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Região

Expofaxinal foi um sucesso, diz prefeito

“A nossa maior dificuldade é a falta de acesso asfáltico”, diz prefeito Selso

A feira marcou também o aniversário do município, 31 anos de emancipação política e administrativa
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A Expofaxinal realizada nesse fim de semana foi um sucesso. Essa foi a avaliação do prefeito de Faxinalzinho, Selso Pelin. Apesar do tempo ruim, com muita chuva, a população participou da programação. “Os shows superaram as expectativas de público”, afirma. Segundo o prefeito, os expositores também saíram satisfeitos do evento, e que no domingo venderam bem e houve a presença de um bom público. “O público de Faxinalzinho ficou contente, foram três dias de grandes shows gratuitos”, diz. A feira marcou também o aniversário do município, 31 anos de emancipação política e administrativa.     

Conforme Selso, Faxinalzinho tem uma população com cerca de 2300 pessoas e um orçamento anual que gira em torno de RS 14 milhões. Ele ressalta que a situação financeira do estado e do país, a crise dos últimos anos, a falta de credibilidade e investimentos no país, está refletindo negativamente nos municípios pequenos.

“Faltam de recursos, incentivo em muitos setores, o que dá para fazer é uma administração bem ajustada. Até o momento, não deixamos nenhum setor desassistido”, explica.

Dificuldade

Hoje, afirma Selso, “a nossa maior dificuldade é a falta de acesso asfáltico”. Essa situação faz com que muitos jovens abandonem o município e muitos empresários deixem de investir no local. O prefeito comenta que faltam 17 quilômetros de asfalto, que envolveria os municípios de Faxinalzinho e Benjamin Constant do Sul.

Educação

O prefeito afirma que o município investe em torno de 27% a 28% do orçamento na educação.  

A saúde

Segundo Selso, a situação da saúde está difícil, os repasses do estado não vêm em dia, e isso acaba onerando ainda mais o município. “A ideia é fechar o ano com uma média de 22% do orçamento investido nessa área”, diz.  

Investimentos

O gestor afirma que o município não tem como fazer grandes investimentos, mas vai dando continuidade àquilo que é básico.

Emendas parlamentares  

De acordo com Selso, a corrida atrás de emendas parlamentares é exaustiva e sem garantia de recebimento dos recursos. “Toda hora tem que estar passando o chapéu, sem segurança que vai ganhar”, diz.

Além disso, afirma o prefeito, a Caixa Econômica Federal cria muitas dificuldades para fazer esse repasse, o que demora uma “eternidade” a liberação do recurso, a exigência de muitos documentos e, ainda mais, o banco desconta até 12% em alguns projetos via emenda parlamentar.

“O que é um absurdo. Isso não tem cabimento, o ministério repassa um dinheiro para a Caixa e ela ter que reter 12% do valor, criar um monte de dificuldades para os municípios terem acesso. Não entendo o porquê tem que cobrar tudo isso. Até hoje nenhum prefeito conseguiu uma justificativa plausível para essa retenção de 12%. O governo deveria passar os recursos da forma que repassa o FPM”, diz.

Ele acrescenta que os vereadores dentro do município tem mais condições de fiscalizar que o próprio ministério e a Caixa. “É uma burocracia criada para quê? Acaba diminuindo os recursos ao município, no final, prejudicando a população”, afirma.

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