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Blog de Gleison Wojciekowski

Música

Gleison Wojciekowski

Gleison Juliano Wojciekowski é pianista, regente e professor. Atuou no curso de Música da Universidade de Passo Fundo; foi diretor e vice-diretor da escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel; e é membro da Academia Erechinense de Letras.

Gleison é mestre em História para Universidade de Passo Fundo; mestrando em Musicologia pela Universidade de Santa Catarina; possui graduação em Música – Habilitação em Piano pela Universidade de Passo Fundo (2007); licenciatura em Música pela mesma universidade; e graduação em Informática pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2002).

Já ministrou aulas de música em diversas instituições de ensino superior, como Unoesc (SC) e Famper (PR). Atuou como maestro da Orquestra de Câmara da Universidade de Passo Fundo e atua na Orquestra Belas Artes, além de tocar ao lado do acordeonista Oscar dos Reis, com quem gravou um DVD.

  • O maestro e professor Aldo Ademar Hasse

    Por Gleison Wojciekowski

    O músico desta semana é um catarinense que há quase duas décadas vem desenvolvendo seu trabalho musical e educacional em nossa região, seja regendo coros, orquestra, ensinando instrumentos de corda e desenvolvendo a musicalidade de seus alunos

     

    Aldo Ademar Hasse, nasceu no município catarinense de Capinzal no dia  14 de outubro de 1940, neto de imigrantes vindos de Munique (paternos) e Parma (maternos), e filho de Alberto Hasse e Arlinda Brunn. Aldo teve início de seus estudos formais e musicais quando ingressou no seminário franciscano, inicialmente em Luzerna (onde permaneceu por três anos), seguido por Rio Negro (dois anos) e Agudo (sete anos). Nesse período teve uma formação bastante rígida e solida, desde disciplinas como a literatura, latim, mas principalmente a música, com ênfase no canto gregoriano. Nesse período teve contato com grandes professores europeus como Hildebrando Heilkemeyer e Apolônio.
    Aldo Hasse, o mais velho de cinco irmãos, durante o seu período de estudos, montou um grupo musical com seus primos, para tocar em festas e bailes, de maneira semi profissional. Além disso, Aldo tem como um antepassado musical o compositor de ópera Yohann Adolf Hasse.
    Com sua família morando em Curitiba no Paraná, após sair do seminário em 1959, Aldo Ademar Hasse vai para esta cidade, onde começa a trabalhar como regente auxiliar, ao lado de grandes nomes da música erudita brasileira, como o padre José de Almeida Penalva, Rodrigo Hermann, Luiz Polakowski, Elídio Donatti, Luiz Eulógio Zilli, Henrique Morozowicz e Henrique Schnorenberg. 
    Ao lado destes grandes mestres, Aldo Hasse teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em regência, arranjo, e música em geral. Destes supra citados, vale salientar alguns com quem Aldo trabalhou por um período maior de tempo, como por exemplo, padre Jose Penalva, que desenvolvia seu trabalho na Escola Cantorum, e no Madrigal e Coral Pró-Música; Luiz Zilli, no Coral San Pio X e principalmente Edílio Donatti, com que trabalhou até sua morte em 1998.
    Como diretor de óperas, Aldo Hasse montou e apresentou dois oratórios de Natal de Johann Sebastian Bach, além das óperas Joana D´Arc, Fausto e La Traviata, esta última fazendo um total de nove récitas no teatro Guaíra, com um público total acima de 9.600 pessoas.
    Paralelamente a toda essa vivência musical, Aldo Hasse buscou uma educação formal, graduando-se nos cursos de Letras, pela PUC (1965-1969) e em seguida em Licenciatura em Música pela Faculdade de Educação Musical do Paraná (1969 - 1973, atual EMBAP). Estudou também em um curso de extensão na área de musicoterapia pela mesma faculdade, onde teve contato com um dos grandes nomes desta área de conhecimento, Rolando Benezon. 
    Como professor, sua carreira teve início na cidade de Piraquara - PR, onde lecionou francês e português, e em seguida música e educação artística, por um período que vai de 1970 até 1979. Foi nesta cidade onde conheceu sua esposa Ivani Hasse com quem teve dois filhos. Assim como esta cidade deixou suas marcas na história de vida de Aldo Hasse, ele também deixou suas pegadas nela, pois além de todas as sementes deixas como professor de música, Aldo Hasse também é o compositor do hino da cidade. 
    Sua carreira no magistério estadual do Paraná tem seguimento em 1980 no Instituto de Educação do Paraná, que desenvolvia atividades de educação musical e musica para o curso normal, onde permanece até 1994, quando por questões políticas sai do instituto e trabalhava em várias escolas da rede estadual de ensino. Em 2000 vai para o Colégio Estadual do Paraná, onde permanece com suas atividades de educação artística e musical ate se aposentar em 2005.
    Mesmo trabalhando 40 horas semanais ministrando aulas de educação artística na rede estadual durante todos esses anos, Aldo Hasse sempre trabalhou paralelamente com outras atividades artísticas em diversas localidades diferentes, o que gerava uma vida bastante atribulada.
    Dentre tais atividades pode ser citada, a que desenvolvia junto ao Centro de Tradições Gaúchas Vinte de Setembro, em Curitiba - PR, onde exercia o papel de diretor artístico por cerca de 20 anos. CTG este, que durante o período que Aldo Hasse esteve atuando, teve apresentações pelo Brasil inteiro, além de Paraguai, Uruguai e Argentina, inclusive ao lado de grandes nomes da cultura gaúcha como Paixão Cortes e Jaime Caetano Braum. 
    Outros projetos desenvolvidos por Aldo Ademar Hasse ilustram sua intensa produção artística neste período. Foi regente coral, professor de harmonia, história da música, canto, teoria e solfejo na cidade de Joinville de 1982 até 1992. Regente de um grupo de câmara e de um coral em Porto União desde 1983. Paralelamente a isso, ainda atuou como regente de outro coral em Francisco Beltrão desde 1983, seguindo para Realeza.
    Em 1992, após um primeiro contato através da pianista Rosemary Nienderberger, Aldo Ademar Hasse foi contratado pelo então prefeito Eloi João Zanella para reger a Orquestra de Concertos de Erechim, onde permaneceu até 2010. Nesse período além de inúmeros concertos por toda a região, a Orquestra de Concertos de Erechim juntamente com o Coro da URI, gravaram um CD com diversos hinos, lançado pela LC Produções e Gravações.
    Nesta mesma região, também foi regente do coral da Universidade Regional Integrada - Campus de Erechim e regente de um coro em Gaurama, onde atua até hoje, além de lecionar música para nas escolas deste município.
    Da década de 1990 em diante, além dos projetos já citados, Aldo Ademar Hasse regeu grupos corais e orquestras em cidades como Seara - SC, Concórdia - SC, Porto União - SC, onde realizou inúmeras apresentações e concertos.
    Atualmente Aldo Ademar Hasse divide sua vida entre Curitiba e Erechim, onde tem residências, e entre esses dois pontos mantêm diversos projetos, como um coro em Porto União, coro em Gaurama, alguns projetos vocais e instrumentais em Curitiba e ainda um novo grupo de câmara em Erechim.

