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Geral

Dia do Meio Ambiente: combate à poluição do ar é tema de campanha mundial

Neste ano a proposta é que as pessoas cubram o rosto com uma máscara, como sinal de manifesto
Biólogo e professor da URI, Jorge Reppold Marinho
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação/Amanda Mendes

"Vamos juntos combater a poluição do ar", essa é a chamada para o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje (5), que visa ampliar a conscientização sobre a importância do cuidado com o planeta para a sobrevivência dos seres humanos. 
O biólogo e professor da Universidade Regional Integrada (URI), Jorge Reppold Marinho, avalia que para atingir seus objetivos, a campanha deve atuar em todos os setores que compõe a sociedade. "Esse dia marca uma série de atividades de conscientização, porque outras ações mais práticas são feitas ao longo do ano pelas instituições competentes, até mesmo considerando que grande parte das iniciativas para cuidar do meio ambientes são protagonizadas pelos governos federais ou em pactos mundiais. Neste ano, a temática escolhida foi muito oportuna, sobre a poluição do ar, que merece nossa atenção", destacou o docente em entrevista ao Jornal Bom Dia. 
A campanha é organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e seu site apresenta sugestões e dicas de como as atividades devem ser desenvolvidas. "Neste ano a proposta é que as pessoas cubram o rosto com uma máscara como um sinal de manifesto contra a poluição, bem como, de apoio a campanha. A ONU, inclusive, indica que as pessoas enviem fotos das ações para que possa disponibilizar o material no site e em redes sociais, com o intuito de uma divulgação global", relatou Marinho. 
O professor ressalta, ainda, que a temática é muito abrangente. "Temos que considerar que não é só a poluição de automóveis ou de fábricas que contaminam o ar, existem diversas formas, entre elas a agropecuária que libera uma quantidade considerável de amônia e metano na atmosfera, como também, causas naturais, por exemplo, os vulcões que emitem fumaça, gás e partículas no ar. Além de tudo isso, todo o processo da cadeia alimentar, começando pela própria agropecuária até chegar na mesa de cada um de nós. A estimativa da ONU, hoje, é que 1/3 do alimento produzido é desperdiçado e ao mesmo tempo a gente tem essas disparidades sociais, com tanta gente passando fome, portanto, é preciso ter cuidado, principalmente, com o aproveitamento dos alimentos", argumentou o professor. 
Neste sentido, Marinho acredita que a conscientização não pode ser apenas pontual e nesta data. "Por mais que a gente tenha uma semana de conscientização, a ação de médio e a longo prazo é fundamental. Precisamos reduzir as emissões e os desperdícios. Atualmente, cerca de 40% dos resíduos produzidos em nível global são queimados e isso tudo é emitido à atmosfera", complementou. 
Portanto, a campanha atua em todos os setores que compõem a sociedade. "Tanto em nível de instituições federais, de pesquisa, ensino, fomento, órgãos públicos, políticos e do próprio indivíduo. Assim, eles produzem uma programação muito bem elaborada e direcionada a todos os segmentos. É importante que haja essa preocupação e atingir todos os envolvidos, porque a questão ambiental diz respeito a todos nós", destacou Marinho. 

Ações ao longo do ano letivo 
Potencializar a preocupação e o cuidado das pessoas com o planeta e, por isso, com seu futuro é um trabalho que a URI realiza ao longo de todo o calendário letivo. "Nós desenvolvemos tanto na graduação como na pós-graduação, ações de conscientização mais aplicadas nas escolas municipais e estaduais. Da mesma maneira, nossos laboratórios atuam pensando no planeta, com ciclagem de nutrientes e produzindo conhecimento científico sobre o tema", reforçou Marinho.  

Como ajudar 
O professor pontuou à reportagem diversas atitudes que cada um pode incluir em sua rotina e, mesmo consideradas pequenas, se todos se comprometerem, fará a diferença. "Comportamentos do dia a dia, tais como, a reciclagem, evitar o desperdício de comida, separação do lixo, utilização do transporte público e alternativo (por exemplo as bicicletas), evitar o uso de automóveis, cultivar alimentos em casa. O importante é criar uma consciência global, não podemos controlar a vida do outro, mas podemos fazer nossa parte", concluiu o docente. 

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