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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Eu não sonho e nem quero o Hexa!

    Por Neivo Zago
    Foto Divulgação

    Eu não sonho e nem quero o Hexa!

                                                                                                                              Neivo Zago

    Foi dada a largada para o Campeonato Mundial de Futebol, o maior certame da categoria e que semelhante aos Jogos Olímpicos atrai a atenção da maioria dos aficionados por esse esporte. Todas as noções envolvidas almejam chegar ao pódio, mas poucas são consideradas favoritas, obviamente, o Brasil, entre elas. Infelizmente a minha Copa do Mundo, particular, acabou mal. Era a COPA que o YPIRANGA estava disputando e sucumbiu por suas próprias incompetências. Por isso, o restante, para mim é o resto.

     

    A bola está prestes a rolar sobre a grama verde de alguns estádios de futebol espalhados pela Rússia – a nação hospedeira da Copa do Mundo. A (nossa) seleção brasileira, como sempre, é considerada favorita por outras nações e por nós todos a campeã, mesmo antes de entrar em campo. Afinal, nos autodenominamos o país do futebol e do carnaval. De resto, não temos motivos sobrando para nos orgulharmos. No solo gaúcho cantamos garbosamente com voz sonora e peito estufado “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Já o nosso hino nacional, considerado um dos mais belos em melodia e letra no mundo, nada tem a ver com o que cantamos. Ainda acreditamos estar “deitados eternamente em berço esplêndido”. Na bandeira: “ordem e progresso”. Nossa!

    Há exatos quatro anos acontecia no solo brasileiro a última edição da Copa do Mundo. Hoje ainda, após o malogro, e o vexame da acachapante goleada de 7 x 1 sofrida diante da Alemanha, vemos obras de infra-estrutura inacabadas e que deveriam ter ficado prontas antes do evento. Pior, alguns estádios se transformaram em elefantes brancos, obras super faturadas e edificadas em cidades onde o futebol não tem a expressão alguma.

    Tendo em vista tantas vicissitudes que nos assolam como nação brasileira não há como sentir motivação alguma em relação à Copa do Mundo. Penso que uma boa parcela da população brasileira comunga dessa minha apatia. Não nego a minha afeição pelo futebol, mas por uma questão de coerência a minha Copa do Mundo Maior era torcer pelo  Ypiranga que, infelizmente malogrou, conforme bem definiu o gerente de futebol Renan Mobarack: “fizemos de tudo, fomos incompetentes e deixamos a vaga escapar”. Sim, faltou competência, pois o gol que a equipe sofreu na derrota em São Leopoldo é uma prova disso. Resultado de uma falha coletiva: meio, defesa e goleiro. Que bom, parece que a diretoria do clube leu o meu prognóstico e resolveu matar a minha saudade do Carlão. Com ele estaríamos hoje comemorando o retorno a Série A. Bem-vindo!

    Taxativamente, eu não sonho com o hexa. Se ele não virá, não vou perder o meu sono. Não sonho com este possível e inédito título mundial e nem em poder me orgulhar lá fora de ser um dos milhões de brasileiros mais vitoriosos em Copas do Mundo. Sonho, com todos os demais cidadãos em conquistar pequenos campeonatos que nos são oferecidos no dia a dia, em situações e contextos que nos colocam em xeque como cidadãos, às vezes protagonistas, outras coadjuvantes nos palcos teatrais, nas escolas da vida, nos circos da existência.

    Eu sonho e todos os brasileiros sonham com um país melhor. Nem anseio chegar ao pódio, A mim bastaria ficar no grupo G-4 (dos melhores) e não entre os líderes de campeonatos mundiais em corrupção, de desigualdade social, de falta de administração e seriedade. SONHO com o fim da reeleição em todos os níveis e instâncias: na iniciativa pública ou particular; do nepotismo; das emendas parlamentares; do foro privilegiado, dos cargos políticos como profissão, etc. Nesses e noutros quesitos, em qualquer estatística e comparação, nós nos colocamos no Z-4, sempre correndo risco de rebaixamento.

