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  • O Brasil da jabuticaba

    Por Coluna do Leitor
    Foto Divulgação

    O Brasil da jabuticaba

    Gaby Garbin Mársico
    Professora

    Educação, este recurso tão vital, que nos ensina desde criança a ler, escrever, falar, que nos ensina a nos comunicar, entender e aprender as diversas matérias da época escolar e pela vida afora, é fundamental para o desenvolvimento e progresso de qualquer nação civilizada.

    Aqui no Brasil, esta educação está sendo debochada e ridicularizada.

    Ao ler o artigo da professora Neusa Cidade Garcez, de 13 de março de 2018, neste jornal, minha surpresa só não foi maior, porque eu já havia lido uma reportagem na Revista Veja de 25 de maio de 2011, sobre o mesmo assunto. A reportagem publicada pela revista é assustadora, pois fala sobre uma tese ou uma teoria tão absurda, que acho que só acontece aqui no Brasil, assim como a jabuticaba. Esta jabuticaba, ops, esta tese em resumo diz: Não existe certo ou errado na língua portuguesa, tese esta pregada, defendida e, pior, adotada nas escolas públicas entre mais de meio milhão de alunos. O livro que prega a teoria chama-se “POR UMA VIDA MELHOR” livro este pago e distribuído pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). E, pasmem, os autores deste absurdo são professores de linguística, entre eles a professora Heloísa Ramos. Estas pessoas pregam a ideia de que não existe certo ou errado em nosso idioma, apenas uma “variação na forma de expressar-se”. Exemplo: Nós vai, nós pega o peixe, nós lê os livro e por aí afora.

    Esses erros crassos de concordância seriam apenas “variação popular”. E, chamar a atenção do aluno que fala assim dizem que é “preconceito linguístico”. Afirmam ainda, esses “luminares” que a língua culta é “um instrumento de dominação das elites”.

    Diz o professor Evanildo Bechara, linguista, membro da Academia Brasileira de Letras e autor de dezenas de livros: “Essas afirmações não se vê em nenhuma nação desenvolvida.”

    Esses “talibãs da linguística” perambulam por faculdades brasileiras de Pedagogia e ninguém toma providências? Ou já recolheram esses manuais do atraso? A Dra. Janice Ascari, Procuradora da República na época da reportagem, disse: “Esta teoria e sua aplicação é um deserviço à educação já deficientíssima no país”.

    Nesses anos umbrosos que passamos pelos governos do Partido dos Trabalhadores e associados, ficou à mostra o complexo de vira-latas que dissiminaram pelo País, teorias do absurdo como esta, levando a educação a níveis rasteiros e vergonhosos.

    Esses autores deveriam estar respondendo a processos por crime de lesa-pátria, pois está-se diante de um crime hediondo contra o futuro de nossos jovens. Caçar seus diplomas seria uma primeira medida a bem do ensino, assim como a perda de seus empregos.

    Neste mês de maio comemora-se a Língua Portuguesa, “flor do Láscio, culta e bela”.

    Gaby Garbin Mársico

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