Dia Nacional alerta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da Sífilis
Mesmo se tratando de uma doença que tem cura e pode ser prevenida, inúmeros casos de Sífilis são registrados diariamente por todo país. Trata-se de uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) - antigas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) - transmitida pela bactéria Treponema Pallidum. A evolução da doença, que pode levar até a morte, é lenta e muitas vezes passa imperceptível. O Dia Nacional de Combate à Sífilis é lembrado no terceiro sábado de outubro para alertar sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento.
Neste ano, só no Distrito Federal foram registrados 1.078 casos até agosto. A sífilis se desenvolve de várias formas, em diferentes estágios, e pode ser transmitida por relação sexual sem proteção ou da gestante para o bebê. Um dos sintomas iniciais se referem a feridas e manchas que aparecem e somem em alguns dias. A doença tem cura, porém todas as vezes que a pessoa se expõe, por não desenvolver imunidade à bactéria que está no organismo ela contrai novamente.
A doença tem três estágios, sendo o terceiro o mais grave deles. "Se não tiver tratamento, além das lesões de pele que a pessoa pode vir a ter na sífilis secundária, ela pode evoluir para sífilis latente comprometendo válvulas do coração e gerando problemas cardiológicos e no sistema nervoso central", ressalta a médica.
No caso da mulher, se não tratada corretamente, a gestante pode vir a ter um bebê com neurosífilis e com sífilis congênita -- quando a doença passa para o bebe por meio da placenta. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação e várias alterações na criança. Por isso a importância de tratar, "é fundamental não apenas para a pessoa, mas também das pessoas com as quais ele convive", acrescenta Joana.