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Erechim 101 anos

Centro Hospitalar Santa Mônica: Investimentos que acompanham as tendências de Saúde

Complexo Hospitalar possui cerca de 7 mil metros de área e já conta com projeto de ampliação que deve ultrapassar 20 mil metros em um futuro próximo

Complexo Hospitalar Santa Mônica
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Tudo começou por volta do ano de 1998, quando os médicos Antônio Ernesto Todeschini e Dércio Nonemacher, junto a outros dois médicos - Vilmar Antônio Spada e Paulo Roberto Dall Agnol - estavam mobilizados em criar uma clínica que abrangesse os procedimentos de litotripsia corpórea e hemodiálise.

“Nos reunimos, organizamos um projeto e a primeira coisa que precisávamos era um terreno. Diante disso adquirimos uma área e iniciou a construção que, inicialmente, era para ser uma clínica. No entanto percebemos que tínhamos comprado uma área maior que imaginávamos. Pensamos: é possível construir um hospital”, comentaram Todeschini e Nonemacher, em entrevista ao Bom Dia.

Aos poucos as ideias, atendimentos e projetos evoluíram, agregaram outros serviços, entre os quais a Medicina Nuclear, a hiperbárica. Outros sócios também ingressaram na instituição e o Santa Mônica chegou ao que é hoje: um Complexo Hospitalar, com cerca de 7 mil metros de área que já conta com um projeto de ampliação e deve ultrapassar os 20 mil metros em um futuro próximo.

Dr. Dércio recorda que, na época, eles eram dois urologistas e dois nefrologistas em Erechim. Áreas que são interligadas uma a outra. Sendo assim, conjugaram esforços, trazendo mais profissionais. Atualmente o Santa Mônica conta com mais de 35 profissionais. “Diante disso é necessária a ampliação da área física. Contudo, não é só isso que interessa, mas sim, investimentos em tecnologia de ponta”, ressalta.

A partir desse primórdio, salienta o especialista, surgiu o contato com investidores os quais trouxeram serviços de imagiologia, possibilitando bons serviços de ecografia, ressonância magnética, medicina nuclear, e, desse modo, o Centro Hospitalar continuou avançando. “Contamos com três salas de cirurgia, leitos com o princípio de restrição de internação – por meio de uma adequação ao novo mundo, em que os complexos hospitalares estão reduzindo o tempo de internação para evitar a exposição ao hospital. Isso é possível com a aliança às tecnologias de ponta. Hoje realizamos internações clínicas, cirúrgicas, entre outros procedimentos. Ao mesmo tempo, contamos com os serviços de densitometria, mamografia, ultrassom. Estamos preparados para o futuro, acompanhando as novas tendências”, relata.

Os sócios reforçam que foi galgado um espaço, dia após dia, por meio do comprometimento em oferecer serviços e atendimento de qualidade na área da saúde.  “Afinal, Erechim é um centro médico e agora temos um ganho substancial com a vinda da Faculdade de Medicina que nos obriga a conquistarmos novos espaços no conhecimento da área e aproximamos mais pessoas para fazer mestrado, doutorado, especializações, para poder buscar melhores formas de resolver os problemas de saúde da região”, destacam.

Todeschini e Nonemacher citam que Erechim conta com o atendimento em alta complexidade no hospital público e, com isso, o Santa Mônica se torna, ainda, um centro de apoio aos serviços públicos. “Sabemos das carências do sistema que, de um modo geral, em todo o Estado e País enfrenta problemas. Cada vez mais percebe-se que o poder público terá que se associar a instituições privadas para poder propiciar qualidade de saúde”, enfatizam, dizendo também, que “o SUS está à beira da exaustão e sabemos que em algum momento deverá ser colocado um limite. Sabemos que em vários municípios da região os prefeitos têm dificuldade em manter a qualidade do atendimento em saúde. Acreditamos que esse formato precisa ser reestruturado”, reiteram.

Empreendimentos

Pensando nisso, a equipe de sócios do Santa Mônica está com um projeto para construir um prédio com espaço para mais de 100 consultórios. O propósito é verticalizar o atendimento.  “A atual estrutura provavelmente será voltada ao hospital e a ideia é disponibilizar em torno de 80 leitos. Temos propostas de pessoas de fora de Erechim para investir aqui, contudo, estamos avaliando e pensamos em resolver as questões em nível local e regional”, comentam.

Cartão Fidelidade

Cartão Santa Mônica é um cartão de fidelidade. Por isso, os pacientes que procuram o hospital e aderem ao cartão, possuem algumas vantagens. Está sendo bem interessante, acreditamos que é uma opção diferenciada, ao passo que as pessoas querem, cada vez mais, a fidelidade em dizer “sou tratada no Hospital Santa Mônica ou em outro hospital”, justificam.

Consultórios rotativos

Em função da grande demanda de atendimentos em diversas especialidades, a equipe do Centro Hospitalar Santa Mônica optou por criar consultórios rotativos. A novidade já iniciou com atendimento de um pediatra e uma gastroenterologista. Uma reumatologista também vai começar a atender nos próximos dias. “Os consultórios são baseados em grandes centros. Por isso, os médicos podem intercalar e fazer horários diferenciados no setor público e privado, por exemplo”, explicam.

Conforme os especialistas, a medicina é uma das profissões mais difíceis do mundo. Diante disso, é preciso buscar conhecimento constante, pois tudo é aprimorado. “Sendo assim, é fundamental oferecer condições para os médicos busquem o aperfeiçoamento em suas respectivas áreas de atuação”, salientam.

Avaliação do setor

“Percebemos o Hospital Santa Terezinha investindo em profissionais, o Hospital de Caridade muito bem, a Unimed crescendo e estimulando os médicos e do mesmo modo, o Santa Mônica em constante evolução. São quatro estruturas que mexem com a área hospitalar. O que acredito que possa melhorar é o fato de essas estruturas “conversarem” mais e se unirem. No entanto, acreditamos que a saúde em Erechim tem um futuro muito bom. Há espaço para todos os profissionais, por isso, é importante continuarmos trabalhando para fortalecer o todo”, ressaltam.

 

 

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