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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • O efeito pós-eleição e as esperanças de mudanças

    Por Neivo Zago
    Foto Divulgação

           É comum depositarmos nas outras pessoas a esperança de dias melhores, mormente quando somos obrigados a eleger candidatos aos mais diversos postos, mas nos esquecemos de considerar que muitas das mudanças, dependem de nós, ou estão em nós. O Brasil e o nosso estado vão mudar mesmo a partir dessas eleições?

                E agora, uma vez terminada a eleição o seu, ou os seus candidatos sucederam ou fracassaram? Quer seja o primeiro, ou o segundo caso, agora não faz mais sentido qualquer estresse, discussão, campanha, troca de asperezas, projeção, pesquisas confiáveis, fake news, ou não. O que importa é acreditar que as nossas esperanças aconteçam e que os candidatos eleitos possam viabilizar as suas promessas, por sinal algumas muito otimistas e até utópicas, ou discurso puro e simples.

                Essas eleições, que ainda repercutem trouxeram algumas novidades dentre elas: 1) uma significativa parcela dos eleitores mostrou-se mais politizada, pois descartou, ainda no primeiro turno, uma lista de velhos políticos verdadeiras raposas que se serviram da (res publica), a coisa pública, para se locupletarem, que fizeram dela carreira; 2) houve uma renovação, não apenas no que se refere à idade de parlamentares e governadores eleitos (como o nosso, o mais jovem), mas com outros perfis do que os costumeiros políticos; 3) em âmbito estadual, para manter o script, nós gaúchos não reelegemos o governador; 4) a maioria dos vencedores se mostrou favorável a montar uma equipe de técnicos para formarem os ministérios e não como era antes.

     Obviamente que todos os eleitos têm além de seus planos de campanha, as melhores intenções de governabilidade. Infelizmente no andar da carruagem eles encontrarão pedras no caminho para a concretização, a começar pelo enfrentamento das vultosas dívidas envolvendo os estados, como o nosso, e a união. E, em não ocorrendo à concretude das promessas outra vez a esperança nas mudanças e a confiança que mais uma vez milhões de eleitores depositaram nos seus candidatos, se esvanecem como a fumaça.

    Não são poucos os lembretes veiculados na mídia chamando a atenção que as as verdadeiras mudanças devem começar por cada um em particular. (Do not ask what your country can do for you, but what you can do for your country) “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país” (disse certa vez um presidente americano). Há pessoas detentoras da mentalidade que os municípios, os estados e o país devem ser paternalistas e eles passivos, apenas esperando receptivos e pouco ativos. O Brasil, os estados e os municípios vão mudar se os cidadãos mudarem mediante ações, desde os mais simples atos do cotidiano como respeitar as regras e as pessoas no trânsito; o Brasil vai mudar quando cada um se conscientizar e agir de acordo a convivência; vai mudar se cada um antes de agir pense se está agindo com a consciência. A mudança do Brasil que tanto queremos e almejamos pode e deve começar pelas nossas casas: a casa interior e a casa material onde habitamos. Bem nos lembra o dito: “antes de querer mudar o mundo dê uma volta na sua casa”. Isso vale para todos indistintamente; o Brasil vai mudar se os profissionais, comerciantes, industriários, enfim todos indistintamente, sem exceção, mudarem para melhor eliminando trapaças e corrupções; o Brasil vai mudar se os políticos todos, sem exceção, também mudarem; se, se derem conta de que É IMORAL RECEBEREM ALTOS SALÁRIOS, gozarem de tantos privilégios e benesses que a maioria dos cidadãos e que os seus eleitores sequer sonhariam, porque somente haverá mudanças quando as distâncias entre os mais aquinhoados e os mais necessitados diminuir consideravelmente.             

                P.S.: O Grêmio, conforme conjeturei não venceria nenhuma das três competições neste ano. E a tecnologia do VAR, foi usada contra e não a favor? Pesos e medidas diferentes? De que adianta então? Mas nada justifica, pois jogou pouco para vencer o River. Foi o horRiver (horrível), ter que encarar a eliminação. Mas, uma equipe que tem Bressan, Marcelo Oliveira, Jael e outros que talvez nem serviriam no Ypiranga, pode-se esperar o quê, senão soçobrar? Hoje é dia de rememorar as pessoas que nos foram caras e partiram. É bom e salutar rezar por eles.           

  • O que são 40 anos em 100?

    É sempre bom ser testemunha presencial e ocular de comemorações alusivas a datas tão significativas como cinquentenários e centenários e por que não, de uma escola quarentona. Na distante data de 12 de abril 1978 surgia em Erexim uma instituição, referência para a época, por sua estrutura voltada ao ensino básico e à introdução às Técnicas Comerciais, Domésticas e Agrícolas, com equipamentos considerados excepcionais para aquele momento.

  • “Ela me encheu de lixo. Me chamou de ignorante”

    Quantas vezes ouvimos conversas, mesmo sem propósito e nem intenção de nos imiscuir no assunto e no interesse dos seus interlocutores. Isso acontece com bastante frequência, quer queiramos ou não. Basta estarmos expostos a ambiente onde existe aglomeração de pessoas, como em restaurantes. E foi exatamente em um desses espaços quando almoçava próximo a três senhoritas ocupando a mesa ao lado. E, durante a conversa uma fazia o seu desabafo, provavelmente falando de uma terceira pessoa, a que provavelmente lhe magoara. “Ela me encheu de lixo e me chamou de ignorante”, repetiu a magoada com alguma insistência, durante o papo com suas amigas.

  • Meu preito à nossa centenária Erexim e...

    Revendo meus escritos, alguns dos quais fazem parte do prelo do livro “Se não ficou nada, não valeu a caminhada”, (a ser lançado em outubro), deparo-me com: Erexim, eu te saúdo, (68º aniversário, publicado no DM. Chapecó, 06.05.86); Erechim, 70 anos, (DM. 30.04.88) e, Erechim, Terra da Gente, (DM. 30.04.93). São três de tantos escritos alusivos a aniversários do nosso torrão. Todos, de uma forma ou de outra continuam atualizados e, se hoje reeditados, não perderiam o seu contexto histórico.

  • “La vergogna de avere perso la vergogna”

    O papa Francisco, sempre incisivo em suas manifestações, mais uma vez foi taxativo e cirúrgico na sua homilia ao final da tradicional via-sacra, em Roma, nas cercanias do Coliseu.

  • O juiz Sérgio Moro escorregou no morrinho?

    Uma pessoa pode ser média; outra mediana, quiçá, boa; algumas se parecem melhores

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