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Saúde

Fernando Ferri

Pediatra alerta para cuidados essenciais dos 'pequenos'

Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

O Centro Hospitalar Santa Mônica prossegue os investimentos em prol do melhor atendimento em saúde, aos pacientes de Erechim e região. Além de equipamentos e tecnologias, mais profissionais, em diferentes especialidades, buscam agregar ainda mais qualidade nos serviços prestados. Recentemente, o Centro Hospitalar realizou a contratação do médico pediatra Fernando Ferri. Ele conversou com a reportagem do Bom Dia e relatou a expectativa em retornar à terra natal após alguns anos de estudo:

Fernando comentou que, após encerrar o ensino médio em Erechim, no ano de 1999, foi a Santa Maria prestar cursos de pré-vestibular e logo ingressou no ensino superior em Santa Maria. Posteriormente fez a prova para residência médica e Pediatria em Caxias do Sul e depois realizou mais dois anos de residência em Terapia Intensiva Pediátrica em Porto Alegre, a qual foi concluída em fevereiro deste ano.

A escolha pela pediatria

Ao se formar em Medicina, Fernando atuou como clínico geral em Marcelino Ramos, período em que começou a se identificar mais com o atendimento de crianças. “Naquele momento, compartilhando experiências com outros profissionais, defini qual seria a área de residência”.

O retorno a Erechim

Conforme o especialista, no período em que estava estudando, surgiu uma oportunidade para atuar junto a um grupo de médicos no setor de emergência de um hospital de Caxias do Sul. “Fixei residência na cidade, mantive esse vínculo e comecei a atuar em outros dois hospitais, sendo que também em UTIs”, citou.

Contudo, o tempo passou e o fator familiar estimulou o retorno do jovem médico a Erechim. “Em certo momento da vida colocamos tudo em uma “balança” e é decisivo, optei por voltar à terra natal”, destacou.

Principais problemas que acometem a saúde das crianças

O Bom Dia aproveitou o bate-papo com o médico, para obter algumas dicas e orientações no que se refere à saúde das crianças.

Conforme Fernando, um fator bem importante é o período do ano. “Nesse momento em que estamos prestes a ingressar em uma fase de temperaturas mais frias, as doenças respiratórias são as mais frequentes. Entre as mais comuns estão: bronquiolites, asma, rinites, laringites, pneumonias bacterianas, entre outras”, pontua.

Entre os fatores que podem contribuir para o surgimento desses problemas estão as aglomerações de pessoas e a pouca quantidade de insolação em alguns ambientes. “Sempre levamos em conta, também, a questão do tabagismo. Orientamos os pais e as pessoas que cuidam crianças, sobre as situações de perigo que o cigarro pode causar à vida dos ‘pequenos’. Muitos nos dizem que não fumam perto das crianças. Essa atitude é muito louvável, no entanto, somente isso não significa que essas crianças não irão entrar em contato com a toxina, com a fumaça. Sempre comento com essas pessoas que o ideal seria, após fumar, tomar um banho, trocar de roupa e posteriormente pegar as crianças no colo”, orienta.

Sinais e sintomas de alerta

De acordo com o pediatra, geralmente uma infecção respiratória, por exemplo, não começa de forma extremamente grave. “As crianças apresentam alguns sinais de que está ocorrendo algum problema. Quando elas são muito pequenas, podem ocorrer dificuldades na alimentação. A febre é um dos sintomas mais presentes. O que orientamos é que, se essa febre não ameniza com uso de antitérmicos, por exemplo, e se o estado geral clínico está cada vez pior, essa criança deve ser avaliada por um médico”, salienta.

Consultas de rotina

Após o nascimento, a criança tem consultas de acompanhamento e são muito importantes, principalmente no primeiro ano de vida. “Essas consultas de rotina apresentam algumas particularidades no que se refere ao público adulto, por exemplo. Inicialmente há uma consulta pós-nascimento, com orientações gerais, e posteriormente as consultas são mensais. Nos primeiros seis meses a principal orientação é o aleitamento materno, também existem algumas situações de reposição de vitaminas, controle do peso, entre outras questões a serem observadas, incluindo as vacinas que são imprescindíveis”, reforça.

Há idade limite para consulta com pediatra?

Há situações em que o médico pediatra acompanha a criança desde o nascimento e a família já tem uma identificação com o profissional, uma relação de confiança, conhece muito bem o paciente e, com o isso, o atendimento pode prosseguir até a adolescência, juventude, podendo chegar aos 20 anos.

Dicas do especialista

Uma criança precisa se alimentar bem, uma situação familiar adequada, acompanhamento com o pediatra, pois todo o desenvolvimento será acompanhado e é fundamental para evitar complicações. Além disso, vale o alerta para:

Manter um sono adequado;

Boa hidratação;

Deixar os ambientes arejados e limpos;

Higienização das mãos e alimentos;

Evitar exposição das crianças nos ambientes com fumantes;

Manter o calendário vacinal atualizado;

Adultos que estão gripados devem evitar contato com as crianças.

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