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Estado

Governadores buscam solução nacional para déficits previdenciários

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Por Governo do RS
Foto Divulgação

A situação financeira e previdenciária dos estados e projetos de segurança pública foram temas de uma reunião de governadores com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em Brasília, nesta terça-feira (5). O governador José Ivo Sartori defendeu a construção de uma alternativa que não sirva apenas para as dificuldades da conjuntura atual, mas para um futuro sustentável. 

"Estamos aqui para viabilizar isso. Todos sabem que os estados têm dificuldade. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem um déficit previdenciário recorrente, que em 2017 passou de R$ 10,5 bilhões. É  preciso estruturar essa questão numa discussão nacional”, afirmou.  

Ficou definido que os secretários estaduais de Fazenda vão se encontrar no próximo dia 15 para uma discussão preliminar. Depois, no dia 19, os governadores reúnem-se novamente com Rodrigo Maia e o Congresso para analisar a possibilidade de criação de um fundo de ativos que possa suportar o futuro da previdência dos estados. “Esta é uma dificuldade não apenas da União”, frisou Sartori. 

Também presente na reunião, o secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, disse que essa iniciativa tomada por Sartori e outros governadores, com a participação de Rodrigo Maia e do presidente do Senado, Eunício Oliveira, foi para buscar solução para um dos maiores problemas estruturais de todos os estados, que é o déficit previdenciário. 

“O que se fez hoje foi o início de uma conversa sobre a possibilidade de se criar alguns fundos de ativos dos mais diversos, que possibilitem também a participação de fundos da própria União. Quem sabe até com dívida ativa do governo federal e securitização de dívidas ativas dos estados, para que os recursos sejam robustos o suficiente para gerar um fôlego a esses déficits de previdência”, explicou. 

Com relação à segurança pública, Feltes disse que o debate girou em torno da proposta de implementação de iniciativas legais, pelo Congresso Nacional, que possam trazer repercussão positiva nas atividades de policiais militares e civis dos estados. Segundo ele, é um assunto ainda embrionário, mas com grandes possibilidades de avançar para projetos concretos.

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