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Saúde

Covid-19: planos de saúde seguem obrigatoriedade para cobertura de testes

Diretor da Unimed, Elcio Marcos Zanardo, reforça, contudo, que o essencial é a avaliação médica para verificar a real necessidade do exame e como proceder com mais segurança

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Por Izabel Seehaber / Com informações: Agência Brasil
Foto Divulgação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu incluir, no rol de procedimentos obrigatórios a serem atendidos por planos de saúde, os testes para confirmação de infecção pelo novo coronavírus. A Resolução Normativa 458, de 2020, que inclui os exames laboratoriais, foi publicada nesta semana, no Diário Oficial da União.

A partir de agora, as pesquisas de anticorpos IgA, IgC ou IgM são obrigatórias para os planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos em que o paciente apresente ou tenha apresentado alguns quadros clínicos. Entre esses, estão: gripe com quadro respiratório agudo (com febre, tosse, dor de garanta, coriza ou dificuldade respiratória) e síndrome respiratória aguda grave (dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios e rosto).

A inclusão dos exames no rol de procedimentos obrigatórios para planos de saúde foi tomada em reunião colegiada da ANS na semana passada, em cumprimento a uma decisão judicial.

Importância da avaliação

O diretor administrativo da Unimed Erechim, diretor clínico do Hospital Unimed e cirurgião pediátrico, Elcio Marcos Zanardo, reforça que o essencial, muito além da cobertura do teste, é a avaliação médica para verificar a real necessidade do exame e sobre como proceder com mais segurança. “Cada situação deve ser avaliada, seguindo os parâmetros conforme os sintomas do paciente. Se a pessoa está com dúvidas, necessita de uma conversa com o médico. Embora haja o teste, tudo tem um custo e também um risco. Como a principal dúvida é, com certeza, se estou ou não com a covid-19, o acompanhamento médico é essencial”, alerta.

Dr. Elcio comenta que o teste rápido usado na Unimed é o tipo imunocromatografia, procedimento em que é coletada a amostra de sangue do paciente e, após três horas, é possível obter o resultado. “Por isso é muito importante considerar o período em que o paciente se encontra, em termos de evolução da doença. A partir do oitavo dia estaria indicado esse teste, embora o ideal seria o PCR”, acrescenta, citando que o exame está à disposição na Unimed.

Com a indicação do teste, o paciente irá receber uma guia de solicitação de exame – PCR ou teste rápido, com a prescrição específica e seguimento do protocolo para a realização. Após, o paciente deve contatar com o laboratório para saber o melhor encaminhamento: se pode agendar, aguardar em casa ou ir até o laboratório.

O PCR é coletado e o material enviado para um laboratório credenciado, que no caso da Unimed é o Pardini.

Conforme o especialista, muitas pessoas, pelo medo e ansiedade, dizem: ‘quero fazer o teste’, contudo, vale ressaltar que nem sempre há essa necessidade. “Estamos fazendo, todos os dias, exames no laboratório e, inclusive, coletas em casa. Não é motivo para pavor, a situação na região está relativamente controlada, mas claro, devem ser seguidas todas as medidas preconizadas. Se cada pessoa fizer a sua parte, respeitar o distanciamento correto, evitar aglomerações, usar a máscara, o álcool em gel, vai fazer toda a diferença em todo o processo de prevenção”, pontua.

O diretor salienta que os planos regulamentados da Unimed tem garantida a cobertura para o teste, mas há, também, uma coparticipação no valor. Em caso de dúvidas e outras informações, o telefone é: 3520 6100.

Distanciamento que permite o cuidado

De acordo com o diretor administrativo e clínico, os profissionais que compõem a cooperativa de saúde, desde o início da pandemia, organizaram um comitê de crise e acompanham todo o cenário. “Com isso estão sendo divulgadas muitas informações aos beneficiários; há álcool gel disponível em todos os ambientes; e semanalmente são realizadas lives para orientar e discutir temas fundamentais relacionados à pandemia. Do mesmo modo, organizamos a estrutura para permitir um distanciamento adequado, com maior espaçamento de horários no agendamento de exames e consultas. Outros problemas de saúde continuam existindo e é preciso prosseguir os cuidados”, reitera.

Segundo Dr. Elcio, foram desenvolvidas, ainda, algumas lives para os beneficiários do programa de Medicina Preventiva e ‘Empresa Saudável’, inclusive com reuniões pelas plataformas digitais. “Foi muito interessante essa resposta, pois eles estavam acostumados a ir até a sede da Unimed, era um ponto de encontro, algo tradicional há anos”, cita.

Há grupos que participam de atividades físicas, orientações nutricionais, palestras, entre outros projetos. Em março isso precisou se alterar e foi organizada uma nova metodologia, via telefone, com questionários para saber como estão os integrantes, tanto no que se refere à saúde física como também na estrutura psicológica.

De março até o momento, foram 8.875 ligações pelo programa.

A faixa etária é mista e envolve pacientes que apresentavam problemas de saúde e foram orientados a participar de algum grupo. “A ideia é que as pessoas possam permanecer cuidadas, embora distanciadas”, frisa.

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