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Saúde

Morfológico de primeiro trimestre é o exame mais importante no início da gestação

Medicina Fetal: saúde do bebê monitorada na barriga da mamãe

Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O que você sabe sobre Medicina Fetal? É uma área de estudos que evoluiu muito nos últimos anos e se dedica a cuidar do bebê antes mesmo do nascimento. Para isso são feitos exames e se necessário, tratamentos, antes dele “vir ao mundo”.

A reportagem do Bom Dia conversou com o médico Juliano Arenzon, primeiro especialista em Medicina Fetal da região Alto Uruguai. Ele explica um pouco mais sobre a especialidade e o resultado da entrevista será apresentado em uma série de três matérias especiais. Nesta edição vamos mostrar a importância da Medicina Fetal e detalhar um pouco mais sobre os cuidados no primeiro trimestre da gestação.

Após atuar a muitos anos no atendimento a bebês e perceber a dificuldade de encaminhamentos nos casos em que havia algum tipo de problema de saúde, Juliano resolveu investir na área. “O objetivo é oferecer um atendimento de mais qualidade às mamães e bebês da região”, destaca, citando que em uma rotina de pré-natal, os obstetras já solicitam um ultrassom no começo da gestação para saber certinho o tempo de gravidez. “Isso é muito importante pois há exames específicos da Medicina Fetal que têm um período ideal para serem feitos”, alerta.

Exame certo na hora exata

O momento inicial é o morfológico de primeiro trimestre. “Esse é talvez um dos exames mais importantes da medicina de forma geral, pois através dele, podemos fazer diagnósticos e rastreamento de várias doenças, tais como problemas que acometem o coração do bebê (quando a gestante tem em torno de três meses de gravidez). Além disso, é possível saber se a mamãe terá pressão alta na gravidez. A principal causa de morte de gestantes no País, é uma doença denominada pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez)”, explica.

Por isso, vale reforçar: hoje em dia é possível prevenir complicações e tratar os problemas ainda durante a gestação.

Outro fator muito importante nesse sentido, segundo o médico, é poder decidir junto com os pais, qual é o melhor lugar para esse bebê nascer. “Já estamos com algumas situações aqui no município em que foi decidido junto com a família e com o obstetra que o melhor local para o nascimento é Porto Alegre, pois lá possui uma equipe especializada em diferentes áreas”, salienta.

Isso fornece mais segurança e é muito melhor, considerando que há um conceito na medicina fetal que afirma: “a melhor incubadora é a barriga da mamãe”.

* Primeiro Trimestre

O início da gestação e o acompanhamento entre a quinta e a 14ª semana de gestação.

Habitualmente as mulheres realizam uma ultrassonografia transvaginal logo que descobrem-se grávidas.  

O objetivo desse exame é confirmar a idade gestacional, ou seja, verificar se o tempo de gravidez (calculado pela data da última menstruação) e o tamanho do embrião são compatíveis, pois através dessa informação poderemos programar as datas das próximas ultrassonografias.

A partir de 6,5 semanas de gestação, normalmente já é possível escutar o batimento cardíaco do embrião.

 

* Morfológico de primeiro trimestre (o exame mais importante no início da gestação)

Entre 11,5 e 13,5 semanas de gestação, temos um momento muito especial, aonde já somos capazes de avaliar alguns sinais (chamados marcadores), que tem por objetivo determinar o risco do feto ser portador de doenças cromossômicas e cardíacas.

 

* NIPT (exame cromossômico não invasivo)

Recentemente, graças a evolução dos exames genéticos, já somos capazes de detectar, no sangue materno, fragmentos do DNA do feto. Esse exame, conhecido pela sigla inglesa NIPT (Non invasive prenatal test), consiste em uma simples coleta de sangue materno, portanto sem qualquer risco para a gestação, que é capaz de avaliar os cromossomos 21 (síndrome de Down), 18 (síndrome de Edwards), 13 (síndrome de Patau), o X (síndrome de Turner) e o Y.  

Pode ser realizado a partir da décima semana de gestação e está indicado para as mulheres que querem descartar, com elevadíssimo grau de certeza e sem riscos para a gestação, essas alterações cromossômicas. Apresenta índices de detecção superiores a 99%.

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