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Especial

O amor pelo Rally que transformou o sonho em realidade

Bruna Giaretta
Por Kaliandra Alves Dias
Foto Edson Castro

A luta feminina por um espaço no mundo esportivo não é atual, existem registros da participação das mulheres nos Jogos Olímpicos da Grécia. No final do século XX, as mulheres lutavam para obter maior participação feminina no esporte brasileiro. A persistência deu espaço e o universo esportivo, que antes era considerado masculino, ganhou competidoras.

A paixão de Bruna Giaretta pelo rally iniciou desde as provas que foram disputadas em Erechim. Quando criança, Bruna e seu irmão eram levados pelo pai para acompanhar a competição. O primeiro contato da navegadora com os pilotos no parque de apoio aconteceu em 2004, momento que a erechinense descreve como “paixão que tomou conta e passou a se tornar sonho”.

Mas para realizar o seu sonho, Bruna precisou de muita determinação. “No início foi complicado convencer meus pais por ser um esporte considerado de risco e por ser um ambiente predominantemente masculino. Sempre conversamos muito e passei toda a confiança para eles”, enfatiza a navegadora.

A primeira oportunidade de navegar foi em 2011, quando o navegador Gilson Rocha se desafiou a pilotar o carro para que Bruna pudesse aprender sobre o esporte. “Foi uma oportunidade única onde pude abrir várias portas e desde então não parei mais”. No rali, a navegadora é a responsável por repassar as informações sobre a pista durante o trajeto para o piloto.

Em um mundo tão masculino, no automobilismo a maior dificuldade é o financeiro. Para a navegadora o rali proporciona grandes experiências. “Além de proporcionar experiências incríveis, também me proporcionou um novo círculo de amizade, então sempre tive várias pessoas me ajudando em qualquer dificuldade”.

“Atualmente as mulheres têm ganhado espaço no automobilismo, tanto como competidoras como espectadoras, mas mesmo assim ainda existem poucas em ação.  Estamos conquistando cada vez mais o nosso espaço e mostrando que não a distinção de gêneros, que também podemos exercer os mesmo cargos e funções. É um prazer estar representando as mulheres neste ambiente predominantemente masculino, e poder mostrar que é possível sim e que somos capazes”.

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