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Opinião

Perturbador: “Se você não paga pelo produto, o produto é você”

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O documentário “O Dilema das Redes”, da Netflix é perturbador. Dá vontade de jogar o celular pela ja
Por Rodrigo Finardi
Foto Ilustrativa

Essa frase está martelando minha cabeça desde o último fim de semana, quando assisti o documentário “O Dilema das Redes”, na Netflix.  Em torno de 2 bilhões de pessoas no mundo usam as redes sociais, e a maioria não sabe o que tem por traz, tornando seu uso um vício, que está deteriorando a saúde mental de milhões de pessoas.

O poder do algoritmo

Ex-diretores das principais empresas de tecnologia (Facebook, Instagram, Google, Twiter) revelam em relatos perturbadores, como essas empresas gigantes usam o poder do algoritmo para nos deixar dependentes.

Nocivo e perverso

O documentário tem pouco mais de 1h30min, e deu vontade de jogar o celular pela janela várias vezes. O lado nocivo e perverso, do mundo dos negócios é escancarado, no desenrolar da trama.

Corroendo a democracia

As redes sociais estrão corroendo a democracia e polarizando as discussões. Eles não têm o remédio (saída) para controlar as fakenews, algo que já está aumentando de novo, com a aproximação das eleições.

Manipulação e psique

Em certo do momento do documentário, mostram que quem manipula as redes são vodus de nós mesmo, que mexem com nossa psique, para consumirmos o que eles querem, sem analisar os estragos que estão fazendo, apenas visando o produto, que somos todos nós. E não pagamos para usar as redes sociais, mas alguém paga e tem interesse em nosso perfil. E isso as empresas entregam muito bem.

Faltou respostas

Cheguei ao final do documentário, sem algumas respostas. Queria ver soluções para esses problemas que não foram mostrados. Falaram em humanização das redes. Como? Primeiro precisamos ter legislação forte sobre o tema, e principalmente, o ser humano ter o discernimento de não virar um produto de fácil manuseio, afinal “se você não paga pelo produto, o produto é você”. Imperdível, para quem acredita. Mas muitos, não irão acreditar e esses, estão nas redes sociais.

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