Estudo Pesquisa revela que 14,9% dos brasileiros têm hipertensão resistente
Novo estudo brasileiro, intitulado ReHOT, revela que 14,9% da população brasileira apresenta um tipo de hipertensão caracterizada como resistente. Esse quadro é identificado quando a pressão arterial do paciente continua elevada mesmo com uma combinação de três medicamentos diferentes.
Os objetivos principais da pesquisa consistem em determinar qual é a prevalência de hipertensão resistente no Brasil e, ainda, analisar qual seria o quarto medicamento mais eficaz para controlar a pressão arterial desses pacientes. Os medicamentos utilizados na pesquisa são anti-hipertensivos de diferentes classes, que já são disponibilizadas na rede básica de saúde.
“Esse resultado é muito importante, pois mostra que 85% dos hipertensos são tratáveis hoje com o que já existe disponível na rede pública, o que é extremamente positivo”, comenta Dr. Luiz Bortolotto, presidente do Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Dados defendidos pela SBH revelam que apenas 30% dos hipertensos que sabem ter a doença seguem corretamente o tratamento. Os resultados do ReHOT mostram que é possível aumentar para 85,1% o número de pacientes controlados. “Com isso, sabemos que uma parcela grande de hipertensos poderiam ter a doença sobre controle e não estão seguindo as orientações médicas”, conclui Bortolotto.
O estudo envolveu 26 centros de pesquisa em todo o Brasil sob a coordenação de pesquisadores do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da USP (Fmusp). O coordenador do projeto é o Dr. Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente da Fapesp e considerado um dos principais pesquisadores sobre hipertensão.
Sobre a SBH
A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) é uma organização sem fins lucrativos que tem a missão de promover uma série de eventos para difundir o tema tanto entre os médicos e profissionais da saúde quanto para a população em geral. O objetivo da SBH é estimular o intercâmbio de informações e a pesquisa (básica, clínica e epidemiológica) sobre hipertensão arterial e moléstias cardiovasculares entre cientistas e profissionais da saúde brasileiros.