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Cultura

Uma viagem pela história de Erechim

Espaço para mostrar aos jovens como Erechim progrediu no seu centenário, teve muitas visitas, “mas não quanto esperávamos ter”, diz organizadora

No local se pode ver objetos históricos como o sino e o relógio da estação ferroviária, máquina de c
Helena Confortin
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Um espaço dedicado à cultura, conhecimento, reflexão e ao resgate histórico, materializando em imagens e objetos como Erechim chegou até o presente. Essa foi a proposta da Estação Bota Amarela da Cidade da Cultura na Frinape 2018. “O que fizemos aqui foi mostrar para os jovens de hoje como Erechim progrediu no seu centenário”, afirma Helena Confortin, integrante da comissão organizadora da Cidade da Cultura. Um dos pontos mais marcantes da Estação Bota Amarela foram os nove debates polêmicos com lideranças públicas e privadas. 

Segundo Helena, o ponto de partida da exposição textual, fotográfica, com objetos de época é 1910 quando começam a chegar os primeiros habitantes colonizadores, comissões de terras, que se instalaram na região para desbravar e cortar a mata.

Inicialmente foi construído o monjolo para produzir farinha de milho e para fazer a polenta, depois foi instalada a serraria para derrubar a mata, e, em seguida, a chegada do trem com os imigrantes por volta de 1912 a 1915.

“Aqui temos a planta da cidade feita por Carlos Torres Gonçalves no início do século 20. Isso tudo a gente fez para que crianças e jovens pudessem conhecer e ver visualmente a história de Erechim, em fotos e com um texto curto sintetizando o que é”, observa.  

Noutro quadro se homenageia quatro personalidades históricas do município, Carlos Torres Gonçalves que fez a planta de Erechim; Francisco Rio Pardense de Macedo, que ajardinou a cidade e pensou a Praça da Bandeira, que na época era Praça Cristóvão Colombo, com o painel do imigrante; Longines Malinowski, que pensou o Mato da Comissão; e Juarez Miguel Ila Font, que escreveu o primeiro livro.

A estação também mostrou o nome das primeiras famílias de imigrantes das principais etnias, italiana, alemã, israelita, polonesa, afrodescendente, tcheca, russa, espanhola, lituana, holandesa.

“No terceiro bloco trouxemos os nomes que o município teve, sendo Paiol Grande, Boa Vista, Boa Vista do Erechim, José Bonifácio e depois Erechim”, afirma.

O espaço homenageou todos os intendentes e ex-prefeitos de Erechim; mostrou a arquitetura antiga, começando pelas primeiras casas em madeira e depois em alvenaria, arquitetura Art Déco e chegando ao modernismo. Passando pela economia, indústria, comércio, serviços, homenageando o primeiro, seleiro, padeiro e os presidentes da Accie.

Helena enfatiza que no local o público pode ver objetos históricos como o sino e o relógio da estação ferroviária, máquina de costura à mão, o primeiro microfone da Rádio Erechim, um dos primeiros rádios e fotos antigas. Também se fez referência à educação, vida religiosa e social, área da saúde, esporte e a exposição do vestido da rainha da Festa do Trigo de 1958.  Todo o acervo é da URI-Erechim.

“Tivemos muitas visitas, mas não quanto esperávamos ter”, observa.

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