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Blog de Igor Dalla Rosa Muller

  • Não necessariamente é falta de dinheiro

    Por Igor Dalla Rosa Muller
    Foto Ígor Dalla Rosa Müller

    Desfile dos 100 anos de Erechim

    Sobre o desfile do centenário vou ser breve, mas é importante dizer que foi ótimo, em diferentes finalidades.

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    Por ora, caro leitor, sigo por outro caminho.

    Os problemas e dificuldades são tantos no dia a dia que realmente dá para escolher por tamanho, grau, quantidade e qualidade. Mas mesmo assim, nisso tudo, ainda há, sem dúvida muita coisa boa.

    E, indo direto ao ponto, como conseguir aproveitar a experiência profissional e particular de cada cidadão para melhorar o conjunto da sociedade? Impossível, ressoa um grito lá do fundo da sala.  Quanta inexperiência, idealismo, devaneios, dirá de cara algumas percepções.

    Hoje, existe algum setor da administração pública que recebe sugestões sobre trânsito, cultura, iluminação pública, finanças, saúde, gestão, enfim, questões do dia a dia?

    Será que não é possível ter de alguma maneira um local público, um canal de comunicação em que se possa aproveitar a percepção, vivência, conhecimento das pessoas e a própria história local para aperfeiçoar, seja o que for, a estrutura social, econômica e cultural do município?

    E, mesmo que exista hoje esse canal na administração pública, a população está sendo estimulada a colaborar, contribuir, dividir a sua percepção sobre demandas da cidade? A pergunta é: como se entende isso, algo arriscado ou um atalho para resolver problemas?

    Ninguém está falando para entrar na sede da prefeitura e sair assinando documentos, leis, e despejando ordens desvairadamente. Tem que se respeitar a estrutura constituída, o que aí está.  

    A questão não é extrapolar, passar dos limites, nem quebrar procedimentos e rotinas, mas ouvir a população, criar alternativas para se chegar ao ponto central, um suporte estratégico e identificado com a realidade e as necessidades efetivas das pessoas.

    Mas, por que a gestão pública? Por que ela diz respeito à vida de todos em coletividade, e se for efetivo, tem ainda a condição de ser exemplo para o cidadão se engajar na transformação da sociedade.

    A democracia brasileira, as leis e o processo de gestão pública não pode deixar de incorporar novas ferramentas de conhecimento e ação.

    Contudo, e necessariamente, esse saber tem que estar de acordo com o que é necessário para o conjunto da população, dando suporte e condições para ampliar e aprimorar também empresas, negócios e a qualidade de vida do indivíduo.

    Nem que seja por um instante, tem que romper com a lógica de tirar o máximo do cidadão e devolver o mínimo em conta-gotas e de maneira muito precária.

    É fato que os municípios estão sobrecarregados de responsabilidades e os recursos são cada vez mais curtos. No entanto, o que é possível mudar sem custo, com novas práticas, sem necessariamente ter que investir muitos recursos, mas dialogando, trocando experiências, visões, práticas, ou fazendo a população parceira nesta trajetória.

    É claro que essa situação não é exclusividade do setor público, é realidade nas empresas e na vida particular. É cultural, diria.  

    De qualquer forma, muito do que pode colaborar com as mudanças não necessariamente deixa de acontecer por falta de dinheiro. Mas, porque se abre mão do que as pessoas têm de melhor.   

  • Para além

    A população brasileira deveria considerar outra opção para além de Lula, para além de Temer e para além da Justiça

  • Complexo de vira-lata

    Buscar reconhecimento numa plateia estrangeira, este é o legítimo complexo de vira-lata

  • Negar e falsificar?

    Acho que não falta opinião nos brasileiros sobre o que é bom para o Brasil e a economia, ou saúde, educação e cultura. Enfim, qualquer assunto. Tem opiniões esdrúxulas, insanas, absurdas, mas se passar a peneira para o que realmente importa, o resultado será útil e positivo, se encontrará comentários relevantes e pertinentes. O problema não está aí. Se prevalecesse a opinião identificada com as necessidades dos brasileiros, e esta avaliação fosse utilizada para decidir sobre as questões mais importantes, o Brasil seria uma nação de primeiro mundo. Não tenho dúvida disso. O reflexo dessa transformação seria construtiva, efetiva e com o passar dos anos avassaladora. O Brasil está travado. Pode até cantar, mas dentro da gaiola, com espaço limitado, restrito, predefinido. Quando se fala em avançar tem que levar junto as correntes, que nos agrilhoam à práticas ultrapassadas, que não estão abertas ao diálogo. Falta a percepção local, a racionalidade brasileira, o sentido da terra, a visão que identifica a mudança, questiona e aponta para o novo. E, de modo algum estou falando em apagar o passado. Muito pelo contrário, valorizá-lo e resgatá-lo cada vez mais. Por exemplo, para a cidade crescer não precisa derrubar os prédios antigos, mas sim, restaurá-los e deixá-los acessíveis ao público, identificando-os como a origem, o começo de tudo, a base para a história atual com seus personagens, curiosidades, razões e sentimentos. Assim como a cultura indígena, presente na nossa alimentação diária. Falta dar crédito à cultura local, à necessidade de cada município e região, mas principalmente, ouvir e agir conforme a avaliação, o conhecimento que analisa pelo ponto de vista do Brasil e indica mudanças construtivas, favoráveis ao país. Outro exemplo é a economia, assunto complexo e abrangente, que aceita muitos pontos de vista e práticas. Área de difícil entendimento e aplicação, mas ainda um fenômeno humano, cultural, que pode ser adequada à realidade brasileira. Décadas se arrastam e o Brasil patina em questões básicas da sociedade? Pessoas vivendo em lixões? Pobreza generalizada? Epidemias? Índice de violência de guerras? Economia estagnada? Falta de infraestrutura? E o Brasil está entre os 10 países mais ricos do mundo. Muita coisa é e já foi dita por especialistas e estudiosos sobre a realidade brasileira, mas o ponto central é qual destes defendem pontos de vista que tem por princípio construir autonomia política, econômica, social e cultural? Este conhecimento existe? Onde está? Por que não é colocado em prática e se entranha nos rumos do país? Nações superdesenvolvidas usam juros baixos ou negativos na economia, por que aqui tem que ser os mais altos do mundo? Por que não há trens para transporte de carga e passageiros? A reforma da Previdência vai corrigir os absurdos e distorções ou vai achatar ainda mais o trabalhador? O que afinal prevalece? Será nosso destino falsificar a realidade e negar cada suspiro de mudança construtiva?

  • Pelas tabelas

    O problema é que a defasagem acumulada entre 1996 e 2017 já chega a quase 90%, mais precisamente 88,4%

  • Festa Di Bacco é também desfile

    A comercialização da uva será realizada na Feira do Produtor e inicia no próximo domingo (14) das 14h às 19h

  • Juros elevados e caos na saúde

    “A nossa situação é caótica”, é a avaliação de Hélio Bianchi, diretor do hospital Santa Terezinha

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