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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Cidade de Deus, linha amarela e linha vermelha

    Por Neivo Zago

    "Tiroteio na Cidade de Deus deixa três mortos, bloqueia Linha Amarela. Linha Amarela volta a fechar em outro dia de tiroteios na Cidade de Deus. Tiroteio e protestos bloqueiam Linha Amarela na Cidade de Deus, no Rio. Confrontos na Linha Amarela, após morte de três na Cidade de Deus, causam interdição e pânico".

     As manchetes acima são apenas algumas de tantas relatadoras das inúmeras facetas da violência que assolam as grandes cidades, mas que se alastra por todos os espaços, de forma generalizada. 

    Os números de pessoas ceifadas no trânsito e as assassinadas por diversas causas ultrapassam a cem mil por ano, uma cifra vultosa, inaceitável e inacreditável, mormente se comparado a países do primeiro mundo, porém até demasiados, quando equiparados aos subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

    Cidade de Deus, Cidade Maravilhosa, a cidade do Cristo Redentor, a Porto Alegre entre outras; nomes de santos e tão sugestivos e até abençoados, porém nada têm a ver com a realidade em um contexto no qual as pessoas parecem não ter mais valor. É sabido que muitos dos homicídios são decorrentes das lutas entre facções criminosas, pelo domínio de pontos de tráfico; compra e venda de drogas que podem significar o princípio, quando não são a consequência geradora de mais violência.

    Porém, infelizmente não há mais restrições geográficas e nem barreiras que ajudam a conter a disseminação da violência. Nem mesmo as localidades mais tranquilas e os lugares mais telúricos estão livres de ataques de toda ordem. Os direitos de liberdade e de segurança próprios dos cidadãos e garantidos por lei, já foram para o espaço há muito tempo, infelizmente. 

    Parece não haver mais pudor e respeito à vida humana. Para os desalmados bandidos é bem mais fácil investir contra a propriedade alheia, seja esta pública, ou privada e apossar-se dela como se fossem sua. Exemplos dessas investidas são os constantes e repetitivos assaltos às agências bancárias normalmente tendo como foco os caixas eletrônicos. O pior é, quando pequenas agências sofrem esses atentados e, não raramente com uma única unidade em pequenas cidades do interior, acabam por prejudicar toda a comunidade incluindo aposentados que não têm como retirar a sua mísera aposentadoria.

    Porém, pior do que esses "marginais" são alguns dos que foram eleitos pelo voto cidadão. Certos parlamentares verdadeiras rapinas, que transformaram o seu ofício em balcões de negócio, de interesse grupal, corporativo e até individual. Esses também formam o bando de ladrões autorizados, os investidos de poder e quando erram tem ao seu favor o malfadado foro privilegiado. 

     Tirar férias, aproveitá-las e voltar sãos e salvos para casa não é mais garantia absoluta porque o trânsito com suas implicâncias e perigos é um espaço conspirador da integridade e vida humana. As precárias condições das rodovias e muitas estradas deficitárias, além da imperícia humana e a direção ofensiva se constituem em ingredientes perfeitos causadores de mortes em escalada crescente nas estatísticas das cifras como as mais recentes do carnaval. "As pessoas parece que perderam a sensibilidade em relação à vida". O número alarmante de mortes já não impressiona. (Pe. Giovani, homilia da missa 13.02). A Campanha da Fraternidade deste ano, outra vez foca a sua atenção para o problema da violência, mas se as pessoas não se conscientizarem pouco efeito fará essa iniciativa.           

    E, enquanto isso, nós cidadãos não temos muito mais a fazer a sua parte, para mudar a situação. Não temos outros recursos do que confiar e acreditar na Providência Divina, uma vez que pouco ou quase nada se vê em se tratando de iniciativas e políticas públicas das autoridades, políticos e poderes constituídos que deveriam se ocupar com isso. 

  • E não é que o rato-mor fugiu da ratoeira!

    Não foi novidade o resultado da votação na Câmara dos Deputados isentando o rato-mor da nação de ser alvo das investigações nas quais ele é suspeito. O rato maior comprou outros ratos, a peso de ouro, fedorentos e nojentos como ele, para garantir votos (sim) e isentá-lo (da ratoeira), em nome da recuperação econômica e das pretensas reformas que sem elas o país não sairá da crise.

  • O último juramento, os últimos discursos, a última formatura

    Há quase cinquenta anos surgia o curso de Letras, o pioneiro dentre poucos incipientes do então Centro de Ensino Superior de Erechim

  • “Deputadozeco e...”

    Se há algo de bom criado pelo senador Renan Calheiros há algum tempo foi o diminutivo pejorativo adicionando a partícula (–zeco) quando quis desfazer as ações do juiz Sérgio Moro. Acho que o –zeco também lhe serve como também cabe a tantos dos seus pares que são indignos da sua função.

  • 50 anos de vida sacerdotal

    No último sábado a diocese de Erechim vivenciou uma solenidade ímpar e que não acontece de forma tão freqüente: a caminhada de cinquenta anos de um dos seus clérigos. O Pe. Milton Lay Matia que foi homenageado “em prosa e verso”, acrescido de outros gêneros da manifestação artística como a música, dos Cinquentões, a dança das crianças e jovens do CTG, os depoimentos de pessoas que testemunharam a sua caminhada jubilar represando e que conviveram com o homenageado em algumas das muitas localidades onde ele desempenhou a sua atividade.

  • O roteiro é o de sempre: ninguém se declara culpado

    Estamos ainda balançando na crista das ondas gigantes da corrupção, dos desmandos, das mentiras e de tantas maldades da politicagem, da roubalheira e do desrespeito do dinheiro público.

  • Comparando: a vida é feita de comparações

    Escrevo este texto a todos, indistintamente, mormente aos que já fizeram uma experiência de ter viajado ao exterior e lá terem se deparado com línguas, costumes e culturas diferentes da nossa. Alguns dias, algumas semanas já são suficientes. Um mês é o bastante. Dentre as inúmeras opções de conhecer outras terras a Itália desponta como uma das preferidas especialmente aos de origem italiana de onde vieram os seus “antenati”.

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