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Ensino

Colégio São José desenvolve ações durante o Setembro Amarelo

Nesta quarta-feira (22), todos frequentaram a instituição de ensino vestindo roupas na cor alusiva da campanha

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Profissionais reunidos planejando ações
Por Ragnara Zago
Foto Jah Rodrigues

Dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde, revelam que a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo e que quase 800 mil fazem isso por ano. Essa é a segunda maior causa de mortes de jovens entre 15 e 29 anos, ficando atrás somente de acidentes de carro.

            Outros milhões de jovens não chegam as vias de fato, porém, se mutilam de diversas formas e motivos. De acordo com a OMS, o apoio, carinho e atenção são fundamentais no trabalho de prevenção. Nos últimos cinco anos, aumentou o número de países que possuem alguma estratégia para evitar o suicídio e as auto mutilações.

No Brasil, em média, a cada 46 minutos uma pessoa tira a própria vida. Esse é um assunto de preocupação permanente, por esse motivo, em 2015 foi criada uma campanha nacional de prevenção ao suicídio, o “Setembro Amarelo”.

Durante o mês, os trabalhos se intensificam, com ações como a que aconteceu no Colégio Franciscano São José. “A questão da depressão é algo muito sério e importante.  Algumas pessoas acham que é frescura e algo de momento, mas é doença, com alterações de humor muito sérias. Precisamos estar atentos, principalmente como escola, onde atingimos muitas pessoas – crianças, adolescentes, famílias. Por isso é fundamental a mobilização do ser humano em prol a essa consciência”, explica a psicóloga Lisiane Madalozzo.

Os alunos e funcionários têm realizado ações alusivas a data, para que o assunto deixe de ser um tabu e o tema passe a percorrer a sala e as rodas de conversa dos adolescentes. “O ‘Setembro Amarelo: Um grito pela vida’, é um desafio necessário que percebemos nessa volta ao convívio, em função do distanciamento que a pandemia trouxe. A necessidade de olharmos um para o outro, de compartilharmos os momentos vivenciados, mesmo que sem muitas palavras. Gestos simples como, aproximação, olhares e um abraço fazem muita falta, e agora é o momento do reencontro. A juventude está ávida de reflexões sobre a vida, e nós queremos proporcionar isso, que eles batalhem por essa vida e acreditem nela”, afirma Cleci Lovera, coordenadora pedagógica da instituição.

Os alunos do colégio, se manifestaram a respeito do movimento, encarando de maneira positiva todas as ações realizadas pela escola.

Pedro Cavaletti: “Vem sendo abordado muito nas redes sociais e no meio em que vivemos. E agora a escola está trazendo isso à tona para nos incentivar a falar mais sobre o assunto. Os projetos como, virmos todos de amarelo, são legais”.

 

Emily Balestrin: “Não só como estudante, mais como indivíduo na sociedade, reconheço a importância do Setembro Amarelo, pelo incentivo às pessoas, a superarem os seus problemas. Precisamos refletir sobre a inclusão”.

 

Eduarda Samuel: “Acho muito importante falar de como ficou o psicológico nesse tempo e é legal a escola se importar e dar uma atenção tão grande para os alunos, voltada ao psicológico de cada um”.

 

João Henrique Antoniazzi: “A escola está trazendo uma campanha muito interessante principalmente nesse momento de isolamento social provocado pela pandemia. Precisamos falar sobre essa campanha, para ajudar as pessoas”.

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