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Opinião

Biocombustíveis – O novo ‘Mapa da Mina’ do Brasil

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

“O papel importante do agro brasileiro na transição energética”

 

O agro brasileiro cada dia mais vem se destacando seja na produção de alimentos para o planeta, seja para a produção de biocombustíveis. Terá posição invejável na transição energética do Brasil e no mundo. O que nos espera é imensurável!

Vale a pena repetir para que se afirme na cabeça das pessoas, de que a Pátria Amada Brasil possui apenas 6,65 milhões de hectares (7,8%) de lavouras, 145 milhões de hectares (18,94%) de áreas com pastagens nativas e plantadas, e 5,5 milhões de hectares (1,2%) de florestas plantadas. E pasmem, temos 528 milhões de hectares (60) de florestas nativas.

Diferentemente do que os apocalípticos tentam induzir o povo brasileiro, de que este país é imprestável; de que somos um povo destruidor e poluidor da natureza! Somos exatamente o contrário, e os números estão aí para provar.

Biocombustíveis

Biocombustível ou agrocombustível é o combustível de origem biológica não fóssil, produzido a partir de processos com biomassa. O etanol, o biodiesel e o biogás são três dos principais tipos de biocombustíveis derivados de matérias-primas como soja, girassol, sorgo, triticale, trigo, milho e gordura animal e vegetal. Temos também biocombustiveis derivados de arvores, como a palma e o tungue.

Biodiesel

O biodiesel é um combustível liquido biodegradável produzido a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais, residuais (como de frituras) e gorduras animais. Atualmente usado em meios de transportes pesados, como ônibus e caminhões, que corresponde a uma fração do petróleo mais pesada do que a gasolina. Sua produção consiste na reação do óleo ou gordura com um tipo de álcool (etanol ou metanol) por meio de um catalisador.

Apesar de ser uma das soluções energéticas que vem chamando a atenção do mercado mundial, o biodiesel foi descoberto em meados de 1890, pelo inventor do motor a diesel, Rudolf Diesel. O interesse no biodiesel cresceu a partir da década de 1970, com a crise do petróleo e a emergência das mudanças climáticas .

A partir de 1º de abril de 2023, a mistura de biodiesel no diesel foi ampliada de 10% para 12%. Um ano depois, em 2024, o percentual deverá subir para 13%, em 2025, para 14% e, em 2026, chegará aos 15%. A data para entrada em vigor dos teores acima pode ser antecipada com base em avaliação pelo CNPE, devido aspectos relacionados à oferta e demanda de biodiesel, e de importação de óleo diesel. A estimativa é que a produção nacional passe dos atuais 6,3 bilhões de litros anuais para mais de 10 bilhões até 2026. Além disso, está prevista a redução da importação de 1 bilhão de litros de óleo diesel em 2023 e de 4 bilhões de litros em 2026.

“Essa medida oferece segurança e previsibilidade ao setor, incentiva a geração de empregos e investimentos na área de biocombustíveis e contribui para a redução de importações. A decisão resgata o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel e reforça a estratégia nacional de transição energética, além de consolidar o Brasil como um dos maiores produtores de biocombustíveis no mundo”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no dia em que a medida foi aprovada no CNPE, no dia 17 de março.

Biomassa

Além disso, temos ainda o resíduo de matérias primas orgânicas de origem vegetal, como bagaço de cana, cascas de coco, arroz, castanhas, cavaco e pellets de madeiras (resíduos de serrarias, de fábrica de móveis, resíduos florestais (galhadas e cascas), resíduos de podas urbanas, e ainda o bambu, entre outros. A biomassa apresentou crescimento em sua participação na matriz elétrica, passando de 8,4% em 2019 para 9,1% em 2020.

Esse nosso Brasil é de uma riqueza e de um potencial imensurável. “Aqui em tudo se plantando, dá”. E como diz aquele outro ditado: “DEUS É BRASILEIRO” Deve ser mesmo!

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