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Blog de Igor Dalla Rosa Muller

  • Opção: Alto Uruguai

    Por Igor Dalla Rosa Muller
    Foto Arquivo BD

    A Amau, que reúne os líderes municipais do Alto Uruguai, tem um papel fundamental nas eleições deste ano. Qual? Eleger os candidatos da região. Mas, como assim?

    A região tem cerca de 200 mil eleitores, isto é, com este número, teoricamente, poderia eleger até três deputados federais e mais três estaduais. Não é isto que precisamos? Representantes públicos que lutem por nossas demandas em Brasília e na capital gaúcha? Então mãos a obra Amau. Quem as nossas lideranças indicam como candidatos? Definam os nomes e apresentem à população do Alto Uruguai.

    Com a crise política, econômica e moral que atinge o país de norte a sul, o eleitor precisa de um auxílio dos representantes públicos locais, as referências da região, para definir em quem votar. O desafio é transformar os votos dos prefeitos do Alto Uruguai em deputados federais e estaduais. Pelo bem da região, pelo Alto Uruguai, pelo desenvolvimento econômico e social de todos nós?

    Daqui para frente, esta deveria ser a prioridade da Amau. O quanto antes escolher as indicações, mais tempo os prefeitos terão com seus eleitores para explicar a importância do cidadão votar em candidatos da região.    

    Mas e aqueles deputados federais que há anos trazem emendas parlamentares para o Alto Uruguai. Sem dúvida a região agradece tudo que fizeram, mas está na hora de caminharmos com as nossas próprias pernas. Está na hora do Alto Uruguai ser o ponto de partida e a finalidade última dos políticos, em quem o eleitor votará. Não pode ser diferente disso.

    Se o Alto Uruguai não se olhar como prioridade, ninguém vai fazê-lo. Sei que isto é elementar meu caro leitor, e todo mundo sabe disso. Mas até não se tornar realidade a distância é gigantesca. Fica-se estagnado, no mesmo plano, sem avançar, sem melhorias e benefícios coletivos.      

    Se a Amau deixar rolar a situação, sem uma intervenção efetiva, tem que saber que muito provavelmente vai dar em nada as eleições, no que diz respeito à eleição de um representante federal para a região.

    Agora, se a Associação de Municípios do Alto Uruguai assumir as rédeas da política regional e apoiar abertamente tais e tais candidatos, a realidade pode ser outra. A chance de elegermos um, dois deputados federais, quem sabe três, é palpável. Os prefeitos sabem o que tem que fazer e como fazer. A questão é saber se irão fazer juntos o que tem que ser feito agora?  

    Supostamente, este trabalho em conjunto deve trazer ainda outros resultados na dinâmica da política regional. A experiência da Amau, se bem-sucedida, pode ser utilizada na resolução de outros problemas dos municípios da região. Por exemplo, a reativação da rede ferroviária para turismo entre os 32 municípios do Alto Uruguai e transporte de cargas.    

    Não vai ter choque de interesses se a opção for abertamente pelo Alto Uruguai, pelo desenvolvimento econômico e social da região.        

    Esta tarefa talvez envolva a redefinição da maneira de se conduzir e olhar a política regional, gerindo mais efetivamente a sua finalidade e para aquilo que é mais importante: a região. É preciso reunir tudo o que tem, definir nomes, apontar um rumo e seguir adiante.

    Do contrário, a região vai continuar caminhando a esmo, andando pelas tabelas, fazendo certo tipo de política que não é útil para ninguém, muito menos para o Alto Uruguai.  

    Carnaval

    Outro assunto que está à vista é o carnaval, a maior festa do Brasil. Acho que o carnaval de Erechim deveria voltar para as ruas, tomar um ar, se refazer, reorganizar, revitalizar, se alimentar com a vida em céu aberto e se aproximar mais das pessoas. Nada impede que os clubes continuem com suas programações. Mas por que não tentar, pelo menos por um dia, fazer um carnaval de rua em Erechim com batucada, desfile, porta-estandarte e tudo o mais.

    Os clubes seriam os QGs, os blocos, associações de Erechim seriam o ponto de partida para o desfile nas avenidas centrais da cidade. Um carnaval de todos e para todos, com músicas de diferentes estilos, envolvendo grupos étnicos, associações de classe, quem quiser, dentro de alguns critérios, é claro. Quais? Número de pessoas, fantasias, organização. Regras para funcionar e colocar em prática o evento.   

    O carnaval pode ser um dos grandes eventos do ano. Erechim tem samba no pé e todos os elementos para fazer uma belíssima festa. Mas, a exemplo da política, é necessário criar uma cultura de trabalho em conjunto, pelo bem maior, no caso aqui o carnaval, mas poderia ser qualquer assunto de interesse público.  

