanto os católicos e demais religião defendem, pois são bandeiras universais dessas igrejas.

    Mas não é somente lá no Supremo Tribunal Federal que há carência de representantes mais sensíveis e comprometidos com os anseios e necessidades dos cidadãos. É em todos os segmentos dos poderes nos quais deve haver mudanças. A reforma da previdência tão e dita necessária seria apenas o começo de tantas outras necessárias.

    Fico pensando como reagiram ou reagiriam os adeptos defensores do "Estado Laico" ao ouvirem a sugestão do presidente ao questionar se não seria hora de no STF ter um ministro evangélico.

    Obviamente, não comungam com a afirmação do presidente.

    Na mesma senda das declarações polêmicas o atual presidente dos EUA tem sido frequentemente alvo nas notícias. Trump também parece não medir as consequências em muitas das suas falas. Já, indo para o campo do futebol outro expoente em afirmações contundentes é o técnico do Grêmio Renato Portalupi. Dentre outras, continua afirmando que a sua equipe joga o melhor futebol do Brasil apesar da melindrosa colocação que ocupa, dente os últimos times da tabela.  

    Em se tratando de comunicação uma declaração mal-dita, ou maldita, não volta mais. Até pode ser amenizado o seu impacto se o declarante reconhece o seu equívoco e faz uma eventual retratação.

    P.S.: Em nome de todos os educadores físicos da UNIMED (Medicina Preventiva), e de todas as outras instituições e identidades gostaria de saudar as competentes MARI (SESC) e ALANA (Câmbio) Bela Vista, pelos seus trabalhos primorosos. Ainda ao Dirceu e ao Henrique do Passarela, pela cortesia dos ingressos e atendimento, bem como a presteza dos demais funcionário da casa em ouvir sugestões.

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