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Blog de Gleison Wojciekowski

Música

Gleison Wojciekowski

Gleison Juliano Wojciekowski é pianista, regente e professor. Atuou no curso de Música da Universidade de Passo Fundo; foi diretor e vice-diretor da escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel; e é membro da Academia Erechinense de Letras.

Gleison é mestre em História para Universidade de Passo Fundo; mestrando em Musicologia pela Universidade de Santa Catarina; possui graduação em Música – Habilitação em Piano pela Universidade de Passo Fundo (2007); licenciatura em Música pela mesma universidade; e graduação em Informática pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2002).

Já ministrou aulas de música em diversas instituições de ensino superior, como Unoesc (SC) e Famper (PR). Atuou como maestro da Orquestra de Câmara da Universidade de Passo Fundo e atua na Orquestra Belas Artes, além de tocar ao lado do acordeonista Oscar dos Reis, com quem gravou um DVD.

  • O Maestro e Professor Pedro Paulo Mandelli

    Por Gleison Wojciekowski
    Foto Divulgação

    No dia 12 de setembro a Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel completou 50 anos de bons préstimos à arte e principalmente à música da região. A fundação da escola é só uma das inúmeras pegadas deixadas pelo maestro e professor Pedro Paulo Mandelli.

    Pedro Paulo Mandelli nasceu em Bento Gonçalves, no dia 28 de junho de 1928, véspera da festa de São Pedro e São Paulo (daí seu nome), filho de imigrantes italianos, ficando órfão de seu pai aos 12 anos.

    Em Caxias do Sul, iniciou seus estudos no Seminário de Nossa Senhora Aparecida em regime de internato, onde além do Ginásio e do Curso Clássico, teve sua iniciação musical. Seu mestre nesse período foi o professor, maestro e compositor Francês Frei Exupério de La Compôte (França 11/09/1876 - Marau 04/01/1971), compositor da música La Mérica, que foi sancionada como hino oficial da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul, com quem teve noções de teoria musical e solfejo, harmonia, história da música, composição e arranjo. Aos 14 anos, Mandelli participava da Banda do Seminário e apresentava suas primeiras composições.

    Com uma bolsa de estudos que ganhou, foi à Itália, onde estudou durante dois anos e completou o curso de Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Durante este período na Itália, Mandelli aproveitou sua estadia para estudar música com o compositor Mariano Bertolucci, em Perúdia. Esta viagem também teve como fruto o chafariz no centro da Praça da Bandeira, em Erechim, cujo modelo italiano Pedro Paulo Mandelli, trouxe de Roma, e foi inaugurado em 1953, durante o mandato do então prefeito José Mandelli Filho, seu irmão.

    De volta ao Brasil, fez o curso de Letras Clássicas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre, que concluiu em 1958.

    Radicou-se em Erechim, onde contraiu matrimônio com Maria Poletto, com quem teve três filhos: Sônia Miguel Ângelo e Simone. Nesta cidade também participou da fundação da Orquestra de Concertos de Erechim em 1950, da qual foi segundo secretário, músico componente e eventualmente, substituía o seu regente Frederico Schubert.

    Sua atuação na sociedade erechinense o levou a ser eleito vereador, e também secretário municipal de Educação na gestão de José Mandelli Filho. Em seu mandato conseguiu a aprovação de seu projeto de criação de uma Escola Municipal de Belas Artes, em 12 de setembro de 1961, da qual foi seu primeiro diretor (de 12 de setembro de 1961 a 30 de janeiro de 1964), que tinha por objetivo oferecer o ensino de artes e principalmente a música as pessoas sem distinção de classe social.

    Foi Pedro Paulo Mandelli mentor da criação em 03 de maio de 1961, da Banda Marcial do Colégio Estadual Professor Mantovani, onde lecionava. Não é possível esquecer também, da contribuição como regente à Sociedade Banda de Música de Erechim, conhecida popularmente como "Banda Municipal".

