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Especial

“Chegamos ao limite”

Entre Rios do Sul não é uma exceção quando o assunto são as dificuldades enfrentadas pelos município
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Arquivo BD

Nos 31 anos de emancipação política e administrativa houveram muitos avanços e conquistas de Entre Rios do Sul. O município tem hoje em torno de 3080 habitantes, 2600 eleitores, e a economia tem como principal fonte de renda o retorno de ICMS pela geração de energia.

Para transformar os recursos públicos em serviços ao cidadão é preciso muita gestão, administração pública, diz o prefeito, Jairo Paulo Leyter. Ele comenta que são investidos por ano quase R$ 5 milhões na área da saúde e, também, cerca de R$ 5 milhões na área da educação, o que representa mais de 50% do orçamento investidos nessas áreas prioritárias.

Contudo, uma das dificuldades enfrentadas pela administração pública está relacionada à continuidade dos funcionários públicos aposentados no serviço público. Segundo o prefeito, esse é um ponto importante a ser mudado porque senão vai acabar inviabilizando todos os municípios.

Outro problema enfrentado por Entre Rios do Sul é a falta de acesso asfáltico ao município. Segundo Jairo, Entre Rios do Sul está dentro dos 11 municípios que não têm pelo menos uma ligação asfáltica, e isso gera muitas dificuldades. O asfalto é a principal reivindicação.

De acordo com Jairo, apesar das dificuldades, o município continua oferecendo todos os serviços básicos ao cidadão, transporte escolar, manutenção de estradas, atendendo as demandas na área da saúde, que vêm aumentando. No entanto, para fazer mais investimentos o prefeito precisa buscar recursos extras do governo federal.

Conforme Jairo, Entre Rios do Sul está conseguindo atrair empresas e fortalecer empreendimentos locais, porém o prefeito acredita que o salto de desenvolvimento virá por meio do turismo, que é capaz de injetar recursos diretamente na economia do município. Ele ressalta que Entre Rios do Sul não é uma exceção quando o assunto são as dificuldades enfrentadas pelos municípios da região. E cita como exemplo os débitos do Estado com os municípios, principalmente, na área da saúde. “Temos feito um esforço extraordinário para manter os serviços já implantados em funcionamento, mas também chegamos ao limite”, diz.

Jairo afirma que o município perdeu o poder de investimento para se desenvolver, a carga tributária é muito grande, as demandas estão aumentando cada vez mais, e o atraso dos governos nos recursos está gerando muitas dificuldades para administrar a prefeitura.

 

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