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Cultura

Artesanato: mais do que linhas e tecidos na pandemia

Em Erechim, o grupo Arte e Retalhos com atividades há 10 anos, incentiva à prática do artesanato como uma alternativa para aumentar a renda familiar

Integrantes idealizadoras do Arte e Retalhos em Erechim ( foto tirada antes da pandemia)
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Trabalhos desenvolvidos pelo grupo
Por Taiane do Carmo
Foto Arquivo pessoal

O trabalho manual, sempre acompanhou o desenvolvimento da sociedade. Desde os tempos antigos, ainda no século XIX, o homem percebeu a necessidade de fazer utensílios para uso rotineiro, assim como enfeites que incentivavam a capacidade criativa na forma de trabalho. 

Essa prática, continua até os dias de hoje. Atualmente, o artesanato envolve cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil e já chegou a movimentar uma média de 50 bilhões em 2018. Só no Rio Grande do Sul, são aproximadamente 90 mil artesãos entre ativos e inativos. 

Incentivo 

Em Erechim, o grupo Arte e Retalhos, com atividades há 10 anos, incentiva a prática do artesanato como uma alternativa para aumentar a renda familiar. “Somos um grupo pequeno de oito integrantes, que busca valorizar as técnicas artesanais e a decoração. As mulheres idealizadoras visitaram diferentes feiras, mostras e aprimoraram seus conhecimentos, para fazer algo a mais e criativo com tecidos e linhas”, conta a presidente do grupo Jane Carla Berdian Andreolla.

Neste momento em que diferentes áreas da cultura tiveram que parar suas atividades, o grupo trocou os encontros semanais por reuniões via Whatsapp. “Intensificamos nossas postagens no Facebook e Instagram, com mensagens otimistas e divulgação dos trabalhos do grupo. Entre eles, temos o bordado à mão, Quilt, Patchwork, Arte em Porongo, sabonetes artesanais, bonecas, diversas peças para cozinha, banheiro, enxoval para bebê, ninhos e agora com as medidas de prevenção para evitar o contágio de coronavírus, muitas máscaras”, salienta Jane.

Eventos

Responsável por promover na cidade encontros que reúnem uma variedade de artes, o grupo já organizou cinco mostras regionais de Patchwork e bonecos em três festivais de artesanato.Os eventos, tiveram a participação de artesãos mestres que trouxeram cursos conceituados. “Agora, sem apoio e parceria do poder público (que nos ajudou em duas situações), fica inviável continuar realizando as mostras e festivais. Continuamos organizadas com os bazares que antecedem datas comemorativas, viagens e cursos” argumenta. 

De acordo com a presidente, o grupo faz os produtos pela apreciação a arte e amor ao trabalho. “Claro que com isso, vem a renda, mas fazemos pelo amor. Nosso objetivo com as atividades é incentivar a prática do artesanato na cidade como uma forma de renda às famílias”, frisa.

Ações

Diante do cenário atual, o grupo está atuando como um agente colaborador na cidade. Na oportunidade, as integrantes costuraram mais de 100 batas hospitalares para serem entregues aos profissionais da saúde na prevenção à Covid-19. A ação, aconteceu por meio do projeto “Costure em Casa”, em conjunto com a Fundação Hospitalar Santa Terezinha e o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), com apoio do Centro Tecnológico APL Polovest, do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Alto Uruguai e de voluntários. “Acredito que outros grupos e lojas que trabalham com artesanato, também diminuíram seus encontros presenciais e estão reinventando formas para divulgar seus produtos e aperfeiçoarem suas técnicas. As lives, tem se tornando, uma grande ferramenta neste cenário”, comenta Jane. 

Conforme a presidente, enquanto o período de calamidade pública continua, é preciso utilizar as plataformas virtuais para se reinventar. “Dessa forma, vamos resgatando as coisas boas do passado e construindo novas possibilidades para viver, esse presente tão desafiador”, finaliza. 

Saiba mais 

Cenário do Artesanato na pandemia

No País, além da Lei 13.180 sancionada em 22 de outubro de 2015, que dispõe à atividade artesanal, existe o Programa de Artesanato Brasileiro, que permite a inscrição dos profissionais por meio do Sicab - Sistema de Inscrição ao Cadastro de Artesão Brasileiro. 

Mesmo sendo reconhecido pela Lei como profissão, muitas pessoas que trabalham na área, não conseguiram ter o auxílio emergencial devido uma mudança ocorrida no dia 15 de maio, pelo governo federal, que vetou a categoria e outras para o recebimento. 

Devido à situação de calamidade pública em 23 de abril a deputada federal Maria do Rosário protocolou o Projeto de Lei 2107/2020 que determina que o Poder Público disponibilize crédito aos artesãos sem juros, preferencialmente em bancos públicos, na iminência ou em caso de calamidade pública nacional decorrente de pandemia internacional.

 

 

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