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Blog de Coluna do Leitor

  • Por que reclamamos tanto do tempo? (2)

    Por Coluna do Leitor

    Neide L. Piran

    Claro que podemos reclamar do tempo. Porém, melhor é compreendê-lo. No texto anterior coloquei razões das reclamações: desconhecimento do assunto e mudanças climáticas mais recentes.
    Outrora, os climatologistas e meteorologistas utilizavam a classificação "anos normais", "anos chuvosos" e "anos secos" para chegar à caracterização do clima de um determinado local.  Foi o que aconteceu comigo quando escrevi "Contribuição ao clima de Erechim", durante o curso de mestrado (UNESP).
    Os anos são normais quando não há interferência de fenômenos como o El Niño e La Niña  que,  influenciando a circulação atmosférica de um lugar ou região causam chuvas para mais ou para menos (os anos chuvosos e os anos secos). Desconheço se ainda há esta classificação. 
    Mas para entender melhor a parte mais "difícil" do clima utilizei-me de um artigo publicado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. O mesmo inicia com a explicação do que são as teleconexões: "Teleconexões são associações remotas: o que acontece em um lado do Planeta pode ter efeito no outro lado. Um exemplo é o El Niño, fenômeno climático de origem tropical provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, produzindo seca no Nordeste brasileiro e chuvas intensas no Sul do Brasil. Outro exemplo de teleconexão remete à origem do El Niño: o aquecimento do Pacífico oeste, que pode estar relacionado ao aquecimento do Oceano Índico".
    Segundo o prof. Dr. José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), "a identificação de teleconexões e a análise de suas influências na circulação atmosférica podem ser úteis para a compreensão da ocorrência de eventos anômalos em várias partes do mundo e estão associadas a causas naturais e não à influência antrópica. Estamos vivenciando, por exemplo, um período mais frio do Oceano Pacífico, com o Atlântico desempenhando um papel mais importante. Estudos recentes mostram que o El Niño tem diferentes facetas" e, por isto, muito complexo.
    "A explicação vem do Atlântico Sul, que tem papel determinante para saber se o El Niño será 'seco' ou 'molhado'. No Atlântico ocorrem fenômenos importantes para o clima global. O El Niño não depende do Atlântico, mas, a partir das relações entre este e o Oceano Pacífico, seus impactos serão diferentes. 
    Björn Kjerfve, presidente da World Maritime University (WMU), na Suécia também "ressalta que os oceanos têm papel preponderante em qualquer cenário de mudança climática, pois são reguladores do clima do Planeta. Se a temperatura média da Terra aumentar em 1 grau, uma determinada quantidade de gelo vai derreter. Na média global, a quantidade de chuva aumentou e a temperatura do planeta também".
    "Inverno quente e início de primavera frio experimentados pelo Brasil em 2012 e podem significar um ajuste natural. O ser humano amplifica o aquecimento. Porém, não se pode atribuir essas anomalias exclusivamente à ação antrópica", disse Campos, que coordena o Projeto Pirata programa de cooperação entre Brasil, França e Estados Unidos. "Em termos de ciência oceanográfica, ainda não avançamos muito. Mas o primeiro país a 
    sofrer alterações diretas em função das variações do Atlântico Sul será o Brasil. Estamos conectados com o Atlântico, por isso o país precisa ser a referência dos estudos sobre o Atlântico Sul".
    Com estas explicações gerais, espero que todos possam dar valor à incrível máquina atmosférica do Planeta Terra e aos cientistas que se debruçam incansavelmente para nos tirar as dúvidas. 

     

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