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Blog de A Voz da Diocese

  • Do silêncio do deserto, a voz da esperança

    Por A Voz da Diocese
    Foto Antonio Grzybowski/arquivo

    Do silêncio do deserto, a voz da esperança

    Dom José Gislon

    Bispo Diocesano de Erechim

    Estimados diocesanos. A vida merece ser celebrada nos fatos da história que fazem parte da nossa realidade, mas também nos pequenos acontecimentos do cotidiano da vida, que não são publicados nos meios de comunicação, porém marcam profundamente a nossa existência familiar e pessoal.

    Na religiosidade popular e nas tradições folclóricas do nosso povo, o nascimento de João Batista, celebrado neste domingo, é lembrado como um momento de alegria, na família de Zacarias e Isabel, mas também pela comunidade de fé. Juntos, eles louvaram e agradeceram a Deus, porque manifestou sua graça, seu poder e a sua misericórdia, na vida daquele casal. O nascimento do pequeno João trouxe alegria e esperança à sua família, à comunidade de fé e fez despertar do silêncio a voz de Zacarias para louvar a Deus.

    O pequeno João, tão esperado e frágil, era destinado a uma grande missão: ser Profeta do anúncio da chegada do Messias e testemunha da sua presença no mundo. Para preparar-se para a missão, ele não só se retirou para o deserto, vivendo uma vida ascética, despojada das vaidades deste mundo, marcada pela contemplação, mas fez do deserto e do silêncio que o envolve, um lugar privilegiado da escuta de Deus.

    João se retirou para o isolamento do deserto, porém manteve os ouvidos do coração bem abertos para ouvir o que Deus lhe falava no silêncio. Da escuta de Deus, nasceu o Profeta que atraiu muitas pessoas sedentas para o deserto. Elas iam até João para serem revigoradas com a água da esperança, da espiritualidade, da compaixão, da misericórdia que saciava a sede de amor dos peregrinos, homens e mulheres que acreditavam nas promessas do Senhor.

    Celebrar a natividade de São João Batista é uma grande oportunidade para nos despojarmos das vaidades que nos impedem de nos colocarmos a caminho, não para irmos até o deserto, mas ao encontro do Senhor e deixarmos que Ele nos fale através do silêncio ao coração, para nos despertar do sono da indiferença e assim podermos abrir os olhos para contemplar a beleza da obra do criador, como também a dor e a esperança no rosto de tantos irmãos e irmãs migrantes que esperam serem acolhidos para viverem a vida sem medo e com dignidade.

    Tende todos um bom domingo.

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