    De volta a Caxias do Sul, reorganizou a Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul (atual Orquestra Sinfônica da UCS) em 1973, da qual havia sido um dos fundadores. Como regente desta orquestra, Mandelli foi um inovador, um visionário, pois já naquele tempo incluía concertos para acordeom e orquestra, tendo como solista o acordeonista Oscar dos Reis. 

    Pedro Paulo Mandelli ficou na direção da Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul (Osca) por cerca de 20 anos, e sob a sua regência foram realizados mais de 300 concertos, incluindo a montagem de óperas como Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, apresentada em 1984, e reprisada nove vezes, com récitas em cidades como Pelotas, Lages e Nova Petrópolis.

    O repertório que a Osca tocava quando regida por Mandelli, fazia parte obras de Strauss, Ponchielli e Von Suppé, além de arranjos próprios, como por exemplo, a sua versão para Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. O maestro criou a Sociedade Cultural Musical, que hoje é a Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul.

    Em 1976, a convite do prefeito de Caxias do Sul, organizou a Banda Municipal de Caxias do Sul, que representou o Brasil em dois encontros de Bandas no Uruguai (1994 e 1996). Dirigiu também a Banda Cinqüentenário de Farroupilha, Florentina e Flores da Cunha.

    Pedro Paulo Mandelli reformulou em 1978 a Banda Marcial do Colégio Cristóvão de Mendonza, funda em 1965. Em 1982 o grupo ganhou o titulo nacional do concurso da extinta Rádio Record. Mandelli foi regente desta banda nos períodos de 1978 a 1982, e de 1992 a 2007.

    O reconhecimento ao trabalho de Mandelli o levou a ocupar a 35º cadeira na Academia Caxiense de Letras como membro titular, que foi fundada em 1º de junho de 1962, e tem como lema "Cultura, Facho Inextinguível".

    Pedro Paulo Mandelli morreu dia 18 de outubro de 2010, em Salvador, Bahia, aos 82 anos, em decorrência de um ferimento em uma queda e complicações de diabetes.

  • Armando Cassiano de Almeida: o trompete da fanfarra

    O músico desta semana dedicou sua vida a musica, tocando trompete em fanfarras, da sua cidade natal no interior de São Paulo até chegar a Erechim.

  • Arthur Carl Eugen Krüger: da Filarmônica de Berlim para Erechim

    Imigrante alemão, nascido em Berlim, no dia 2 de fevereiro de 1873, onde viveu até setembro de 1912, quando migrou para o Brasil. Arthur foi músico integrante de uma das maiores orquestras do mundo, a Filarmônica de Berlim, onde tocava violoncelo.

  • O “explosivo” Jaime Antonio Simoni

    Um eterno apaixonado pela música, guitarrista e vocalista que participou dos mais importantes grupos da cidade e região, este é o músico desta semana Jaime Antonio Simoni.

  • A música multilíngue de Armando Luiz Matté

    Em uma cidade como Erechim em que diversas etnias foram responsáveis pela sua colonização, os imigrantes reuniam-se em associações culturais, onde cultivavam a sua cultura e suas tradições, naturalmente a musica estava entre elas. Os conjuntos musicais que tocavam bailes nessas comunidades invariavelmente tinham em seu repertório músicas ligadas a essas tradições e cantadas em seus idiomas. O músico desta semana canta além do português, em inglês, alemão, italiano, francês, espanhol, polonês e até mesmo o guarani, e ao longo de sua carreira animou bailes das diversas etnias que ajudaram a construir nossa cidade. Este é o cantor Armando Luiz Matté.

  • O pianista Oswaldo Elemar Engel

    Na lista dos nomes de músicos mais lembrados pela comunidade erechinense com mais de cinquenta anos, com certeza esta este personagem que foi importante na história de nossa região; o pianista, maestro e diretor musical Oswaldo Engel

  • O maestro Amélio Viero

    Chamado por seus colegas de profissão de “maestro”, tamanho respeito que esses o tinham, membro atuante na sua comunidade, pai de família e multi-instrumentista. Este é Amélio Viero.

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