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Saúde

Prevenção às DSTs é indispensável no Carnaval

Infectologista, Vanderlei Madalozzo, relembra cuidados que podem ser tomados contra infecções

teste
Médico infectologista, Vanderlei Madalozzo
Por Vivian Mattos
Foto Arquivo\BD

Durante o período de folia do Carnaval, os brasileiros se entregam à alegria e ritmo da celebração, mas a responsabilidade com a saúde não pode ser deixada de lado. O jornal Bom Dia entrevistou o médico infectologista, Vanderlei Madalozzo, que explicou os cuidados que devem ser tomados para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Principais doenças

Mesmo em meio às festas da data, as DSTs são uma realidade que precisam de atenção. O infectologista explica que as mais preocupantes são o vírus HIV, a sífilis e as hepatites B e C. Além delas, também é possível contrair a gonorreia e vaginites.
Cuidados

Madalozzo diz que o período contribui para o uso de álcool, deixando as pessoas mais desinibidas e cuidados básicos, como uso de preservativo, não ter relações com vários parceiros e cuidados com doenças pré-existentes, acabam ficando de lado. “Às vezes a pessoa tem uma lesão genital e mesmo assim quer transar. O risco de você se contaminar e ser contaminado é maior, quase 18% maior, e elas abandonam isso. Pode aproveitar o Carnaval, pode brincar, pode beijar e transar, mas tem que ter cuidado para não ter uma surpresa desagradável”, explica.

Segundo o médico, a atenção é necessária, pois mesmo que seja uma doença que tenha tratamento, algumas podem ser crônicas, como a Hepatite B e o HIV, que irão pedir um tratamento pelo resto da vida. “Se eu quiser ter uma segurança e não correr riscos, o preservativo é o único com 100% de eficácia para tudo que estamos conversando”, diz.

Sintomas

Vanderlei explica que muitas doenças podem ser silenciosas e, no primeiro momento, assintomáticas. Algumas infecções, como a sífilis e herpes, podem gerar lesões que gerem a suspeita, mas hepatite B e C, HIV e a própria sífilis no estágio inicial, não apresentam sinais. “Eu posso estar com a doença, contaminando outra pessoa e o parceiro nem imagina que isso está acontecendo”, ressalta.

Teste rápido

Os exames dessas doenças podem ser feitos por um teste rápido. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Erechim têm o teste, ele é gratuito e o resultado ocorre em 15 minutos. “É no dedo, a partir de uma pontinha de sangue tirada. O teste é feito em anonimato e sigiloso, a rede pública tem esse exame, então, são doenças totalmente prevenidas e de fácil descoberta”, salienta.

Segundo o médico, “nós insistimos muito na minha área, que as pessoas tenham o hábito de fazer pelo menos uma vez por ano o exame. Uma pessoa que faz o teste todo ano pode estar com a doença, mas irá descobrir rápido, terá um tratamento mais tranquilo e a doença provavelmente não irá evoluir para um quadro grave”, destaca.

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