Síndrome do ‘Olho seco’: médico alerta para importância do diagnóstico correto e precoce
Você por acaso já teve a sensação de estar com areia no olho ou, ainda, uma ardência, ressecamento, lacrimejamento e percebeu que ele estava mais vermelho que o normal? Saiba que todos esses são sinais que podem estar relacionados ao conhecido ‘olho seco’.
O médico oftalmologista de Erechim, André Hermes Agnoletto, destaca que essa é a principal causa de queixa atualmente no consultório. Muitas vezes o paciente procura atendimento por outro motivo, por exemplo, porque o óculos quebrou, e, ao ser questionado se sente mais alguma coisa, comenta sobre os sintomas pontuados. “A Síndrome do Olho Seco é muito comum e é dividida em: Olho seco evaporativo (Síndrome de meibômio) – que não se refere a falta da lágrima, mas a qualidade dela; e o outro tipo que está relacionado à falta de lágrima. Sendo assim, trata-se da síndrome de uma glândula que não está funcionado bem”, explica o especialista.
Segundo ele, no primeiro caso, há de se considerar que devemos ter na lágrima um pouco de muco, água e gordura que é para não evaporar. A causa do olho seco evaporativo é a quantidade de óleo que não está adequada, ou por ter muito ou pouco.
Entre as alternativas para amenizar os sintomas, está o uso de compressas mornas que devem ser colocadas ao redor dos olhos (contribui para a glândula funcionar melhor e, por consequência, melhorar a qualidade da lágrima); limpar muito bem as pálpebras (parte externa) na hora do banho com shampoo ou sabonete neutro. “Outra forma é usar colírio, contudo, nesse caso, não trataremos a causa, mas sim, os sintomas”, alerta.
Possíveis causas
Entre os motivos que provocam alterações na glândula, está a alimentação não adequada, falta de higiene, histórico de alergia ou fator que cause uma resposta inflamatória na glândula.
Problema muito comum
Dr. André salienta que o problema é tão comum que praticamente todas as pessoas vão ter em algum momento da vida, principalmente no inverno. "Do mesmo modo, pode ocorrer uma evaporação excessiva provocada por fatores ambientais (ar condicionado, vento, clima quente e seco, entre outros). Contudo, é ainda mais comum em mulheres no período da menopausa. Isso porque o óleo existente nas glândulas, depende de hormônios para se regular. Sendo assim, ao acontecer um desequilíbrio hormonal, pode haver alteração da qualidade da lágrima”, comenta, citando que a maquiagem em excesso também pode prejudicar.
Olho seco por falta de lágrima
Já o olho seco por falta de lágrima geralmente costuma ser mais grave e está relacionado a doenças reumáticas, como a Síndrome de Sjögren. “Nesses casos a pessoa sofre com a ausência ou baixa quantidade de lágrimas e também não tem a quantidade adequada de saliva e uma série de fatores. Caso não for tratado, pode evoluir para complicações como úlcera de córnea, entre outros problemas”, observa o oftalmologista.
Nesse caso, o médico orienta que é fundamental um tipo específico de colírio. “É importante que haja lubrificação no olho para não machucar no momento que piscamos”, acrescenta.
O médico reforça, também, que os pacientes devem cuidar para não confundir o ‘olho seco’ com outros problemas passageiros, por exemplo. Caso perdurar os sintomas, deve ser consultado um especialista.
Diagnóstico precoce e correto
Do mesmo modo, Dr. André reforça que é essencial o diagnóstico correto, desde a fase inicial, o que pode otimizar tempo e fazer a diferença no envelhecimento. “Por isso, no caso do olho seco evaporativo, se conseguirmos fazer a glândula funcionar, é muito mais eficaz que somente usar o colírio. Do mesmo modo, o ômega 3 e óleo de linhaça são substâncias que auxiliam no tratamento”, ressalta.
Vale o alerta que: alterações na tireoide também podem levar ao olho seco, do mesmo modo que alguns medicamentos.
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