    Enfim, reitero. Enquanto na fila estão milhões de desempregados em busca dos seus sonhos e solução de tantos problemas, seria incoerente eu sonhar com o hexa, mormente sabendo que se investe tanto na seleção de futebol, nas suas celebridades que ostentam hotéis luxuosíssimos, enquanto a maioria dos cidadãos não tem o básico para viver sem esquecer os aproximadamente 13 milhões de conterrâneos que sequer tem trabalho. Vindo ou não o hexa, pouco ou nada mudará o curso da nossa vida, ao menos o da minha, até porque meu sonho não é o hexa. O meu sonho Ypiranga, acabou e pior, virou pesadelo.

    Para terminar, uma comparação jocosa: Qual é a diferença entre Deus e o futebol do Ypiranga? Você acredita que Deus, esteja mesmo sem enxergá-Lo. Já, você assiste (vê) ao Ypiranga e não enxerga o seu futebol. Que eu esteja equivocado em relação à Série C do Brasileiro. Que Deus nos livre de mais uma tragédia! 

     

     

     

     

  • Ah, se o asfalto falasse!

    Eu sou o asfalto. Quem não me conhece? Quem por mim não transita ou alguma vez já transitou e sentiu leveza e comodidade? Eu sou sinal do progresso; acelero o transporte; facilito as ligações entre as cidades e encurto distâncias entre comunidades

  • Emoção não se descreve. Emoção se vive!

    O futebol é um exemplo de emoção que nem mesmo a tentativa de usar as palavras mais precisas consegue explicar. Neste esporte, “se empate, se perde e se ganha”. Muitas vezes pequenos detalhes fazem a diferença e em outras a lógica não conta. Por essas e outras é que o tornam sui generis. Até o apito final tudo pode acontecer.

  • Uma derrota, um empate, e o pior, uma perda

    O sábado passado, dia doze, é daqueles dias malogrados que merecem ser esquecido. Talvez a única exceção, positiva se constitui na expectativa do dia das mães, uma das datas mais significativas do calendário civil.

  • O que são 40 anos em 100?

    É sempre bom ser testemunha presencial e ocular de comemorações alusivas a datas tão significativas como cinquentenários e centenários e por que não, de uma escola quarentona. Na distante data de 12 de abril 1978 surgia em Erexim uma instituição, referência para a época, por sua estrutura voltada ao ensino básico e à introdução às Técnicas Comerciais, Domésticas e Agrícolas, com equipamentos considerados excepcionais para aquele momento.

  • “Ela me encheu de lixo. Me chamou de ignorante”

    Quantas vezes ouvimos conversas, mesmo sem propósito e nem intenção de nos imiscuir no assunto e no interesse dos seus interlocutores. Isso acontece com bastante frequência, quer queiramos ou não. Basta estarmos expostos a ambiente onde existe aglomeração de pessoas, como em restaurantes. E foi exatamente em um desses espaços quando almoçava próximo a três senhoritas ocupando a mesa ao lado. E, durante a conversa uma fazia o seu desabafo, provavelmente falando de uma terceira pessoa, a que provavelmente lhe magoara. “Ela me encheu de lixo e me chamou de ignorante”, repetiu a magoada com alguma insistência, durante o papo com suas amigas.

  • Meu preito à nossa centenária Erexim e...

    Revendo meus escritos, alguns dos quais fazem parte do prelo do livro “Se não ficou nada, não valeu a caminhada”, (a ser lançado em outubro), deparo-me com: Erexim, eu te saúdo, (68º aniversário, publicado no DM. Chapecó, 06.05.86); Erechim, 70 anos, (DM. 30.04.88) e, Erechim, Terra da Gente, (DM. 30.04.93). São três de tantos escritos alusivos a aniversários do nosso torrão. Todos, de uma forma ou de outra continuam atualizados e, se hoje reeditados, não perderiam o seu contexto histórico.

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