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Geral

Dia dos Pais: “Nossa rotina em família melhorou bastante! Fizemos do limão uma deliciosa limonada”

Marcos Bonorino com a esposa Taís e os filhos Cauê e Isabella
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

O médico e pai, Marcos Bonorino se reveza no trabalho em duas Unidades Básicas de Saúde de Erechim (Bairro Atlântico e Bairro Progresso) e os cuidados com a família.

. Sua esposa, Taís Bordin é enfermeira e trabalha na coordenação da UBS Centro, que funciona junto a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Como profissionais da saúde, e trabalhando na linha de frente, nesse período de pandemia tiveram que adaptar suas vidas para o ‘novo normal’ que vivemos.

Num primeiro momento, ficaram longe da filha de 7 anos, Isabella Bordin Bonorino, que ficava na casa dos avós. Com o desenrolar da pandemia buscaram uma solução, pois a saudade era muito grande.

Marcos tem um filho do primeiro casamento, Cauê Michielin Bonorino, de 20 anos.

O médico e pai dá um conselho: “prestem atenção em suas famílias e suas crianças. Ajudem as crianças. E fala com propriedade, pois recentemente perdeu seus pais, num curto espaço de tempo.

A seguir, Marcos relata como está sendo esse momento, sem perder a fé e acreditando cada vez mais nos laços de família

 

Como médico e sua esposa trabalhando na saúde, como foi a quarentena no início e o desenrolar nesses cinco meses?

Marcos Bonorino: A meu ver, mesmo trabalhando na saúde, no início não tínhamos uma noção do que ainda estava por vir. Já de cara deixamos nossa filha na casa dos avós, achando que “logo passaria” e as coisas em algum momento voltariam ao “normal”. Os dias foram passando, a saudade aumentando e o pico da pandemia se retardando!

 

Diante disso teve que mudar a estratégia?

Marcos Bonorino: Sim. Optamos por transformar nossa rotina e trazer nossa filha para casa, porque passar toda a pandemia longe ficaria inviável! Contratamos uma funcionária e colocamos a casa para funcionar de um jeito diferente! Vovó e vovô passaram a nos visitar virtualmente, assim como as atividades escolares!

 

Como é ficar longe dos filhos, apesar da tecnologia, nos permitir estar próximo de uma maneira virtual

Marcos Bonorino: O distanciamento social é horrível! Acho frio. Percebo que nossos filhos, assim como nós, ficam ansiosos, carentes por um abraço e contato físico. Seja na família ou até mesmo num abraço entre amigos! Ficar longe no início foi muito ruim, tanto que montamos toda uma estrutura para tentaremos deixar tudo mais ou menos parecido com o que era!

 

Mas sempre tem algo positivo quando precisamos reagir e adaptar nossas vidas

Marcos Bonorino:  O lado bom é que com essa mudança toda nos tornamos muito mais próximos! Nossa rotina em família melhorou bastante! Fizemos do limão uma deliciosa limonada. Se esta pandemia veio para modificar as coisas, lá em casa serviu também para aumentar nossa cumplicidade como família!

 

Como vê a questão da educação à distância

Marcos Bonorino: Com relação à educação, tenho a impressão de que o modelo a distância não funciona para crianças, gera muita ansiedade e tenho dúvidas do resultado em relação à aprendizagem!

 

O lado lúdico do aprendizado que é a forma de desenvolver a criatividade acaba ficando prejudicado

Marcos Bonorino: Acho um pecado a perda da ludicidade que o ambiente escolar proporciona. Percebo que as crianças sentem falta do contato direto com os professores e com os colegas. No nosso caso, contratamos uma professora particular para que acompanhe nossa filha e nos auxilie enquanto trabalhamos!

Como pai é necessária uma doação maior, pois as crianças não têm o entendimento do que representa essa pandemia

Marcos Bonorino: Como pai, sugiro que tirem um tempo para ficar com os filhos.  Escutem o que eles têm para dizer, seus medos e ansiedades, afinal as crianças são as mais resilientes na minha opinião.

 

E como médico, que conselho daria nesse momento que a saúde mental desafia a todos

Marcos Bonorino: Como médico, peço que tenham fé, e acreditem que isto também vai passar. Cuidem-se, cumpram as medidas de segurança/higiene/etiqueta respiratória e prestem atenção em suas famílias e suas crianças. Ajudem as crianças

 

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