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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Candidatos pobres, ou pobres candidatos?

    Por Neivo Zago
    Foto Divulgação

    Há certos fatos que mesmo enxergando, lendo ou ouvindo nós custamos acreditar. Ou é o nosso lado cético que mostra a face, ou são as pessoas mal-intencionadas querendo-nos fazer de bobos da corte, de néscios, ou de perfeitos idiotas. A política partidária, muitas vezes serve como exemplo.


    Guardo do acervo de recortes extraídos dos jornais e afins, artigos, piadas, encartes que penso valerem a pena, pois podem me servir de intertextualidade e de subsídios para artigos. Dentre os recortes guardei excertos interessantes dos jornais Bom Dia, (__/__2018) "os patrimônios dos candidatos da região", matéria de Rodrigo Finardi e de ZH. (17/08/2018) "os bens dos candidatos a governador", de Leonardo Vieceli.
    A variação patrimonial dos nossos candidatos regionais postulantes à Assembleia e à Câmara dos deputados varia de R$72,00, fortuna do mais pobrezinho até o mais abastado que ostenta R$4,5 milhões. Porém, mais parcimoniosos são os bens dos candidatos ao governo do estado. O jovem e promissor Eduardo Leite, "coitadinho" declarou possuir a ínfima quantia de R$32.517,10, cifra estratosfericamente menor do que a de Mateus Bandeira o detentor de mais de R$25 milhões.
    Sempre achei engraçado, para não dizer até hilária essa maneira dos candidatos declararem seus bens, antes de concorrer. Ou há algo subjacente que foge à minha capacidade de entendimento, ou não me resta outra interpretação a fazer do que pensar que esses postulantes tão pobrezinhos estão nos fazendo de idiota, de palhaço e subestimando a nossa capacidade de compreensão. Ora, é bem possível que um catador de latinhas e de material reciclável em apenas 1 ano arrecade mais do que o valor declarado pelo jovem postulante acima referido. 
     Nesse contexto de candidatos pobres, ou pobres candidatos nos inserimos. Não é por acaso que afloram dúvidas em quem votar, ou não votar, embora não nos faltem opções para tanto. O rol de possibilidades aumenta consideravelmente quando se somam os candidatos ao Senado, à Câmara e às Assembleias. Dos que buscam espaço na Assembleia Estadual o mais pobre declarou possuir R$80 mil reais, enquanto o mais abastado cravou R$4,5 milhões. Já, na lista dos mais ousados à Câmara Federal a lista varia de R$135 mil a quase R$4 milhões. Sempre me questiono quantos candidatos a cargos públicos, a começar pelos vereadores aqui de Erexim nós teríamos se em troca da função pública eles recebessem 1 salário mínimo de ajuda de custos? E se a medida fosse estendida às assembléias, às câmaras e ao senado? Certamente os polpudos salários são sim atrativos para muitos concorrerem, uma vez que a maioria prescinde de capacidade para a função.
     Conclui-se daí que temos candidatos pobres financeiramente, permeados por ricos. E como seria a classificação em relação à pobreza e a riqueza de idéias e projetos? Um candidato ao governo do estado, farto em idéias e que insiste em citar o nome do seu talismã impedido de concorrer por ser considerado Ficha Suja, tem todas as soluções para os problemas do Estado. Segundo ele vai colocar tudo em prática inclusive resgatando empresas públicas e inchando o número de funcionários públicos, que sabemos existem em demasia em quase todas as repartições, como conseqüência de cumprimento de promessas de campanha antes das eleições.  
    Nesse sentido, a começar pelo título acho que não ficaria mal se em vez de "candidatos pobres, ou pobres candidatos" eu trocasse por "eleitores pobres, ou pobres eleitores", até porque se por um lado a maioria de nós não pode se considerar abastada financeiramente, tampouco pobre, por outro somos pobres porque não nos restam muitas escolhas para votar ou nós não temos a convicção em quem votar. Como ilustração que leitura podemos fazer do candidato local à Assembleia Estadual que tem como proposta um projeto mirabolante que pretende acabar com um determinado tipo de gordura. Parece piada. Isso é crível? Belisco-me, será que existo? Estaria ele apostando no voto nos gordinhos? Outra opção seria votar em candidatos que defendem a "bandeira" dos animais. Pelo andar da carruagem, embora não tenha nada em desacordo aos bichinhos, do jeito VIP como muitos animais são tratados neste país com mais de 76 milhões de pets só falta mesmo é conceder aos bichinhos o direito de votar. Não seria exagero, pois em uma oportunidade, embora remota, um cidadão fanático e obcecado pelo seu partidário disse que se fosse indicado um cachorro como candidato, ele votaria. É parece que não nos falta mais nada no campo político partidário.

     

  • Ah, se o asfalto falasse!

    Eu sou o asfalto. Quem não me conhece? Quem por mim não transita ou alguma vez já transitou e sentiu leveza e comodidade? Eu sou sinal do progresso; acelero o transporte; facilito as ligações entre as cidades e encurto distâncias entre comunidades

  • Emoção não se descreve. Emoção se vive!

    O futebol é um exemplo de emoção que nem mesmo a tentativa de usar as palavras mais precisas consegue explicar. Neste esporte, “se empate, se perde e se ganha”. Muitas vezes pequenos detalhes fazem a diferença e em outras a lógica não conta. Por essas e outras é que o tornam sui generis. Até o apito final tudo pode acontecer.

  • Uma derrota, um empate, e o pior, uma perda

    O sábado passado, dia doze, é daqueles dias malogrados que merecem ser esquecido. Talvez a única exceção, positiva se constitui na expectativa do dia das mães, uma das datas mais significativas do calendário civil.

  • O que são 40 anos em 100?

    É sempre bom ser testemunha presencial e ocular de comemorações alusivas a datas tão significativas como cinquentenários e centenários e por que não, de uma escola quarentona. Na distante data de 12 de abril 1978 surgia em Erexim uma instituição, referência para a época, por sua estrutura voltada ao ensino básico e à introdução às Técnicas Comerciais, Domésticas e Agrícolas, com equipamentos considerados excepcionais para aquele momento.

  • “Ela me encheu de lixo. Me chamou de ignorante”

    Quantas vezes ouvimos conversas, mesmo sem propósito e nem intenção de nos imiscuir no assunto e no interesse dos seus interlocutores. Isso acontece com bastante frequência, quer queiramos ou não. Basta estarmos expostos a ambiente onde existe aglomeração de pessoas, como em restaurantes. E foi exatamente em um desses espaços quando almoçava próximo a três senhoritas ocupando a mesa ao lado. E, durante a conversa uma fazia o seu desabafo, provavelmente falando de uma terceira pessoa, a que provavelmente lhe magoara. “Ela me encheu de lixo e me chamou de ignorante”, repetiu a magoada com alguma insistência, durante o papo com suas amigas.

  • Meu preito à nossa centenária Erexim e...

    Revendo meus escritos, alguns dos quais fazem parte do prelo do livro “Se não ficou nada, não valeu a caminhada”, (a ser lançado em outubro), deparo-me com: Erexim, eu te saúdo, (68º aniversário, publicado no DM. Chapecó, 06.05.86); Erechim, 70 anos, (DM. 30.04.88) e, Erechim, Terra da Gente, (DM. 30.04.93). São três de tantos escritos alusivos a aniversários do nosso torrão. Todos, de uma forma ou de outra continuam atualizados e, se hoje reeditados, não perderiam o seu contexto histórico.

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