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Sindicato fecha acordo de aumento para setor de erva, laticínio e trigo

“Acordo bom, tendo em vista a conjuntura atual”, diz presidente Osmar

Osmar Padilha
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O presidente do Sindicato de Alimentação de Erechim e Gaurama, Osmar Padilha, em visita ao Jornal Bom Dia, na manhã de sexta-feira (27), comunica aos seus associados que o sindicato conseguiu chegar a uma proposta de aumento de 3,5%, retroativo ao mês de julho, para o setor de erva, laticínio e trigo. Ele afirma que será lançado edital para Assembleia Geral da categoria, que vai acontecer no próximo dia 1º de agosto. “Fechamos um acordo bom para os trabalhadores, com manutenção de todas as cláusulas, tendo em vista essa conjuntura que estamos vivendo”, ressalta.

O sindicato também conseguiu negociar um auxílio escolar de R$ 669 para o trabalhador setor de erva, laticínio e trigo. Se ele não estudar o auxílio pode ser estendido ao seu dependente, filho, pago em uma única parcela no mês de janeiro ou fevereiro de 2019.    

Conforme Osmar, também foi negociado um abono de R$226, sem metas, para todos os trabalhadores associados do sindicato desses setores, que virá na folha de março de 2019. Para os demais setores da alimentação, o sindicato está em negociação com representantes patronais.  

De acordo com o representante, com a reforma trabalhista ninguém é obrigado a fazer a contribuição sindical. No entanto, Osmar ressalta que o objetivo do sindicato é representar, valorizar e lutar pelas conquistas dos trabalhadores ao longo dos anos. Assim, coletivamente, o trabalhador tem mais força para fazer reivindicações.  

“Hoje, temos em torno de 3,5 mil associados, num universo de 4,5 mil trabalhadores, envolvendo as áreas de frigoríficos, balas, padaria, ervateira, laticínios, empresas que industrializam cereais, bebidas, alimentação em geral”, comenta.

Segundo Osmar, um dos acordos que preocupa muito o sindicato são as negociações com a Aurora, que envolve hoje 2,5 mil trabalhadores, entre os dois frigoríficos de frangos e suínos, fábrica de ração e o incubatório em Aratiba.

“O acordo que nos preocupa muito é o da Aurora. Não tem nada garantido. A gente está fazendo tudo com muita cautela. Não vamos permitir a retirada de conquistas dos trabalhadores”, afirma.

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