    O que efetivamente está faltando para que se consiga coletivamente realizar um evento destes?

    Está na hora de Erechim decidir se quer continuar fechada para o mundo, enclausurada, sem dialogar com o mundo que aí está.

    É possível resgatar a cidade do ostracismo, isolamento em que vive, mas é preciso mudar, o quanto antes. Exagero? Não. A cidade não pode ficar à mercê da economia brasileira tem que ter as suas próprias estratégias econômicas de desenvolvimento. E o turismo é uma delas. O último Natal é um exemplo de como a cidade está aberta e as mudanças são positivas e bem-vindas.

    Foto

    A experiência da Amau, se bem-sucedida, pode ser utilizada na resolução de outros problemas dos municípios da região. Por exemplo, a reativação da rede ferroviária para turismo entre os 32 municípios do Alto Uruguai e transporte de cargas

  • Complexo de vira-lata

    Buscar reconhecimento numa plateia estrangeira, este é o legítimo complexo de vira-lata

  • Negar e falsificar?

    Acho que não falta opinião nos brasileiros sobre o que é bom para o Brasil e a economia, ou saúde, educação e cultura. Enfim, qualquer assunto. Tem opiniões esdrúxulas, insanas, absurdas, mas se passar a peneira para o que realmente importa, o resultado será útil e positivo, se encontrará comentários relevantes e pertinentes. O problema não está aí. Se prevalecesse a opinião identificada com as necessidades dos brasileiros, e esta avaliação fosse utilizada para decidir sobre as questões mais importantes, o Brasil seria uma nação de primeiro mundo. Não tenho dúvida disso. O reflexo dessa transformação seria construtiva, efetiva e com o passar dos anos avassaladora. O Brasil está travado. Pode até cantar, mas dentro da gaiola, com espaço limitado, restrito, predefinido. Quando se fala em avançar tem que levar junto as correntes, que nos agrilhoam à práticas ultrapassadas, que não estão abertas ao diálogo. Falta a percepção local, a racionalidade brasileira, o sentido da terra, a visão que identifica a mudança, questiona e aponta para o novo. E, de modo algum estou falando em apagar o passado. Muito pelo contrário, valorizá-lo e resgatá-lo cada vez mais. Por exemplo, para a cidade crescer não precisa derrubar os prédios antigos, mas sim, restaurá-los e deixá-los acessíveis ao público, identificando-os como a origem, o começo de tudo, a base para a história atual com seus personagens, curiosidades, razões e sentimentos. Assim como a cultura indígena, presente na nossa alimentação diária. Falta dar crédito à cultura local, à necessidade de cada município e região, mas principalmente, ouvir e agir conforme a avaliação, o conhecimento que analisa pelo ponto de vista do Brasil e indica mudanças construtivas, favoráveis ao país. Outro exemplo é a economia, assunto complexo e abrangente, que aceita muitos pontos de vista e práticas. Área de difícil entendimento e aplicação, mas ainda um fenômeno humano, cultural, que pode ser adequada à realidade brasileira. Décadas se arrastam e o Brasil patina em questões básicas da sociedade? Pessoas vivendo em lixões? Pobreza generalizada? Epidemias? Índice de violência de guerras? Economia estagnada? Falta de infraestrutura? E o Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo. Muita coisa é e já foi dita por especialistas e estudiosos sobre a realidade brasileira, mas o ponto central é qual destes defendem pontos de vista que tem por princípio construir autonomia política, econômica, social e cultural? Este conhecimento existe? Onde está? Por que não é colocado em prática e se entranha nos rumos do país? Nações superdesenvolvidas usam juros baixos ou negativos na economia, por que aqui tem que ser os mais altos do mundo? Por que não há trens para transporte de carga e passageiros? A reforma da Previdência vai corrigir os absurdos e distorções ou vai achatar ainda mais o trabalhador? O que afinal prevalece? Será nosso destino falsificar a realidade e negar cada suspiro de mudança construtiva?

  • Pelas tabelas

    O problema é que a defasagem acumulada entre 1996 e 2017 já chega a quase 90%, mais precisamente 88,4%

  • Festa Di Bacco é também desfile

    A comercialização da uva será realizada na Feira do Produtor e inicia no próximo domingo (14) das 14h às 19h

  • Juros elevados e caos na saúde

    “A nossa situação é caótica”, é a avaliação de Hélio Bianchi, diretor do hospital Santa Terezinha

  • Sim a Agência

    A região tem novamente a possibilidade de voltar a crescer, e como sempre fez, por força e obra de seus trabalhadores e empresários, empreendendo.

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