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Saúde

O engajamento do homem com o cotidiano da família melhora a qualidade de vida

Saúde valoriza da paternidade

Por Carlos Américo, para o Blog da Saúde
Foto Divulgação

Domingo (12) é o Dia dos Pais. Mas pai tem de ser pai todos os dias. Pai tem de participar, dar banho, trocar fralda, dar comida e colocar para dormir. Tem de ensinar a falar, andar, correr, cair e se levantar. Tem de dividir as tarefas com a mãe para que a saúde e a educação da criança e de todos os envolvidos sejam completas.

Por isso, o mês de agosto também é de valorização da paternidade. O tema deste ano é “Direitos dos homens para o exercício da paternidade ativa”. É um momento de toda a sociedade repensar a participação dos homens na família. Afinal, consultas de planejamento reprodutivo, acompanhamento do pré-natal, o parto e os cuidados no desenvolvimento da criança é tarefa da mãe e do pai.

O engajamento do homem com a família melhora a qualidade de vida, criando vínculos afetivos saudáveis entre as pessoas envolvidas. “Queremos incentivar a presença e a participação dos homens nas consultas de pré-natal de suas parceiras e de seus filhos. Além disso, a presença dos homens nos serviços de saúde também pode ser potencializada como momento de cuidar de si mesmo”, ressalta o coordenador de Saúde do Homem, Francisco Norberto. A Paternidade e Cuidado é um dos eixos prioritários da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish), onde é desenvolvida a estratégia prá-natal do parceiro.

Estratégia pré-natal do parceiro

Quase sempre, os homens buscam serviços de saúde em um momento de urgência ou emergência, quando o estado de saúde já está muito avançado. O pré-natal do parceiro veio para começar a mudar isso. A ideia é que os homens cuidem da própria saúde ao mesmo tempo em que acompanham a gestação das parceiras. Assim, promovem saúde e previne o adoecimento, por meio da realização de exames de rotina, de testes rápidos, da atualização da caderneta de vacinação e da participação nas atividades educativas nos serviços de saúde.

Além disso, eles são estimulados a participarem dos momentos do parto e dos cuidados básicos com o recém-nascido, como o apoio as orientações que favorecem a amamentação até os 2 anos de idade e, exclusivamente, até os 6 meses do bebê, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde e de todos os outros cuidados com o desenvolvimento da criança.

O pré-natal do parceiro prepara o homem para o exercício da paternidade ativa.  

 

10 vantagens de o pai realizar consultas de pré-natal

- Promove o autocuidado;
- Previne doenças como hipertensão e diabetes;
- Reduz a transmissão de doenças como o HIV, Sífilis e Hepatites, dentre outras IST.
- Diminui a internação de recém-nascidos com doenças transmitidas de forma vertical.
- Promove confiança para o pai parceira diminuindo seus medos e angustias;
- Aumenta os índices de amamentação.
-Aprimora o conhecimento sobre seus direitos e deveres no exercício da paternidade ativa.
- Reduz a depressão materna e paterna no pós-parto.
- Melhora a divisão do cuidado com o recém-nascido entre o pai/parceiro e a mãe.
- Gera vínculos afetivos saudáveis e qualidade de vida para todos

 

Pesquisa

A III etapa da Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado entrevistou 37.322 homens (entre março de 2017 a março de 2018) que tiveram filho em maternidades públicas no ano de 2015, para obter informações sobre a participação do pai no pré-natal e nascimento da criança. Quando questionados se participaram das consultas de pré-natal com a sua parceira, 72,25% responderam que sim. Dos que não participaram, 74,5% justificaram que precisou trabalhar/falta de tempo. 
A participação no pré-natal foi avaliada em pesquisa nacional com 37.322 homens. De acordo com 80% dos entrevistados, a presença na consulta de pré-natal os fizeram cuidar melhor da própria saúde. Contudo, a pesquisa identificou que, dos homens que realizaram as consultas do pré-natal, apenas 20,4% realizaram exames e 34% atualizaram a caderneta de vacinação. O parto foi acompanhado por 80% dos pais entrevistados, sendo 41% durante o parto; 78%, antes do parto; e 95%, após o parto.


 

Direitos
1. Homens tem direito de realizar consultas de planejamento reprodutivo.

2. Homens tem direito de realizar consultas pré-natal
3. Direito a um acompanhante nos momentos do parto
4. Direito a licença paternidade

5. Direito para se envolver com o desenvolvimento da criança

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