     

     

  • O maestro Amélio Viero

    Chamado por seus colegas de profissão de “maestro”, tamanho respeito que esses o tinham, membro atuante na sua comunidade, pai de família e multi-instrumentista. Este é Amélio Viero.

  • A versatilidade de Flávio Portugal

    Flávio Portugal nasceu no município gaúcho de Sobradinho no dia 1º de agosto de 1964, filho do farmacêutico bioquímico Amaury Oliveira Portugal e Lusa da Costa Portugal, sendo seus avós paternos, o militar Clodomiro Ortiz Portugal e Nélia Oliveira Portugal, e avós maternos o caixeiro viajante Antônio Baptista da Costa e Maria Ahrends da Costa

  • A garganta de ouro de Nelson Falkembach

    Nascido em 29 de março de 1946 na cidade de Soledade, batizado como Nelson EdiFalkembach dos Santos, um dos nove filhosde Edson dos Santos e Célia Falkembach, é conhecido pelo apelido carinhoso “Nelsinho dos Monarcas”, grupo este que integrou por cerca de quarenta anos

  • A música de Ignácio Petkovicz

    Uma referência para os colegas de profissão, sendo chamado carinhosamente de “Seu Ignácio” ou “Professor Ignácio” , Ignácio Petkovicz não só influenciou toda uma geração de músicos, mas também serve de exemplo de vida, através de sua superação, enfrentou as dificuldades de fazer música, mesmo sendo deficiente visual, e mesmo hoje com mais de oitenta anos continua tocando, dando aulas e aprendendo coisas novas.

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