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Economia

“Intecnial vai dar a volta”, afirma diretor

Depois da aprovação do plano de recuperação judicial feito em assembleia geral de credores, a direção da Intecnial S/A se manifestou na sede da empresa, na tarde desta segunda-feira (13)

Folador destaca que todo o processo de recuperação foi estruturado em cima de uma estratégia de tran
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Depois da aprovação do plano de recuperação judicial feito em assembleia geral de credores, a direção da Intecnial S/A se manifestou na sede da empresa, na tarde desta segunda-feira (13). O objetivo foi detalhar aspectos centrais de todo o processo e dizer que a empresa continua em operação, produzindo e trabalhando.   

De acordo com o advogado Dárcio Marques, que elaborou o plano de recuperação judicial, juntamente com a direção da empresa, este processo não é de falência. “Quando empresas entram com o pedido é sinal que tem gente lutando, que não quer se entregar”, afirma. Marques acrescenta, “quem pede recuperação quer pagar seus credores, quer continuar vivo, operando, produzindo riquezas”.

Conforme Marques é muito importante que as indústrias superem as crises, já que tem como característica principal produzir riquezas. “A Intecnial não está morta, e a recuperação judicial dá condições de negociar com mais garantia e segurança. No momento, o importante é resgatar a credibilidade da empresa, e dizer que o plano foi construído para ser efetivado”, destaca.  

Segundo o diretor-superintendente Airton Folador, todo o processo de recuperação foi estruturado em cima de uma estratégia de transparência com credores. A retomada das atividades é gradual, sendo importante mostrar aos clientes e fornecedores que a Intecnial fez um planejamento para se recuperar, que está realizando projetos intermediários antes de entrar em grandes obras.

“A Intecnial vai ter condições de dar a volta. Este processo é totalmente reversível”, ressalta Folador. Mesmo com a recuperação e a presença dos administradores judiciais, a gestão dos negócios continua sendo da direção da empresa, que tem autonomia para trabalhar, vender e produzir.  

Folador observa que a Intecnial deve arrecadar recursos com a venda de patrimônio, máquinas e equipamentos para pagar parte dos credores. Como também, se assim decidir, tem a opção de abrir negociações para venda de parte da empresa.  

Uma questão central de todo processo é a realização de obras e entrada de dinheiro na empresa. Conforme o gerente comercial Luciano Dias, a Intecnial tem vários contratos em andamento em diferentes áreas, que estão dando suporte para a empresa cumprir os compromissos. As obras estão localizadas na região e em diferentes estados do país com 520 funcionários em atividade.  “O principal mercado da empresa hoje é o agronegócio e o setor de energia”, afirma.

O faturamento da Intecnial em 2017 deve chegar a R$ 60 milhões. Conforme Folador, para alcançar o ponto de equilíbrio nas contas, a empresa tem que alcançar um rendimento de R$ 100 milhões por ano. A Intecnial já chegou a ter quatro mil funcionários e faturar R$ 300 milhões por ano.     

A empresa será acompanhada pela administradora judicial, Medeiros e Medeiros, durante dois anos, que irá fiscalizar o andamento do processo de recuperação. Se nada se efetivar, ainda pode renegociar os contratos mediante aprovação dos credores.

Com 25 anos para pagar o passivo total, e dois anos para saldar as dívidas trabalhistas, Folador acredita que em dez anos a indústria deve pagar o maior montante da dívida, que gira em torno de R$ 200 milhões, com cerca de mil credores.

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